Carolina Cimenti, correspondente em Nova York, publicou no Instagram sobre os 30 anos da morte do pai. Ela disse que perdeu o pai aos 18, a avó uma semana depois e que a crise financeira agravou a dor.
A jornalista Carolina Cimenti, correspondente internacional em Nova York desde 2016, emocionou internautas ao recordar o 30º aniversário da morte do pai, Gianfranco Cimenti. Em um desabafo publicado no Instagram, ela relatou o impacto do luto que carrega desde os 18 anos e descreveu as perdas e dificuldades que marcaram aquele período.
Carolina disse que, na semana do seu aniversário de 18 anos, perdeu o pai e, uma semana depois, a avó. Segundo a jornalista, a família também descobriu graves problemas financeiros na época. Ela afirmou que o evento mudou sua vida e que, desde então, pensa no pai diariamente.
“No último dia 23 foi o aniversário de 30 anos de morte do meu pai. 30 anos sem Gianfranco Cimenti. Confesso que a vida anda tão corrida que eu nem parei para pensar nisso. Mas hoje esse aniversário de morte me atravessou e não deu para ignorar. Foi um luto muito difícil porque logo depois do meu pai morrer (na semana do meu aniversário de 18 anos), a gente ainda perdeu a minha avó — uma semana depois, e nos descobrimos financeiramente falidos”.
Carolina, que tem 47 anos, falou sobre a sensação de ter se tornado adulta de repente e sobre a saudade constante. Ela mencionou a filha, Frida, e refletiu sobre como imagina a reação do pai ao vê-la como mãe. No trecho do texto que circulou nas redes, ela disse que, neste ano, ficará mais velha do que o pai jamais foi, uma percepção que descreveu como estranha e carregada de emoção.
“Mas aos trancos e barrancos sobrevivemos. 30 anos atrás eu virei adulta da noite para o dia. E desde lá eu penso nesse véio todos os dias com uma saudade gigante. O que será que ele diria? Como ele reagiria? Que cara faria ao pegar a Frida [filha da jornalista] no colo? Todos os dias. Há 30 anos. Eu amo ele à distância. Às vezes é bom parar para lembrar. Esse ano eu vou ficar mais velha do que meu pai jamais foi. É uma sensação muito estranha. E tudo que eu queria era exatamente o abraço dele, que congelado no tempo como vive dentro de mim, já é mais jovem que eu”.
A reação de seguidores e colegas nas redes destacou identificação com o relato. O jornalista Bruno Quintella escreveu:
“Há ausências que o tempo não diminui, apenas nos ensina a carregar. Seu texto é lindo e cheio de amor… Quem conhece essa saudade entende cada palavra. Um abraço carinhoso em vocês”.
A jornalista Bianca Rothier deixou outra mensagem de apoio, ressaltando a dificuldade do momento vivido por Carolina:
“Minha amiga querida. Aos 18 anos. Me dói muito só de imaginar. Mas que orgulho ele tem de você”.
O jornalista Marcelo Pimentel Lins também comentou sobre a presença afetiva daqueles que se perderam:
“A única certeza é que levamos conosco quem amamos. Para sempre”.
Uma seguidora acrescentou:
“Sua declaração tem uma beleza encantadora. A vida é um lugar estranho, mas não existe sentimento que se compare ao amor de pai e filha”.
O relato de Carolina voltou a colocar na discussão pública como lutos antigos seguem presentes na vida cotidiana, mesmo quando o tempo e as responsabilidades parecem exigir seguir em frente. A lembrança, compartilhada em redes sociais, suscitou empatia e comentários que reforçaram a universalidade da saudade e do desejo de manter vivos os afetos perdidos.

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