Discussão em rádio da capital envolveu críticas ao uso de chapéu de couro, acusações de autoritarismo e alfinetadas sobre inelegibilidade.
A temperatura da política sergipana atingiu níveis máximos nesta terça-feira (13). O que era para ser um debate de ideias se transformou em uma troca de farpas pessoais entre o ex-prefeito de Frei Paulo e pré-candidato a deputado federal, Anderson de Zé das Canas, e o prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho.
A entrevista, concedida a uma emissora de rádio de Aracaju, escancarou a rivalidade e antecipou o tom bélico que deve marcar as eleições de 2026.
A Polêmica do Chapéu
O estopim da confusão foi um comentário de Valmir sobre a indumentária do adversário. O prefeito de Itabaiana afirmou que o tradicional chapéu de couro usado por Anderson serviria apenas para “enganar a população”.
A resposta veio imediata. Anderson defendeu suas raízes, afirmando que Valmir desconhece a realidade do homem do campo e que o acessório representa sua identidade. “As críticas são sinal de incômodo político”, disparou.
Acusações Pesadas: “Ditador”
O nível da discussão subiu quando Anderson de Zé das Canas elevou o tom e rotulou Valmir de “ditador”. O pré-candidato comparou o gestor itabaianense a figuras autoritárias internacionais, sugerindo que ele seria intolerante a críticas e opiniões contrárias.
A Tréplica: “Falastrão” e Inelegibilidade
Valmir não deixou barato. Minimizou a relevância política do rival, dizendo que Anderson só ocupou espaços por “falta de opção” do eleitorado e que estaria usando seu nome para ganhar holofotes. O prefeito chamou o adversário de “falastrão”, alegando que ele fala muito, mas apresenta pouco trabalho.
No contra-ataque, Anderson tocou na ferida política de Valmir: a questão jurídica. Ele relembrou a inelegibilidade do prefeito, questionando sua capacidade de estar na disputa. Valmir encerrou com sua característica confiança, afirmando que, se estivesse apto, venceria o adversário nas urnas sem dificuldades.
O episódio deixa claro que a pré-campanha em Sergipe começou fervendo, com ataques diretos substituindo, por ora, o debate propositivo.
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