Prefeitura declara imóvel de utilidade pública e estuda transformação
A mansão deixada pelo cantor José Rico (1946-2015), parceiro da dupla Milionário e José Rico, que possui mais de 100 quartos, pode ser transformada em um museu voltado à história da música sertaneja. O imóvel, situado em Limeira, no interior de São Paulo, recebeu nesta terça-feira (26/5) um decreto municipal que o classifica como área de utilidade pública.
A assinatura do decreto não equivale a uma desapropriação imediata. A medida autoriza o poder público a avançar com estudos de viabilidade técnica, econômica e jurídica sobre a viabilização do projeto, abrindo caminho para decisões futuras sobre o destino do local.
Segundo informações divulgadas pelo G1, o núcleo do possível processo de desapropriação envolve uma área de 10.249 metros quadrados onde está erguida a gigantesca edificação. A prefeitura de Limeira informou que não utilizará recursos do orçamento municipal para a montagem do empreendimento, como forma de não comprometer as finanças da cidade.
A estratégia da administração municipal prevê a captação de verbas federais e estaduais, além de parcerias com a iniciativa privada, para financiar a transformação do imóvel em um polo turístico dedicado ao gênero sertanejo. A propriedade está localizada às margens da Rodovia Anhanguera (SP-330), ocupa uma área total de 48 mil metros quadrados e tem avaliação aproximada de R$ 15 milhões.
As obras do castelo consumiram 24 anos de trabalho contínuo de José Rico, que morreu aos 68 anos sem ver a construção totalmente concluída. Nos últimos anos o imóvel enfrentou dificuldades para ser vendido em leilões, acumulando sinais de abandono, o que motivou iniciativas para definir um novo uso público ou privado.

Com o decreto, o município dá o primeiro passo formal para a preservação e possível reutilização do complexo, mas ainda depende dos estudos de viabilidade e da captação de recursos para avançar com qualquer intervenção efetiva.
O processo agora segue em fase de levantamento técnico e definição de parcerias, e não há, por enquanto, data definida para eventual desapropriação ou início de obras de adaptação do imóvel ao novo uso.
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