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Economia

Correios avaliam abertura de capital e contratam empréstimo de R$ 12 bilhões

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos apresentou nesta segunda-feira (29) um plano de reestruturação que inclui a possibilidade de transformação em companhia de economia mista, com oferta de ações no mercado. Atualmente 100% estatal, a empresa contratou uma consultoria para sugerir modelos de parcerias e mudanças societárias. Em entrevista coletiva em Brasília, o presidente […]

30/12/2025 · 11h08
Correios avaliam abertura de capital e contratam empréstimo de R$ 12 bilhões

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos apresentou nesta segunda-feira (29) um plano de reestruturação que inclui a possibilidade de transformação em companhia de economia mista, com oferta de ações no mercado. Atualmente 100% estatal, a empresa contratou uma consultoria para sugerir modelos de parcerias e mudanças societárias.

Em entrevista coletiva em Brasília, o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, afirmou que não há decisão sobre o formato da parceria, mas destacou a necessidade de maior flexibilidade para competir no setor de logística. “Hoje não se fala em privatização, mas em parcerias, inclusive societárias”, declarou.

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Empréstimo bilionário

Para reforçar o caixa, a companhia fechou um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco instituições financeiras, com três anos de carência. Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Bradesco aportaram R$ 3 bilhões cada, enquanto Itaú e Santander entraram com R$ 1,5 bilhão cada. Do total, R$ 10 bilhões serão liberados ainda em 2025 e os R$ 2 bilhões restantes, em janeiro de 2026.

Rondon explicou que o recurso permitirá quitar obrigações com fornecedores, benefícios de empregados e tributos. Mesmo após a operação, a estatal busca mais R$ 8 bilhões para equilibrar as contas, seja por novos empréstimos ou possível aporte do Tesouro Nacional, definição prevista para 2026.

Cortes e redução de despesas

O plano de reestruturação prevê o fechamento de mil agências próprias e economia de R$ 5 bilhões até 2028, incluindo venda de imóveis. Dois Programas de Demissão Voluntária (PDVs) pretendem reduzir em 15 mil o quadro de funcionários até 2027.

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Resultados e crise no setor

Desde 2022, a empresa registra déficits anuais de cerca de R$ 4 bilhões, agravados pela queda no envio de cartas e pela concorrência no comércio eletrônico. Nos primeiros nove meses de 2025, o prejuízo chegou a R$ 6 bilhões, com patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões.

Rondon comparou a situação à de outras operadoras postais, citando o United States Postal Service, que reportou prejuízo de aproximadamente US$ 9 bilhões.

Com informações de Agência Brasil

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A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos apresentou nesta segunda-feira (29) um plano de reestruturação que inclui a possibilidade de transformação em companhia de economia mista, com oferta de ações no mercado. Atualmente 100% estatal, a empresa contratou uma consultoria para sugerir modelos de parcerias e mudanças societárias.

Em entrevista coletiva em Brasília, o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, afirmou que não há decisão sobre o formato da parceria, mas destacou a necessidade de maior flexibilidade para competir no setor de logística. “Hoje não se fala em privatização, mas em parcerias, inclusive societárias”, declarou.

Empréstimo bilionário

Para reforçar o caixa, a companhia fechou um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco instituições financeiras, com três anos de carência. Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Bradesco aportaram R$ 3 bilhões cada, enquanto Itaú e Santander entraram com R$ 1,5 bilhão cada. Do total, R$ 10 bilhões serão liberados ainda em 2025 e os R$ 2 bilhões restantes, em janeiro de 2026.

Rondon explicou que o recurso permitirá quitar obrigações com fornecedores, benefícios de empregados e tributos. Mesmo após a operação, a estatal busca mais R$ 8 bilhões para equilibrar as contas, seja por novos empréstimos ou possível aporte do Tesouro Nacional, definição prevista para 2026.

Cortes e redução de despesas

O plano de reestruturação prevê o fechamento de mil agências próprias e economia de R$ 5 bilhões até 2028, incluindo venda de imóveis. Dois Programas de Demissão Voluntária (PDVs) pretendem reduzir em 15 mil o quadro de funcionários até 2027.

Resultados e crise no setor

Desde 2022, a empresa registra déficits anuais de cerca de R$ 4 bilhões, agravados pela queda no envio de cartas e pela concorrência no comércio eletrônico. Nos primeiros nove meses de 2025, o prejuízo chegou a R$ 6 bilhões, com patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões.

Rondon comparou a situação à de outras operadoras postais, citando o United States Postal Service, que reportou prejuízo de aproximadamente US$ 9 bilhões.

Com informações de Agência Brasil

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