O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, na terça-feira (30.jun.2026), novas mudanças nas regras de financiamento rural, impactando diretamente o Plano Safra 2026/2027. As modificações têm como objetivo reduzir os juros de linhas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e aumentar os limites de crédito destinados a custeio, investimento, industrialização e comercialização.
De acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Fazenda, as resoluções alteram o Manual de Crédito Rural (MCR) para ampliar o acesso ao financiamento, incentivar práticas sustentáveis e atualizar as normas aplicadas ao setor agropecuário.
Entre as principais alterações, destaca-se a redução das taxas de juros das principais linhas do Pronaf, que passarão de 8% e 6% ao ano para 7,5% e 5,5% ao ano. Além disso, a taxa de custeio para produtos da sociobiodiversidade e sistemas orgânicos diminuirá de 2% para 1% ao ano.
O limite de crédito para investimento também foi ampliado, com recursos equalizados subindo de R$ 1 milhão para R$ 1,5 milhão. O teto do Inovagro, por sua vez, aumentou de R$ 12 milhões para R$ 15 milhões. No caso do Pronaf Agroindústria, o limite para pessoa física foi elevado de R$ 210 mil para R$ 250 mil, enquanto que para o Pronaf Mulher, o limite para aquisição de máquinas, implementos e equipamentos subiu de R$ 100 mil para R$ 120 mil, aplicável a beneficiárias com renda bruta familiar anual inferior a R$ 150 mil.
As mudanças também se estenderam a outras linhas de crédito, como Pronaf Floresta, Pronaf Semiárido, Pronaf Jovem, Prodecoop, RenovAgro e Procap-Agro, que tiveram seus limites aumentados. O CMN também autorizou uma linha adicional de custeio de até R$ 8.000 para mulheres inseridas no Grupo B do Pronaf, com o limite de renda bruta anual para inclusão nesse grupo elevado de R$ 50.000 para R$ 60.000.
Além disso, ajustes foram feitos para cooperativas que enfrentaram dificuldades devido a eventos climáticos no Rio Grande do Sul, permitindo um financiamento de capital de giro de até R$ 90 milhões por cooperativa, com prazo de pagamento de até 5 anos. As taxas de juros para essas cooperativas serão de 8% ao ano para o Pronaf e de 10% ao ano para operações no Procap-Agro.
Outra resolução aprovada permite o financiamento de sistemas de armazenamento de energia elétrica associados à geração renovável, viabilizando programas como Inovagro, Prodecoop e RenovAgro.
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