A coordenação da campanha de Renan Santos (Missão) para a Presidência da República decidiu não utilizar os recursos do Fundo Eleitoral destinados ao partido. Em vez disso, a campanha se baseará exclusivamente em doações de apoiadores e em “vaquinhas” online.
Amanda Vettorazzo, vereadora de São Paulo e coordenadora da campanha, informou que os R$ 3 milhões que seriam recebidos pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) serão direcionados a outras candidaturas do Missão pelo Brasil. O objetivo é eleger um número mínimo de deputados federais, superando a cláusula de barreira e aumentando a relevância do partido no cenário nacional.
“Não vamos utilizar o fundo de R$ 3 milhões, que vai para outras candidaturas. Vamos usar basicamente o dinheiro de doações e vaquinhas, que hoje giram em torno de R$ 1 milhão, o que é definitivamente inferior ao de outros candidatos”, afirmou Amanda.
O Fundo Eleitoral, que em 2026 se aproximou de R$ 5 bilhões, é destinado a financiar as campanhas dos candidatos conforme a diretriz das legendas. Para o Missão, que foi homologado pelo tribunal apenas no final de 2025, o valor mínimo a ser recebido será de R$ 3.307.679,85.
Quando questionada sobre a possibilidade de se associar a outros partidos para garantir maior tempo de TV e mais recursos do Fundo Eleitoral, Amanda considerou essa alternativa como “muito difícil”. Ela destacou a importância de escolher aliados que compartilhem os ideais do partido.
“Com certeza teremos candidatos em todos os estados. Acho uma coligação muito difícil. Queremos alguém que se comprometa com nossos ideais, com as virtudes do Livro Amarelo. Não queremos nos submeter a alguém com outro projeto”, completou a vereadora.
Em relação ao cronograma de viagens de Renan Santos, Amanda garantiu que o presidenciável visitará todas as regiões do Brasil até o final de julho, poucos dias antes do início oficial da campanha. “Campanha de verdade é assim, indo até os lugares mais distantes e mostrando propostas. É fácil falar dentro de um quarto com ar-condicionado”, declarou.
Sobre a investigação das fraudes envolvendo o Banco Master, a campanha de Renan não vê o assunto com preocupação, considerando o desgaste que novas revelações têm causado nas campanhas de outros candidatos. Recentemente, o senador Jaques Wagner (PT-BA), aliado de Lula, deixou o cargo de líder do governo no Senado após uma operação da Polícia Federal investigar suas conexões.
“Essas notícias só provam que estivemos certos. O MBL, junto com o Renan, mobilizou a primeira manifestação em SP contra ministros do Supremo e sobre o caso Banco Master, quando ninguém falava nisso. Essas histórias mostram que tanto a esquerda de Lula quanto a falsa direita do Flávio estão envolvidas em coisas que consideramos erradas”, finalizou Amanda Vettorazzo.
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