Sergipe registrou no terceiro trimestre de 2025 a menor taxa de desocupação desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012. Divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 14, o levantamento mostra que o índice caiu de 8,1% no segundo trimestre para 7,7% no período seguinte.
O resultado coloca o estado abaixo da média do Nordeste, de 7,8%, e acompanha a trajetória de recuperação do mercado de trabalho no país, cujo desemprego ficou em 5,6%.
“A queda histórica da taxa de desocupação mostra que estamos no caminho certo”, afirmou o secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo, Jorge Teles. Segundo ele, o desempenho decorre de ações que incluem qualificação profissional, estímulo à economia e atração de investimentos.
Desemprego cai de 12% para 7,7% em três anos
Desde o quarto trimestre de 2022, quando o desemprego em Sergipe estava em 12%, o índice recuou 4,3 pontos percentuais. Para o governo estadual, o resultado reflete políticas de fortalecimento de cadeias produtivas e expansão de cursos de capacitação ajustados às demandas regionais.
Renda média é a maior do Nordeste
Análises do Observatório do Trabalho da Seteem indicam que o rendimento médio mensal real dos trabalhadores sergipanos alcançou R$ 2.905 no terceiro trimestre, o mais alto entre os estados nordestinos. O valor representa aumento de 13,3% em relação ao trimestre anterior e de 19,6% sobre o mesmo período de 2024. Na comparação com o fim de 2022, quando a renda era de R$ 2.245, a alta chega a 29,4%.
Informalidade atinge menor patamar
A Pnad Contínua aponta ainda que a taxa de informalidade caiu para 47,5%, a menor da série histórica estadual. O índice recuou 1,6 ponto percentual frente ao segundo trimestre de 2025 e 2,8 pontos em relação ao terceiro trimestre de 2024. O governo atribui o resultado a incentivos à formalização e à criação de vagas com carteira assinada, especialmente nos setores de comércio e serviços.
Para o secretário Jorge Teles, “Sergipe vive um momento de fortalecimento do mercado de trabalho, com mais empregos, queda da informalidade e renda em crescimento”.
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