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Aracaju, Terça-feira, 30 de junho de 2026
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Café tem alta de 6,71% em Nova York devido a atraso na colheita no Brasil

Economia

Café tem alta de 6,71% em Nova York devido a atraso na colheita no Brasil

Café tem alta de 6,71% em Nova York devido a atraso na colheita no Brasil.

30/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 18h18
Café tem alta de 6,71% em Nova York devido a atraso na colheita no Brasil

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Os preços futuros do café arábica registraram uma valorização significativa na bolsa de Nova York na sessão de hoje, 30 de junho de 2026. O avanço das cotações é impulsionado pelo atraso da colheita do grão nas principais regiões produtoras do Brasil.

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O contrato com entrega para setembro fechou com um ganho de 6,71%, sendo cotado a US$ 2,96 por libra-peso. Segundo Haroldo Bonfá, diretor da Pharos Consultoria, o atraso na colheita, aliado às chuvas que ocorreram durante os trabalhos no campo, impacta a cafeicultura de forma ampla. As precipitações não apenas dificultam o avanço da colheita, mas também comprometem a secagem dos grãos, resultando na qualidade do que é conhecido como “café chuvado”.

“Diversos relatos de produtores indicam uma renda menor, com um volume reduzido de café beneficiado em comparação com a safra anterior”, afirma Bonfá.

Essa situação reforça a possibilidade de uma produção inferior às estimativas mais recentes do mercado. O consultor ressalta que as previsões meteorológicas mantêm o setor em alerta. A chegada de frentes frias, comum nesta época do ano, está intensificando a preocupação com a ocorrência de geadas. Além disso, o fenômeno El Niño pode resultar em temperaturas mais altas durante o verão, o que representa um risco para a floração dos cafezais e, consequentemente, para a safra de 2027.

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Bonfá também observa que a postura dos produtores pode influenciar os preços. Com uma capitalização financeira maior, muitos cafeicultores não têm necessidade imediata de comercializar sua produção, podendo optar por esperar por melhores oportunidades no mercado.

Além do café, o mercado de cacau também apresenta movimentações significativas. As preocupações com a próxima safra na África Ocidental influenciam os contratos futuros do cacau, que fecharam em queda de 2,23%, cotados a US$ 5.078 por tonelada. As fortes chuvas na Costa do Marfim e em Gana têm afetado o acesso dos agricultores às fazendas, o que ameaça o abastecimento global.

Os preços do açúcar também mostraram uma leve alta, com o contrato para entrega em outubro finalizando a US$ 14,82 por libra-peso, enquanto o algodão teve um pequeno avanço de 0,46%, encerrando a sessão a 76,80 centavos de dólar a libra-peso.

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Por último, o suco de laranja para entrega em setembro valorizou 6,44%, fechando a US$ 1,65 por libra-peso. Esses movimentos no mercado refletem as preocupações com a produção e a qualidade das safras em diversas regiões.

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Os preços futuros do café arábica registraram uma valorização significativa na bolsa de Nova York na sessão de hoje, 30 de junho de 2026. O avanço das cotações é impulsionado pelo atraso da colheita do grão nas principais regiões produtoras do Brasil.

O contrato com entrega para setembro fechou com um ganho de 6,71%, sendo cotado a US$ 2,96 por libra-peso. Segundo Haroldo Bonfá, diretor da Pharos Consultoria, o atraso na colheita, aliado às chuvas que ocorreram durante os trabalhos no campo, impacta a cafeicultura de forma ampla. As precipitações não apenas dificultam o avanço da colheita, mas também comprometem a secagem dos grãos, resultando na qualidade do que é conhecido como “café chuvado”.

“Diversos relatos de produtores indicam uma renda menor, com um volume reduzido de café beneficiado em comparação com a safra anterior”, afirma Bonfá.

Essa situação reforça a possibilidade de uma produção inferior às estimativas mais recentes do mercado. O consultor ressalta que as previsões meteorológicas mantêm o setor em alerta. A chegada de frentes frias, comum nesta época do ano, está intensificando a preocupação com a ocorrência de geadas. Além disso, o fenômeno El Niño pode resultar em temperaturas mais altas durante o verão, o que representa um risco para a floração dos cafezais e, consequentemente, para a safra de 2027.

Bonfá também observa que a postura dos produtores pode influenciar os preços. Com uma capitalização financeira maior, muitos cafeicultores não têm necessidade imediata de comercializar sua produção, podendo optar por esperar por melhores oportunidades no mercado.

Além do café, o mercado de cacau também apresenta movimentações significativas. As preocupações com a próxima safra na África Ocidental influenciam os contratos futuros do cacau, que fecharam em queda de 2,23%, cotados a US$ 5.078 por tonelada. As fortes chuvas na Costa do Marfim e em Gana têm afetado o acesso dos agricultores às fazendas, o que ameaça o abastecimento global.

Os preços do açúcar também mostraram uma leve alta, com o contrato para entrega em outubro finalizando a US$ 14,82 por libra-peso, enquanto o algodão teve um pequeno avanço de 0,46%, encerrando a sessão a 76,80 centavos de dólar a libra-peso.

Por último, o suco de laranja para entrega em setembro valorizou 6,44%, fechando a US$ 1,65 por libra-peso. Esses movimentos no mercado refletem as preocupações com a produção e a qualidade das safras em diversas regiões.

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