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Colômbia vai às urnas domingo em eleição que pode virar o mapa político da América do Sul

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Colômbia vai às urnas domingo em eleição que pode virar o mapa político da América do Sul

Colômbia realiza 2º turno das eleições presidenciais com polarização política.

21/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 16h15
Colômbia vai às urnas domingo em eleição que pode virar o mapa político da América do Sul

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Direita e esquerda disputam palmo a palmo a presidência da Colômbia no 2º turno marcado para domingo. O resultado pode redesenhar o equilíbrio político no continente.

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A Colômbia realizará no próximo domingo, 22 de junho de 2026, o 2º turno das eleições presidenciais. Os eleitores deverão escolher entre Iván Cepeda, do Pacto Histórico, que representa a esquerda, e Abelardo de la Espriella, dos Defensores de la Patria, da direita, para suceder o atual presidente Gustavo Petro, também da esquerda, no período de 2026 a 2030.

O clima eleitoral é marcado por uma forte polarização, com grande impacto na dinâmica política da América do Sul e no equilíbrio entre os grupos de esquerda e direita no continente. Espriella, que obteve um desempenho superior no 1º turno, realizado em 31 de maio, derrotou Cepeda por uma diferença de quase 3 pontos percentuais, ou seja, 673 mil votos, em um total de mais de 41 milhões de eleitores habilitados.

Com a não obrigatoriedade do voto na Colômbia, a participação no 1º turno foi de 57% do eleitorado. A mobilização dos eleitores centristas poderá ser crucial para o resultado final. Apesar de Espriella ter liderado no primeiro turno, a direita está se esforçando para ampliar sua base de apoio. Paloma Valencia, do Centro Democrático, que ficou em 3º lugar com 6,9% dos votos, declarou apoio a Espriella. Em contrapartida, Sergio Fajardo, do partido Dignidade e Compromisso, que ficou em 4º, optou por não apoiar nenhum dos candidatos e sugeriu que seus eleitores votem em branco.

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Cepeda chegou ao 2º turno após um período conturbado dentro do governo. Gustavo Petro inicialmente não reconheceu o resultado do 1º turno, alegando possíveis fraudes eleitorais. Embora tenha acompanhado o presidente em suas declarações, Cepeda acabou aceitando o resultado e começou a buscar alianças. Petro questionou a validade da pré-contagem divulgada, afirmando que os dados não têm “força vinculante” nem constituem “norma pública”, e destacou que não reconhece os resultados fornecidos por uma empresa de contagem privada.

Quem são os candidatos?

Abelardo de la Espriella Otero, de 47 anos, é advogado e tem nacionalidades colombiana, norte-americana e cidadania italiana. Conhecido como “El Tigre”, Espriella nunca havia disputado um cargo eletivo. Seu discurso é baseado na admiração por líderes como Donald Trump, Javier Milei e Nayib Bukele. Entre suas propostas, destacam-se a reforma nas instituições públicas para combater o tráfico de drogas e corrupção, desmantelamento de milícias, reforma no sistema de licitações, ajuste fiscal com redução do tamanho do Estado e simplificação das regras para o setor produtivo.

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Iván Cepeda Castro, 63 anos, é filósofo e senador pelo Pacto Histórico, com uma trajetória marcada pela defesa dos direitos humanos e por ter atuado em negociações de paz. Ele propõe reforma agrária, criação de um fundo de microcrédito, redução de salários de altos cargos para financiar programas sociais, e uma abordagem de saúde pública voltada para a regulação da coca e cannabis.

Levantamento recente da AtlasIntel indica que Espriella lidera as intenções de voto com 50,9%, enquanto Cepeda aparece com 43,1%. A pesquisa, realizada entre 9 e 11 de junho, abrangeu 2.030 pessoas em todo o país, com margem de erro de 2 pontos percentuais.

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A Colômbia realizará no próximo domingo, 22 de junho de 2026, o 2º turno das eleições presidenciais. Os eleitores deverão escolher entre Iván Cepeda, do Pacto Histórico, que representa a esquerda, e Abelardo de la Espriella, dos Defensores de la Patria, da direita, para suceder o atual presidente Gustavo Petro, também da esquerda, no período de 2026 a 2030.

O clima eleitoral é marcado por uma forte polarização, com grande impacto na dinâmica política da América do Sul e no equilíbrio entre os grupos de esquerda e direita no continente. Espriella, que obteve um desempenho superior no 1º turno, realizado em 31 de maio, derrotou Cepeda por uma diferença de quase 3 pontos percentuais, ou seja, 673 mil votos, em um total de mais de 41 milhões de eleitores habilitados.

Com a não obrigatoriedade do voto na Colômbia, a participação no 1º turno foi de 57% do eleitorado. A mobilização dos eleitores centristas poderá ser crucial para o resultado final. Apesar de Espriella ter liderado no primeiro turno, a direita está se esforçando para ampliar sua base de apoio. Paloma Valencia, do Centro Democrático, que ficou em 3º lugar com 6,9% dos votos, declarou apoio a Espriella. Em contrapartida, Sergio Fajardo, do partido Dignidade e Compromisso, que ficou em 4º, optou por não apoiar nenhum dos candidatos e sugeriu que seus eleitores votem em branco.

Cepeda chegou ao 2º turno após um período conturbado dentro do governo. Gustavo Petro inicialmente não reconheceu o resultado do 1º turno, alegando possíveis fraudes eleitorais. Embora tenha acompanhado o presidente em suas declarações, Cepeda acabou aceitando o resultado e começou a buscar alianças. Petro questionou a validade da pré-contagem divulgada, afirmando que os dados não têm “força vinculante” nem constituem “norma pública”, e destacou que não reconhece os resultados fornecidos por uma empresa de contagem privada.

Quem são os candidatos?

Abelardo de la Espriella Otero, de 47 anos, é advogado e tem nacionalidades colombiana, norte-americana e cidadania italiana. Conhecido como “El Tigre”, Espriella nunca havia disputado um cargo eletivo. Seu discurso é baseado na admiração por líderes como Donald Trump, Javier Milei e Nayib Bukele. Entre suas propostas, destacam-se a reforma nas instituições públicas para combater o tráfico de drogas e corrupção, desmantelamento de milícias, reforma no sistema de licitações, ajuste fiscal com redução do tamanho do Estado e simplificação das regras para o setor produtivo.

Iván Cepeda Castro, 63 anos, é filósofo e senador pelo Pacto Histórico, com uma trajetória marcada pela defesa dos direitos humanos e por ter atuado em negociações de paz. Ele propõe reforma agrária, criação de um fundo de microcrédito, redução de salários de altos cargos para financiar programas sociais, e uma abordagem de saúde pública voltada para a regulação da coca e cannabis.

Levantamento recente da AtlasIntel indica que Espriella lidera as intenções de voto com 50,9%, enquanto Cepeda aparece com 43,1%. A pesquisa, realizada entre 9 e 11 de junho, abrangeu 2.030 pessoas em todo o país, com margem de erro de 2 pontos percentuais.

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