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Internacional

China multa Trip.com em US$ 765 mi por forçar exclusividade

Trip.com é multada em US$ 765 milhões por práticas anticoncorrenciais na China.

28/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h47
China multa Trip.com em US$ 765 mi por forçar exclusividade

Autoridade chinesa aplicou multa de 5,18 bilhões de yuans após investigação iniciada em janeiro. A SAMR acusa Trip.com de forçar exclusividade e paridade de preços; inclui confisco de 1,66 bi de yuans.

A agência reguladora de mercado da China aplicou uma multa de 5,18 bilhões de yuans (US$ 765 milhões) à Trip.com, uma das maiores plataformas de viagens online do país, por abuso de posição dominante. A penalidade foi anunciada no último sábado, dia 25 de julho de 2026, e é resultado de uma investigação que começou em janeiro do mesmo ano.

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A Administração Estatal de Regulação de Mercado (SAMR) revelou que a Trip.com utilizou práticas para forçar hotéis a firmarem acordos de exclusividade, além de impor exigências de paridade de preços. A multa inclui o confisco de 1,66 bilhão de yuans (US$ 250 milhões) e uma penalidade de 3,52 bilhões de yuans (US$ 520 milhões), representando 7,5% das vendas da empresa na China em 2025. Além disso, a Trip.com deverá restituir 122 milhões de yuans (US$ 18 milhões) em depósitos que foram indevidamente retirados dos operadores hoteleiros.

A investigação apontou que, desde 2020, a Trip.com utilizou seus recursos, como alocação de tráfego e tecnologia, para restringir a concorrência no setor de reservas de hotéis online. A empresa incentivou hotéis de alto desempenho a aderirem a um programa exclusivo, oferecendo maior fluxo de clientes, mas impedindo que esses estabelecimentos colaborassem com plataformas concorrentes.

Além disso, a Trip.com exigia que os hotéis que vendessem quartos em diversas plataformas oferecessem o menor preço disponível em sua plataforma. Quando a empresa descobria preços mais baixos em outros locais, utilizava ferramentas automatizadas e intervenções manuais para reduzir as tarifas de seus próprios quartos, monitorando rigorosamente o cumprimento dessas normas.

Essas práticas interferiam no direito dos hotéis de definir preços e prejudicavam a concorrência, segundo a SAMR. O órgão também destacou que essas ações intensificavam uma concorrência de preços prejudicial no setor de viagens.

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A Trip.com declarou que aceitou a decisão e se comprometeu a implementar as mudanças necessárias, prometendo divulgar medidas específicas de retificação e se submeter a fiscalização pública.

A multa imposta à Trip.com está próxima do limite máximo previsto pela Lei Antimonopólio da China, que prevê penalidades variando de 1% a 10% das vendas anuais da empresa, além do confisco dos lucros obtidos de forma ilícita.

Segundo dados da SAMR, a Trip.com detinha uma participação de mercado de 56,8% em receita de reservas de hotéis online em 2025. Além disso, a empresa já havia enfrentado investigações regulatórias por práticas anticoncorrenciais em Hong Kong e na Coreia do Sul.

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“Autoridades de diversas regiões da China continental, incluindo Sichuan e Guizhou, convocaram a empresa para negociações em 2021 e 2025, mas ela não implementou as mudanças necessárias”, afirmou um especialista sobre o caso.

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Autoridade chinesa aplicou multa de 5,18 bilhões de yuans após investigação iniciada em janeiro. A SAMR acusa Trip.com de forçar exclusividade e paridade de preços; inclui confisco de 1,66 bi de yuans.

A agência reguladora de mercado da China aplicou uma multa de 5,18 bilhões de yuans (US$ 765 milhões) à Trip.com, uma das maiores plataformas de viagens online do país, por abuso de posição dominante. A penalidade foi anunciada no último sábado, dia 25 de julho de 2026, e é resultado de uma investigação que começou em janeiro do mesmo ano.

A Administração Estatal de Regulação de Mercado (SAMR) revelou que a Trip.com utilizou práticas para forçar hotéis a firmarem acordos de exclusividade, além de impor exigências de paridade de preços. A multa inclui o confisco de 1,66 bilhão de yuans (US$ 250 milhões) e uma penalidade de 3,52 bilhões de yuans (US$ 520 milhões), representando 7,5% das vendas da empresa na China em 2025. Além disso, a Trip.com deverá restituir 122 milhões de yuans (US$ 18 milhões) em depósitos que foram indevidamente retirados dos operadores hoteleiros.

A investigação apontou que, desde 2020, a Trip.com utilizou seus recursos, como alocação de tráfego e tecnologia, para restringir a concorrência no setor de reservas de hotéis online. A empresa incentivou hotéis de alto desempenho a aderirem a um programa exclusivo, oferecendo maior fluxo de clientes, mas impedindo que esses estabelecimentos colaborassem com plataformas concorrentes.

Além disso, a Trip.com exigia que os hotéis que vendessem quartos em diversas plataformas oferecessem o menor preço disponível em sua plataforma. Quando a empresa descobria preços mais baixos em outros locais, utilizava ferramentas automatizadas e intervenções manuais para reduzir as tarifas de seus próprios quartos, monitorando rigorosamente o cumprimento dessas normas.

Essas práticas interferiam no direito dos hotéis de definir preços e prejudicavam a concorrência, segundo a SAMR. O órgão também destacou que essas ações intensificavam uma concorrência de preços prejudicial no setor de viagens.

A Trip.com declarou que aceitou a decisão e se comprometeu a implementar as mudanças necessárias, prometendo divulgar medidas específicas de retificação e se submeter a fiscalização pública.

A multa imposta à Trip.com está próxima do limite máximo previsto pela Lei Antimonopólio da China, que prevê penalidades variando de 1% a 10% das vendas anuais da empresa, além do confisco dos lucros obtidos de forma ilícita.

Segundo dados da SAMR, a Trip.com detinha uma participação de mercado de 56,8% em receita de reservas de hotéis online em 2025. Além disso, a empresa já havia enfrentado investigações regulatórias por práticas anticoncorrenciais em Hong Kong e na Coreia do Sul.

“Autoridades de diversas regiões da China continental, incluindo Sichuan e Guizhou, convocaram a empresa para negociações em 2021 e 2025, mas ela não implementou as mudanças necessárias”, afirmou um especialista sobre o caso.

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