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Política

Conflito entre Mendonça e PF abala investigação das fraudes no INSS

Conflito entre André Mendonça e a cúpula da PF se intensifica em meio a investigações.

08/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h37
Conflito entre Mendonça e PF abala investigação das fraudes no INSS

O impasse entre o gabinete do ministro André Mendonça e a direção da Polícia Federal ganhou força nas últimas semanas. Os 27 superintendentes da PF publicaram nota reafirmando compromisso com a Constituição.

O processo relacionado ao escândalo de fraudes no INSS ganhou um novo capítulo nas últimas semanas, resultando em uma crise nas relações entre o gabinete do ministro relator André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a direção da Polícia Federal (PF). Na quinta-feira (6), os 27 superintendentes da PF emitiram uma nota conjunta reafirmando o “compromisso da instituição” com a Constituição, em meio ao impasse com o ministro.

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A tensão entre a PF e o ministro Mendonça não é recente. O conflito teve início quando o magistrado decidiu que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, deveria ser excluído do caso e privado de acesso a informações sobre as investigações. Em resposta, Rodrigues declarou a jornalistas que “cumpre essa regra há mais de 20 anos, desde que se tornou delegado”, referindo-se à sua prática de não interferir em inquéritos de subordinados.

O caso do INSS está vinculado a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No início do ano, o STF autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha, que é apontado como suposto sócio oculto de Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, que está preso desde o final do ano passado.

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Além disso, Mendonça determinou que a PF juntasse aos autos, de maneira imediata, todas as informações e perícias do caso transcritas na íntegra, o que elevou ainda mais a tensão entre as partes. O despacho também exigiu que qualquer afastamento de policiais da equipe de investigação fosse comunicado previamente ao seu gabinete, uma decisão que surgiu após a PF ter mudado a coordenação do inquérito do INSS, o que desagradou o gabinete do ministro.

Na semana anterior, a PF acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) para buscar uma medida jurídica em resposta a essa decisão de Mendonça, um fato inédito na relação entre as instituições. Para contornar a crise, o advogado-geral da União, Jorge Messias, iniciou articulações para uma reunião entre o ministro da Justiça, Wellington César, e André Mendonça, com o intuito de melhorar a relação entre a PF e o gabinete do relator de três inquéritos que envolvem Lulinha.

Desse encontro, surgiu a proposta de uma reunião direta entre Mendonça e Andrei Rodrigues, embora ainda não haja uma data definida para a realização desse diálogo.

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O impasse entre o gabinete do ministro André Mendonça e a direção da Polícia Federal ganhou força nas últimas semanas. Os 27 superintendentes da PF publicaram nota reafirmando compromisso com a Constituição.

O processo relacionado ao escândalo de fraudes no INSS ganhou um novo capítulo nas últimas semanas, resultando em uma crise nas relações entre o gabinete do ministro relator André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a direção da Polícia Federal (PF). Na quinta-feira (6), os 27 superintendentes da PF emitiram uma nota conjunta reafirmando o “compromisso da instituição” com a Constituição, em meio ao impasse com o ministro.

A tensão entre a PF e o ministro Mendonça não é recente. O conflito teve início quando o magistrado decidiu que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, deveria ser excluído do caso e privado de acesso a informações sobre as investigações. Em resposta, Rodrigues declarou a jornalistas que “cumpre essa regra há mais de 20 anos, desde que se tornou delegado”, referindo-se à sua prática de não interferir em inquéritos de subordinados.

O caso do INSS está vinculado a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No início do ano, o STF autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha, que é apontado como suposto sócio oculto de Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, que está preso desde o final do ano passado.

Além disso, Mendonça determinou que a PF juntasse aos autos, de maneira imediata, todas as informações e perícias do caso transcritas na íntegra, o que elevou ainda mais a tensão entre as partes. O despacho também exigiu que qualquer afastamento de policiais da equipe de investigação fosse comunicado previamente ao seu gabinete, uma decisão que surgiu após a PF ter mudado a coordenação do inquérito do INSS, o que desagradou o gabinete do ministro.

Na semana anterior, a PF acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) para buscar uma medida jurídica em resposta a essa decisão de Mendonça, um fato inédito na relação entre as instituições. Para contornar a crise, o advogado-geral da União, Jorge Messias, iniciou articulações para uma reunião entre o ministro da Justiça, Wellington César, e André Mendonça, com o intuito de melhorar a relação entre a PF e o gabinete do relator de três inquéritos que envolvem Lulinha.

Desse encontro, surgiu a proposta de uma reunião direta entre Mendonça e Andrei Rodrigues, embora ainda não haja uma data definida para a realização desse diálogo.

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