Urnas estão abertas para definir o sucessor de Gabriel Boric. Pleito é marcado pela forte polarização e pela segurança pública como tema central da campanha.
Os olhos da América do Sul estão voltados para Santiago neste domingo, 14 de dezembro. Milhões de chilenos vão às urnas para eleger o novo presidente da República, em um pleito que promete redefinir os rumos políticos do país e da região.
De acordo com as últimas pesquisas de intenção de voto divulgadas antes do “silêncio eleitoral”, o candidato da extrema-direita chega ao dia da votação como o favorito para vencer a disputa. O cenário indica uma possível guinada conservadora, em contraponto à atual gestão de esquerda liderada por Gabriel Boric.
Clima de Polarização A campanha foi marcada por um ambiente de forte polarização. Temas como o aumento da criminalidade, a crise migratória e a estagnação econômica dominaram os debates. O discurso “linha dura” contra a violência impulsionou a candidatura da oposição, que promete medidas drásticas para retomar a ordem pública.
Votação e Resultados O voto no Chile é obrigatório, o que deve garantir um alto comparecimento às urnas. A votação segue até o final da tarde (horário local) e, devido ao sistema ágil do Serviço Eleitoral do Chile (Servel), a expectativa é que o vencedor seja conhecido poucas horas após o fechamento das seções.
Se confirmado o favoritismo da direita radical, o Chile se juntará a outros países do continente que recentemente optaram por mudanças bruscas de espectro político em seus governos.
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