A renúncia veio apenas 3 meses antes da eleição
O presidente da Romênia, Klaus Iohannis, anunciou sua renúncia nesta segunda-feira, 10, a três meses das eleições presidenciais. A decisão ocorre em meio a uma crise política marcada pela pressão de partidos de extrema-direita que articularam seu impeachment.
A instabilidade política no país intensificou-se em dezembro de 2024, quando a Suprema Corte anulou as eleições presidenciais devido a suspeitas de interferência russa. O tribunal determinou que Iohannis, cujo mandato expiraria em 21 de dezembro, permanecesse no cargo até a realização de novas eleições, previsões para maio deste ano.
No primeiro turno das eleições anuladas, o candidato de extrema-direita Calin Georgescu surpreendeu ao liderar com 22% dos votos, apesar de ter menos de 5% nas pesquisas anteriores. Georgescu defende o fim do apoio da Romênia à Ucrânia e uma maior aproximação com a Rússia.
Diante da possibilidade de impeachment, impulsionado por partidos ultranacionalistas que ganharam força recentemente, Iohannis optou por renunciar para evitar uma crise institucional ainda maior. “Para poupar a Romênia e os cidadãos romenos de uma crise, abandono as minhas funções”, declarou o presidente em uma coletiva de imprensa em Bucareste.
Com a renúncia, o presidente do Senado, Ilie Bolojan, assumirá interinamente a presidência até a realização das novas eleições, programadas para os dias 4 e 18 de maio.
A renúncia de Iohannis aprofunda a crise política na Romênia, que enfrenta desafios importantes em sua estabilidade democrática e na relação com forças políticas internas e externas.
Foto: Sameer Al-Doumy / AFP
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