Durante debate na Band, rivais pressionaram a governadora sobre saúde, educação, mobilidade e a crise no BRB. Celina reagiu às acusações e defendeu que herdou desafios administrativos.
No último domingo (9), a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), foi o principal alvo dos candidatos durante um debate promovido pela Band. Os principais temas abordados foram saúde, educação, mobilidade e a situação do Banco de Brasília (BRB), que gerou intensos embates entre os participantes.
Além de Celina, que busca a reeleição após assumir o governo há quatro meses, participaram do debate José Roberto Arruda (PSD), Kiko Caputo (Novo), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB) e Ricardo Cappelli (PSB). A governadora defendeu seu governo e reagiu às críticas, afirmando que herdou problemas da administração anterior e que agora sua responsabilidade é resolvê-los.
Durante o debate, Celina procurou distanciar-se do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), de quem foi vice, afirmando que representa um novo projeto político. O caso do BRB e a tentativa de aquisição do Banco Master foram pontos centrais, com Celina declarando que não apoiou a operação e defendendo que o BRB deve permanecer como um banco regional.
Paula Belmonte questionou a governadora sobre sua inação enquanto vice-governadora. Celina respondeu que não tinha poder para mudar decisões do então governador e negou ter contato com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ao contrário de outro candidato, Ricardo Cappelli. Belmonte ainda criticou Celina por não ter se manifestado contra a operação do Master, apesar de presidir um partido com três deputados distritais.
“Nunca orientei deputados, cada um vota segundo sua consciência”, afirmou Celina, destacando que assume a responsabilidade pelo BRB.
O debate também trouxe à tona questões sobre transparência nas operações do BRB. Leandro Grass e Arruda enfatizaram a necessidade de abrir informações sobre o banco, com Grass afirmando que a situação deve ser esclarecida antes das eleições.
Na área da educação, as críticas à gestão atual foram evidentes. Leandro Grass destacou que o Distrito Federal ocupa a última posição no ranking do ensino médio e criticou a política de escolas militarizadas. Paula Belmonte também apontou falhas na execução de emendas parlamentares para a educação, mencionando cortes significativos no orçamento anterior.
O tema da mobilidade urbana não ficou de fora, com Kiko Caputo e Arruda defendendo a expansão do metrô e melhorias no transporte público. Caputo sugeriu a extensão do metrô para diversas regiões e Arruda apresentou propostas de novas linhas e um VLT entre o Aeroporto e áreas centrais.
O debate, marcado por intensas trocas de acusações, destacou as diferentes visões dos candidatos sobre a gestão do DF e as prioridades para a população.
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