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Aracaju, Terça-feira, 30 de junho de 2026
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Desabamento de hotel na Venezuela deixa deportados em situação crítica após terremotos

Acidente

Desabamento de hotel na Venezuela deixa deportados em situação crítica após terremotos

Desabamento de hotel na Venezuela deixa deportados em situação crítica após terremotos.

30/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 09h10
Desabamento de hotel na Venezuela deixa deportados em situação crítica após terremotos

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Familiares buscam desesperadamente por notícias após um hotel que abrigava mais de 100 venezuelanos deportados pelos Estados Unidos desabar durante os terremotos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24). Um voo de deportação partiu de Miami para o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, na Venezuela, transportando 146 pessoas, entre elas 19 mulheres e sete crianças.

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O voo pousou às 10h22 (horário local) e os deportados foram levados para o Hotel Santuario, localizado em La Guaira, cidade costeira ao norte da capital, Caracas. Horas depois, dois terremotos sem precedentes atingiram a região, provocando destruição generalizada, deixando ao menos 1.700 mortos e muitos desaparecidos.

Alguns deportados conseguiram sobreviver ao desabamento do hotel, mas muitos ainda estão presos sob os escombros. Luis Armando Dasilva, um dos familiares, revelou que ele e sua família aguardam há cinco dias por notícias de sua irmã, Amanda Donizete, que foi deportada na quarta-feira e está desaparecida.

“Eles não nos dão respostas sobre onde ela está. Se está em um hospital ou no necrotério. Já verificamos todos esses lugares e não a encontramos”, disse Dasilva.

Segundo ele, Amanda havia trabalhado na Geórgia, nos Estados Unidos, e ficou feliz ao saber que retornaria à Venezuela para rever a família. Equipes de resgate continuam a busca nos escombros, mas as esperanças de encontrar mais sobreviventes diminuem com o passar dos dias.

Familiares de desaparecidos expressam seu desespero e clamam por respostas sobre o paradeiro de seus entes queridos.

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“Por favor, vocês que estão aqui, nos ajudem, nos ajudem”, implorou José Gregorio Rincón Ávila, avô de um dos deportados.

As autoridades dos Estados Unidos enviaram equipes de busca e resgate para a Venezuela e já destinaram mais de US$ 300 milhões aos esforços de assistência. Em maio, mais de 1.700 venezuelanos foram deportados, e a situação se agravou após a decisão da Suprema Corte dos EUA, que autorizou o governo a encerrar o Status de Proteção Temporária (TPS) de muitos migrantes venezuelanos.

Um vídeo divulgado por autoridades venezuelanas mostrou os deportados chegando ao Aeroporto Simón Bolívar na quarta-feira. A esposa de um dos deportados relatou que seu marido, que tentava construir uma vida melhor nos EUA, ficou detido pelo ICE antes de ser enviado de volta.

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“Desde sexta-feira esperamos uma resposta para saber se as autoridades vão entregar os corpos. Porque dizem que não há sobreviventes”, lamentou.

Yulis Salcedo, mãe de um deportado que chegou em segurança, agora enfrenta a angústia de ver seu filho lutando pela vida em um hospital, após o desabamento.

“Quero justiça, porque não é justo que meu filho esteja naquela cama, respirando com ajuda de aparelhos e com as pernas amputadas aos 21 anos”, declarou Salcedo.

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Familiares buscam desesperadamente por notícias após um hotel que abrigava mais de 100 venezuelanos deportados pelos Estados Unidos desabar durante os terremotos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24). Um voo de deportação partiu de Miami para o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, na Venezuela, transportando 146 pessoas, entre elas 19 mulheres e sete crianças.

O voo pousou às 10h22 (horário local) e os deportados foram levados para o Hotel Santuario, localizado em La Guaira, cidade costeira ao norte da capital, Caracas. Horas depois, dois terremotos sem precedentes atingiram a região, provocando destruição generalizada, deixando ao menos 1.700 mortos e muitos desaparecidos.

Alguns deportados conseguiram sobreviver ao desabamento do hotel, mas muitos ainda estão presos sob os escombros. Luis Armando Dasilva, um dos familiares, revelou que ele e sua família aguardam há cinco dias por notícias de sua irmã, Amanda Donizete, que foi deportada na quarta-feira e está desaparecida.

“Eles não nos dão respostas sobre onde ela está. Se está em um hospital ou no necrotério. Já verificamos todos esses lugares e não a encontramos”, disse Dasilva.

Segundo ele, Amanda havia trabalhado na Geórgia, nos Estados Unidos, e ficou feliz ao saber que retornaria à Venezuela para rever a família. Equipes de resgate continuam a busca nos escombros, mas as esperanças de encontrar mais sobreviventes diminuem com o passar dos dias.

Familiares de desaparecidos expressam seu desespero e clamam por respostas sobre o paradeiro de seus entes queridos.

“Por favor, vocês que estão aqui, nos ajudem, nos ajudem”, implorou José Gregorio Rincón Ávila, avô de um dos deportados.

As autoridades dos Estados Unidos enviaram equipes de busca e resgate para a Venezuela e já destinaram mais de US$ 300 milhões aos esforços de assistência. Em maio, mais de 1.700 venezuelanos foram deportados, e a situação se agravou após a decisão da Suprema Corte dos EUA, que autorizou o governo a encerrar o Status de Proteção Temporária (TPS) de muitos migrantes venezuelanos.

Um vídeo divulgado por autoridades venezuelanas mostrou os deportados chegando ao Aeroporto Simón Bolívar na quarta-feira. A esposa de um dos deportados relatou que seu marido, que tentava construir uma vida melhor nos EUA, ficou detido pelo ICE antes de ser enviado de volta.

“Desde sexta-feira esperamos uma resposta para saber se as autoridades vão entregar os corpos. Porque dizem que não há sobreviventes”, lamentou.

Yulis Salcedo, mãe de um deportado que chegou em segurança, agora enfrenta a angústia de ver seu filho lutando pela vida em um hospital, após o desabamento.

“Quero justiça, porque não é justo que meu filho esteja naquela cama, respirando com ajuda de aparelhos e com as pernas amputadas aos 21 anos”, declarou Salcedo.

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