O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que vai apensar o projeto enviado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que propõe elevar o teto do Microempreendedor Individual (MEI), a outra proposta já em tramitação na Casa. Essa proposta, conhecida como PLP 108 de 2021, também aborda o mesmo tema.
O Executivo enviou um novo texto, que sugere aumentar o teto do MEI para R$ 140 mil, visando evitar uma pauta com impacto fiscal de R$ 50 bilhões por ano. Isso ocorre porque o projeto em discussão na Câmara abrange o aumento de todo o Simples Nacional.
Além da elevação do teto do MEI, a proposta já em análise também sugere a elevação do teto das microempresas de R$ 360 mil para R$ 869 mil e o das empresas de pequeno porte de R$ 4,8 milhões para R$ 8,69 milhões. A equipe econômica do governo alerta que o Orçamento atual não comporta o impacto causado por essas mudanças.
Apesar de ainda não haver uma previsão para a votação dos projetos, o calendário seguirá o mesmo da comissão especial que já discute o PLP 108. Essa comissão foi iniciada em 5 de maio e tem até 40 sessões de plenário para apresentar o relatório final.
O Microempreendedor Individual foi criado em 2008 como uma política pública de formalização. O regime permite que trabalhadores autônomos tenham um registro de CNPJ, emitam notas fiscais e assegurem direitos previdenciários, como aposentadoria, auxílio-doença e licença-maternidade.
A contrapartida para os microempreendedores é o pagamento de uma guia mensal unificada de tributos com valores reduzidos, funcionando como a porta de entrada para o ecossistema de micro e pequenas empresas no Brasil.
Para permanecer nesse regime, o empreendedor deve respeitar limites rígidos de faturamento e de estrutura. Caso ultrapasse as regras, ele é automaticamente desenquadrado e transferido para o Simples Nacional, um regime tributário facilitado que unifica 8 impostos federais, estaduais e municipais em uma única arrecadação, mas com alíquotas progressivas e consideravelmente superiores às taxas fixas do MEI.
O aumento do teto do faturamento do MEI e a autorização para a contratação de um segundo funcionário são considerados pelo governo como uma contrapartida após a aprovação, na Câmara, da PEC que extingue a escala 6 x 1, que reduz a jornada de trabalho e estabelece 2 dias de descanso remunerado por semana.
LEIA TAMBÉM
Valmir de Francisquinho garante passagem a R$ 3 na Grande Aracaju e defende legado em Itabaiana
16 de setMPSE leva Ouvidoria Itinerante a mercados de Aracaju e atende público
16 de setEleitorado acima de 70 anos ultrapassa 157 mil em Sergipe para as Eleições 2026
15 de setReceba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

