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Jornalista desafia Modi ao vivo e vídeo viraliza com milhões de views

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Jornalista desafia Modi ao vivo e vídeo viraliza com milhões de views

A jornalista norueguesa Helle Lyng questiona a falta de resposta de Modi à imprensa.

21/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 16h14
Jornalista desafia Modi ao vivo e vídeo viraliza com milhões de views

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Uma repórter norueguesa confrontou o premier indiano em Oslo após 12 anos de silêncio com a imprensa. A pergunta sem resposta tomou conta das redes sociais e reacendeu o debate sobre liberdade de imprensa.

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A jornalista norueguesa Helle Lyng questionou o primeiro-ministro indiano Narendra Modi durante uma coletiva de imprensa em Oslo, em maio de 2026, onde ele não respondeu a perguntas da imprensa. Lyng, que atua no Dagsavisen, fez a pergunta sem esperar por uma resposta, uma vez que Modi não concedeu entrevistas abertas em seus 12 anos de mandato.

A pergunta de Lyng foi: “Primeiro-ministro Modi, por que o senhor não responde a algumas perguntas da imprensa mais livre do mundo?”. Apesar da ausência de resposta do primeiro-ministro, o vídeo do incidente gerou milhões de visualizações e uma onda de reações negativas nas redes sociais da Índia.

Na publicação, Lyng destacou que a Noruega ocupa o 1º lugar no Índice Mundial de Liberdade de Imprensa, enquanto a Índia está na 157ª posição, competindo com países como Palestina, Emirados Árabes Unidos e Cuba. Ela expressou que é dever questionar as potências com as quais se coopera. O vídeo, compartilhado no X, rapidamente alcançou um grande público indiano, provocando tanto elogios quanto uma enxurrada de ofensas pessoais e até ameaças de morte contra a jornalista.

“Tem sido surreal”, afirmou Lyng, que se mostrou surpresa com a intensidade da reação negativa e o nível de hostilidade que enfrentou. “Estou chocada”, completou, referindo-se à falta de discussão sobre a liberdade de imprensa na Índia.

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Após o incidente, Lyng teve sua conta no Instagram suspensa, mas foi restaurada após a intervenção da organização Repórteres Sem Fronteiras, que denunciou a campanha de assédio cibernético que ela enfrentou. Apesar da situação ter se acalmado, a jornalista se questiona se as coisas poderão voltar ao normal.

A situação enfrentada por Lyng ressoa com muitos jornalistas indianos, que reconhecem a dificuldade em questionar o primeiro-ministro. Desde que Modi assumiu o cargo em 2014, ele não tem realizado coletivas de imprensa abertas e sem roteiro. As oportunidades para perguntas espontâneas da imprensa são escassas, e a mídia tradicional é amplamente vista como favorável ao governo.

A estratégia de comunicação do governo Modi parece focar em evitar o escrutínio e proteger-se de perguntas sobre direitos da imprensa, o que deixa jornalistas críticos vulneráveis a abusos online. Lyng notou que, durante suas aparições na mídia indiana, alguns jornalistas expressaram mais raiva do que solidariedade, algo que a surpreendeu.

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“Eu sabia que a situação com a imprensa era ruim, mas não percebia a profundidade do controle até participar de entrevistas com canais indianos”, comentou.

Além disso, durante as entrevistas, Lyng foi questionada sobre sua decisão de não perguntar ao ex-presidente Donald Trump sobre os protestos do movimento Black Lives Matter, um tema que já havia sido amplamente discutido na mídia.

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Uma repórter norueguesa confrontou o premier indiano em Oslo após 12 anos de silêncio com a imprensa. A pergunta sem resposta tomou conta das redes sociais e reacendeu o debate sobre liberdade de imprensa.

A jornalista norueguesa Helle Lyng questionou o primeiro-ministro indiano Narendra Modi durante uma coletiva de imprensa em Oslo, em maio de 2026, onde ele não respondeu a perguntas da imprensa. Lyng, que atua no Dagsavisen, fez a pergunta sem esperar por uma resposta, uma vez que Modi não concedeu entrevistas abertas em seus 12 anos de mandato.

A pergunta de Lyng foi: “Primeiro-ministro Modi, por que o senhor não responde a algumas perguntas da imprensa mais livre do mundo?”. Apesar da ausência de resposta do primeiro-ministro, o vídeo do incidente gerou milhões de visualizações e uma onda de reações negativas nas redes sociais da Índia.

Na publicação, Lyng destacou que a Noruega ocupa o 1º lugar no Índice Mundial de Liberdade de Imprensa, enquanto a Índia está na 157ª posição, competindo com países como Palestina, Emirados Árabes Unidos e Cuba. Ela expressou que é dever questionar as potências com as quais se coopera. O vídeo, compartilhado no X, rapidamente alcançou um grande público indiano, provocando tanto elogios quanto uma enxurrada de ofensas pessoais e até ameaças de morte contra a jornalista.

“Tem sido surreal”, afirmou Lyng, que se mostrou surpresa com a intensidade da reação negativa e o nível de hostilidade que enfrentou. “Estou chocada”, completou, referindo-se à falta de discussão sobre a liberdade de imprensa na Índia.

Após o incidente, Lyng teve sua conta no Instagram suspensa, mas foi restaurada após a intervenção da organização Repórteres Sem Fronteiras, que denunciou a campanha de assédio cibernético que ela enfrentou. Apesar da situação ter se acalmado, a jornalista se questiona se as coisas poderão voltar ao normal.

A situação enfrentada por Lyng ressoa com muitos jornalistas indianos, que reconhecem a dificuldade em questionar o primeiro-ministro. Desde que Modi assumiu o cargo em 2014, ele não tem realizado coletivas de imprensa abertas e sem roteiro. As oportunidades para perguntas espontâneas da imprensa são escassas, e a mídia tradicional é amplamente vista como favorável ao governo.

A estratégia de comunicação do governo Modi parece focar em evitar o escrutínio e proteger-se de perguntas sobre direitos da imprensa, o que deixa jornalistas críticos vulneráveis a abusos online. Lyng notou que, durante suas aparições na mídia indiana, alguns jornalistas expressaram mais raiva do que solidariedade, algo que a surpreendeu.

“Eu sabia que a situação com a imprensa era ruim, mas não percebia a profundidade do controle até participar de entrevistas com canais indianos”, comentou.

Além disso, durante as entrevistas, Lyng foi questionada sobre sua decisão de não perguntar ao ex-presidente Donald Trump sobre os protestos do movimento Black Lives Matter, um tema que já havia sido amplamente discutido na mídia.

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