A rede elétrica nacional de Cuba sofreu um colapso nesta sexta-feira (10), de acordo com informações da UNE, operadora da rede elétrica do país. Este incidente marca a segunda interrupção total na semana e a quarta neste ano.
O Ministério da Energia divulgou uma nota nas redes sociais informando que “os protocolos estão sendo acionados para dar início ao processo de recuperação” da rede elétrica. O colapso recente se soma a uma série de falhas crônicas no fornecimento de energia, as quais têm gerado crescentes tensões sociais na população.
Após o apagão nacional ocorrido na última segunda-feira (6), houve protestos esporádicos em Havana, com cidadãos batendo panelas em sinal de descontentamento. A situação da energia em Cuba tem sido um ponto crítico, especialmente com o aumento da insatisfação popular.
As dificuldades enfrentadas pela rede elétrica estão sendo atribuídas, em parte, ao embargo comercial imposto pelos Estados Unidos, que já perdura por várias décadas. Este embargo tem impactado diretamente a economia cubana e sua infraestrutura. Por outro lado, Washington responsabiliza os apagões pela má gestão da economia estatal cubana.
Recentemente, a crise energética em Cuba se agravou com a diminuição do fornecimento de petróleo, especialmente após a interrupção dos embarques pela Venezuela, que era o principal fornecedor de combustível da ilha. A pressão dos EUA sobre as nações que mantinham relações comerciais com Cuba, como o México, também contribuiu para essa situação.
Com a situação se deteriorando, o governo cubano busca formas de contornar os desafios impostos pela falta de recursos e pela pressão externa. A recuperação da rede elétrica se torna uma prioridade, mas as soluções podem demorar a se concretizar, levando a população a continuar enfrentando períodos de apagão e incertezas quanto ao futuro da energia no país.
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