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Aracaju, Quinta-feira, 18 de junho de 2026
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CNI e CUT rejeitam corte da Selic e cobram medidas mais efetivas

Brasil

CNI e CUT rejeitam corte da Selic e cobram medidas mais efetivas

Entidades criticam a redução de 0,25% na Selic, considerada insuficiente para a economia.

17/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 18h02
CNI e CUT rejeitam corte da Selic e cobram medidas mais efetivas

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O Copom reduziu a Selic de 14,50% para 14,25%, mas o corte não convenceu. Indústria e trabalhadores alertam que o ajuste é insuficiente para desafogar empresas e famílias brasileiras.

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A redução de 0,25% na taxa básica de juros, a Selic, foi considerada insuficiente por entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT). Ambas as representações afirmam que o corte não é capaz de reverter o quadro de estagnação dos investimentos e não atende às necessidades urgentes do Brasil.

Na última quarta-feira (17), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou a diminuição da Selic de 14,50% para 14,25% ao ano. A CNI manifestou que essa redução não contribui para aliviar a asfixia financeira que empresas e famílias enfrentam. O presidente da CNI, Ricardo Alban, comentou que enquanto os juros reais permanecerem elevados, o custo do crédito continuará inviabilizando os planos de produção e expansão da indústria. Alban ressaltou que a medida também não alivia o orçamento das famílias e do governo, que continuarão sobrecarregados pelo serviço da dívida, o que adia a retomada do consumo e do investimento.

“Enquanto os juros reais continuarem tão elevados, beneficiando diretamente o capital especulativo, o custo do crédito vai seguir inviabilizando os planos de produção e expansão da indústria”, declarou Alban.

A CNI acredita que a recente negociação entre os Estados Unidos e o Irã para o fim do conflito pode abrir espaço para que o Banco Central intensifique o ciclo de cortes na Selic na próxima reunião. Segundo Alban, a expectativa de queda no preço do petróleo, que vinha pressionando os custos das cadeias produtivas globais, pode criar um ambiente mais propício para uma flexibilização monetária.

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Por outro lado, a CUT classificou a redução como tímida e afirmou que a política monetária do Banco Central ignora sinais positivos da economia brasileira e do cenário internacional. A entidade destacou a recente queda no preço do petróleo, que poderia ter influenciado uma maior redução.

“Manter os juros nesse patamar absurdo continua sufocando o setor produtivo, encarecendo o crédito e penalizando diretamente a classe trabalhadora”, afirmou a CUT em comunicado.

A CUT também criticou a autonomia do Banco Central, afirmando que a atual taxa de juros drena recursos públicos que deveriam ser investidos em saúde, educação e infraestrutura. A central defende que um corte significativo na taxa de juros é necessário para fomentar o desenvolvimento nacional e a geração de empregos de qualidade.

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Em contrapartida, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) avaliou a redução da Selic como positiva, mas enfatizou a necessidade de continuidade nesse movimento. A economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos, alertou que o nível de juros ainda apresenta desafios significativos para a atividade econômica e a recuperação dos investimentos.

“A continuidade do processo de flexibilização monetária é uma sinalização positiva para a economia”, afirmou Vasconcelos.

Entidades de diversos setores seguem atentas às próximas decisões do Banco Central, na expectativa de que medidas mais incisivas possam ser adotadas para estimular a economia brasileira.

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O Copom reduziu a Selic de 14,50% para 14,25%, mas o corte não convenceu. Indústria e trabalhadores alertam que o ajuste é insuficiente para desafogar empresas e famílias brasileiras.

A redução de 0,25% na taxa básica de juros, a Selic, foi considerada insuficiente por entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT). Ambas as representações afirmam que o corte não é capaz de reverter o quadro de estagnação dos investimentos e não atende às necessidades urgentes do Brasil.

Na última quarta-feira (17), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou a diminuição da Selic de 14,50% para 14,25% ao ano. A CNI manifestou que essa redução não contribui para aliviar a asfixia financeira que empresas e famílias enfrentam. O presidente da CNI, Ricardo Alban, comentou que enquanto os juros reais permanecerem elevados, o custo do crédito continuará inviabilizando os planos de produção e expansão da indústria. Alban ressaltou que a medida também não alivia o orçamento das famílias e do governo, que continuarão sobrecarregados pelo serviço da dívida, o que adia a retomada do consumo e do investimento.

“Enquanto os juros reais continuarem tão elevados, beneficiando diretamente o capital especulativo, o custo do crédito vai seguir inviabilizando os planos de produção e expansão da indústria”, declarou Alban.

A CNI acredita que a recente negociação entre os Estados Unidos e o Irã para o fim do conflito pode abrir espaço para que o Banco Central intensifique o ciclo de cortes na Selic na próxima reunião. Segundo Alban, a expectativa de queda no preço do petróleo, que vinha pressionando os custos das cadeias produtivas globais, pode criar um ambiente mais propício para uma flexibilização monetária.

Por outro lado, a CUT classificou a redução como tímida e afirmou que a política monetária do Banco Central ignora sinais positivos da economia brasileira e do cenário internacional. A entidade destacou a recente queda no preço do petróleo, que poderia ter influenciado uma maior redução.

“Manter os juros nesse patamar absurdo continua sufocando o setor produtivo, encarecendo o crédito e penalizando diretamente a classe trabalhadora”, afirmou a CUT em comunicado.

A CUT também criticou a autonomia do Banco Central, afirmando que a atual taxa de juros drena recursos públicos que deveriam ser investidos em saúde, educação e infraestrutura. A central defende que um corte significativo na taxa de juros é necessário para fomentar o desenvolvimento nacional e a geração de empregos de qualidade.

Em contrapartida, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) avaliou a redução da Selic como positiva, mas enfatizou a necessidade de continuidade nesse movimento. A economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos, alertou que o nível de juros ainda apresenta desafios significativos para a atividade econômica e a recuperação dos investimentos.

“A continuidade do processo de flexibilização monetária é uma sinalização positiva para a economia”, afirmou Vasconcelos.

Entidades de diversos setores seguem atentas às próximas decisões do Banco Central, na expectativa de que medidas mais incisivas possam ser adotadas para estimular a economia brasileira.

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