Seis presidentes de federações árabes, incluindo Catar e Marrocos, manifestaram suporte a Infantino. O gesto ocorre após o fracasso de um plano de investimento privado que motivou críticas de Uefa, AFC e Concacaf.
Seis presidentes de federações nacionais de futebol de países árabes, incluindo Catar e Marrocos, um dos países-sede da Copa do Mundo de 2030, declararam apoio ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, nesta quinta-feira (13). Este posicionamento ocorre em meio à crise enfrentada pela entidade máxima do futebol após o fracasso de um plano de investimento privado.
Infantino, que busca a reeleição no próximo ano, enfrenta uma revolta aberta depois que três confederações — Uefa, AFC e Concacaf — solicitaram sua saída devido à tentativa frustrada de trazer investimentos privados para competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo.
“Reconhecendo o importante papel do futebol árabe na aproximação das pessoas e no fortalecimento da cooperação entre as federações de futebol de todo o mundo árabe, nós (…) expressamos nosso total apoio ao senhor Gianni Infantino, presidente da Fifa, e reafirmamos nossa confiança em sua liderança e em seu compromisso contínuo com o desenvolvimento do futebol em todo o mundo”, afirmaram os presidentes das seis federações em um comunicado conjunto.
O documento foi assinado pelos presidentes das federações nacionais de Catar, Líbano, Marrocos, Sudão, Egito e Mauritânia. Quatro dos seis signatários também são membros do Conselho da Fifa. No comunicado, destacaram: “Apreciamos profundamente os esforços contínuos do senhor Infantino para promover o futebol globalmente, ampliar as oportunidades em todas as regiões e fortalecer o papel do esporte na aproximação de pessoas e comunidades.”
Além disso, expressaram a esperança de continuar a estreita cooperação com Infantino para construir um futuro mais forte e próspero para o futebol mundial, ampliando oportunidades e fortalecendo ainda mais a contribuição do futebol árabe para o cenário global.
A proposta retirada por Infantino previa uma verba de US$ 20 milhões para as federações-membro no próximo ciclo de financiamento, valor que poderia ter sido dobrado caso elas assinassem o acordo. Apesar da oposição das três confederações, que representam 136 das 211 associações-membro que votarão na eleição presidencial da Fifa em março, Infantino ainda conta com muitos aliados no futebol.
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