Um seminário realizado em Sergipe apresentou, nesta semana, os resultados de um estudo que analisou os obstáculos enfrentados por adolescentes e jovens nos programas de Aprendizagem Profissional no estado. O encontro contou com a participação do procurador do Trabalho Raymundo Ribeiro, do Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE).
A pesquisa foi desenvolvida em 2024 pelo Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Tiradentes (Unit), em parceria com a Universidade Federal de Sergipe (UFS). O trabalho avaliou como fatores como raça, nível de escolaridade e renda familiar interferem na qualificação de aprendizes vinculados à Fundação Renascer, ao Ministério Público do Estado de Sergipe (MPSE) e ao Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE).
Diagnóstico e proposta de diversificação
Segundo Raymundo Ribeiro, o principal ponto identificado é a necessidade de diversificar os cursos oferecidos pelas entidades formadoras. “Queremos entender o perfil dos adolescentes e jovens, suas perspectivas de futuro e como aprimorar esses programas, garantindo inclusão social por meio do trabalho protegido”, destacou.
Metodologia
Coordenado pelo professor doutor Ronaldo Marinho, o estudo coletou dados junto ao MPSE, TJSE, prefeituras e conselhos tutelares de municípios sergipanos. “Sabemos que o programa já apresenta resultados positivos e buscamos formas de aprimorá-lo para avançar no atendimento ao adolescente aprendiz”, afirmou Marinho.
Perfil dos participantes
A mestre e doutoranda Jucivania Souza relatou que, para muitos jovens em situação de vulnerabilidade social, o Programa Jovem Aprendiz representa a primeira oportunidade de trabalho. A equipe traçou um perfil sociodemográfico e constatou defasagens entre idade e série escolar, além de dificuldades para acompanhar os cursos disponíveis. A maioria dos entrevistados vive em famílias numerosas com renda de até um salário mínimo.
Capacidade de contratação em Sergipe
A auditora-fiscal do Trabalho Liana Carvalho informou que o estado tem capacidade para contratar 7.877 aprendizes, mas mantém atualmente 5.961 vínculos, o que corresponde a 75% do potencial previsto.
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