Sessão desta segunda-feira foi suspensa sem nova data definida; parlamentares investigam possível lavagem de dinheiro de facções criminosas através de instituições financeiras.
BRASÍLIA, DF – O cancelamento da oitiva dos diretores que foram recentemente afastados de suas funções no Banco Central (BC) gerou um forte mal-estar entre os membros da comissão. A expectativa era de que os depoimentos revelassem falhas críticas nos mecanismos de controle de transações eletrônicas, que estariam sendo exploradas por organizações criminosas para a lavagem de ativos.
Os Bastidores do Cancelamento
De acordo com fontes ligadas à presidência da CPI, o cancelamento ocorreu devido a:
- Questões Jurídicas: Houve uma movimentação de última hora das defesas dos diretores junto ao Judiciário, alegando que os depoentes não tiveram acesso à íntegra dos documentos sigilosos anexados ao inquérito.
- Falta de Quórum Estratégica: Alguns parlamentares sugerem que houve uma articulação para esvaziar a sessão, evitando que revelações sensíveis sobre o sistema financeiro venham a público neste momento.
- Novas Provas: Existe a informação de que a Polícia Federal encaminhou novos relatórios de inteligência à comissão, o que exigiria mais tempo para os relatores analisarem os dados antes de interrogar os ex-dirigentes.
O Foco da Investigação
A CPI busca entender como grandes somas de dinheiro oriundas do tráfico de drogas e do contrabando foram movimentadas sob o radar das autoridades monetárias:
- Criptoativos e Pix: A pesquisa se concentra no uso de laranjas e empresas de fachada que operam por meio de novos sistemas de pagamento instantâneo.
- Negligência ou Conivência: A comissão quer saber se os diretores afastados foram apenas negligentes na fiscalização ou se houve omissão deliberada em troca de vantagens.
- Segurança Institucional: O Banco Central tem colaborado com a entrega de documentos, mas o afastamento da cúpula gerou uma crise de imagem para a instituição em 2026.
Reação no Congresso (16/03/2026)
Oposição e governo trocam acusações sobre o adiamento. Enquanto alguns senadores falam em “manobra de blindagem”, outros afirmam que é preciso cautela para não transformar a CPI em um espetáculo político sem provas concretas. Uma nova data para a sessão deve ser discutida em reunião de líderes na manhã desta terça-feira.
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