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Cuba vê reformas econômicas como chance para agropecuária brasileira

Cuba busca abrir seu mercado e vê oportunidades para o setor agropecuário brasileiro.

04/07/2026 · 17h48 · Atualizado às 15h13
Cuba vê reformas econômicas como chance para agropecuária brasileira

Cuba aprovou, no dia 17 de junho, um pacote de reformas econômicas que busca abrir espaço para o setor privado, mantendo, porém, o controle político centralizado. O embaixador cubano no Brasil, Víctor Cairo, destacou que essa flexibilização representa uma oportunidade significativa para a entrada de setores brasileiros, especialmente nas áreas de agropecuária e energia.

“Há muitas oportunidades para o capital brasileiro em Cuba. Existem muitas oportunidades no setor energético. Há muitas oportunidades no setor agroindustrial. O Brasil possui uma enorme capacidade de produção de alimentos, e Cuba necessita desses alimentos”, afirmou o embaixador durante uma entrevista.

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A proposta de Cuba inclui a possibilidade de que o Brasil funcione como uma plataforma de exportação para mercados do Caribe e da Europa, utilizando a produção financiada por investimentos brasileiros. Além disso, a ilha identifica potencial nos setores açucareiro, energético e de biofarmacêutica.

O pacote de reformas, apresentado pelo presidente cubano, Míguel Díaz-Canel, é uma resposta a uma das piores crises econômicas, energéticas e sociais que o país enfrenta nas últimas décadas. Segundo Cairo, a implementação dessas medidas é urgente, especialmente devido aos novos bloqueios energéticos impostos pelos Estados Unidos desde janeiro deste ano.

“Sempre fomos muito cautelosos porque qualquer medida adotada por Cuba precisa levar em consideração que, logo depois, o país será novamente alvo de agressões e bloqueios por parte dos Estados Unidos. Assim, essas medidas já vinham sendo estudadas e debatidas anteriormente.”

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O embaixador expressou preocupação com a possibilidade de Washington impor restrições a investidores estrangeiros que se mostrem interessados em Cuba. As autoridades cubanas e brasileiras têm discutido esse tema. Cairo enfatizou a necessidade de que o Estado brasileiro proteja os empresários nacionais que mantêm relações comerciais com a ilha.

“É ilegal que os Estados Unidos imponham sanções a um empresário brasileiro que não possui qualquer vínculo com os Estados Unidos apenas por manter relações comerciais com Cuba”, disse o embaixador.

Cairo também se opôs às possíveis sanções que possam ser impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Ele comentou sobre a intenção do presidente norte-americano, Donald Trump, de aplicar tarifas que podem alcançar 37,5%.

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“Não cabe a um Estado, agindo por conta própria e fora do marco jurídico das Nações Unidas, criar mecanismos internacionais para sancionar os países que desejar”, concluiu.

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Cuba aprovou, no dia 17 de junho, um pacote de reformas econômicas que busca abrir espaço para o setor privado, mantendo, porém, o controle político centralizado. O embaixador cubano no Brasil, Víctor Cairo, destacou que essa flexibilização representa uma oportunidade significativa para a entrada de setores brasileiros, especialmente nas áreas de agropecuária e energia.

“Há muitas oportunidades para o capital brasileiro em Cuba. Existem muitas oportunidades no setor energético. Há muitas oportunidades no setor agroindustrial. O Brasil possui uma enorme capacidade de produção de alimentos, e Cuba necessita desses alimentos”, afirmou o embaixador durante uma entrevista.

A proposta de Cuba inclui a possibilidade de que o Brasil funcione como uma plataforma de exportação para mercados do Caribe e da Europa, utilizando a produção financiada por investimentos brasileiros. Além disso, a ilha identifica potencial nos setores açucareiro, energético e de biofarmacêutica.

O pacote de reformas, apresentado pelo presidente cubano, Míguel Díaz-Canel, é uma resposta a uma das piores crises econômicas, energéticas e sociais que o país enfrenta nas últimas décadas. Segundo Cairo, a implementação dessas medidas é urgente, especialmente devido aos novos bloqueios energéticos impostos pelos Estados Unidos desde janeiro deste ano.

“Sempre fomos muito cautelosos porque qualquer medida adotada por Cuba precisa levar em consideração que, logo depois, o país será novamente alvo de agressões e bloqueios por parte dos Estados Unidos. Assim, essas medidas já vinham sendo estudadas e debatidas anteriormente.”

O embaixador expressou preocupação com a possibilidade de Washington impor restrições a investidores estrangeiros que se mostrem interessados em Cuba. As autoridades cubanas e brasileiras têm discutido esse tema. Cairo enfatizou a necessidade de que o Estado brasileiro proteja os empresários nacionais que mantêm relações comerciais com a ilha.

“É ilegal que os Estados Unidos imponham sanções a um empresário brasileiro que não possui qualquer vínculo com os Estados Unidos apenas por manter relações comerciais com Cuba”, disse o embaixador.

Cairo também se opôs às possíveis sanções que possam ser impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Ele comentou sobre a intenção do presidente norte-americano, Donald Trump, de aplicar tarifas que podem alcançar 37,5%.

“Não cabe a um Estado, agindo por conta própria e fora do marco jurídico das Nações Unidas, criar mecanismos internacionais para sancionar os países que desejar”, concluiu.

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