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Política

Dieese e centrais sindicais defendem fim da escala 6×1 em debate nacional

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e representantes de centrais sindicais discutiram, em 14 de maio, a...

19/05/2026 · 09h21
Dieese e centrais sindicais defendem fim da escala 6×1 em debate nacional

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e representantes de centrais sindicais discutiram, em 14 de maio, a proposta de extinguir a escala 6×1 por meio do Projeto de Lei 1838/2026. A proposta prevê reduzir a jornada de trabalho sem diminuição salarial e garantir dois dias consecutivos de descanso remunerado para a maioria da classe trabalhadora brasileira.

O tema foi tratado durante a Jornada Nacional de Debates realizada pelo Dieese em parceria com centrais sindicais, cuja pauta central foi “Disputar renda, reduzir a jornada e o trabalho no centro do desenvolvimento”. A coordenadora e economista do Dieese, Flávia Rodrigues, apresentou dados que embasam a defesa da mudança na organização do trabalho.

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Lideranças sindicais presentes avaliam que a pauta é estratégica. A vice-presidenta da Central Única dos Trabalhadores em Sergipe (CUT-SE), Carol Rejane, afirmou que a extinção da escala 6×1 sem redução salarial é relevante para todos os trabalhadores, inclusive para quem já tem escala 5×2. Déa Jacobino, que representou a CTB, ressaltou que o Dieese tem fornecido subsídios técnicos ao debate e enfatizou a importância de garantir lazer e convivência familiar, qualificando a jornada 6×1 como exaustiva.

Para Fernando Santos, dirigente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), a construção coletiva entre centrais e sociedade é fundamental para aprovar o fim da escala.

Riscos político-legislativos e argumentos econômicos

Flávia Rodrigues alertou que a aprovação do fim da escala 6×1 ainda não está garantida. Segundo ela, deputados federais têm apresentado emendas ao PL 1838/2026 que podem postergar a implantação da nova escala ou reduzir o alcance da conquista trabalhista. A economista também destacou que a apropriação de riqueza pelo grande capital não impede a adoção da redução de jornada sem corte de salários, afirmando que ganhos de produtividade decorrentes de tecnologia, inovação e organização do trabalho permitem combinar menor tempo de trabalho com manutenção da lucratividade.

Impactos sobre emprego, saúde e produtividade

O Dieese sustenta que o fim da escala 6×1 pode estimular a criação de vagas, elevar a renda e impulsionar o consumo, sem comprometer a economia. A instituição aponta que a produtividade não depende exclusivamente do aumento do esforço físico, mas também de investimentos em infraestrutura e qualificação profissional.

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Em termos de saúde, o departamento indica crescimento do adoecimento relacionado ao trabalho: quando a jornada semanal sobe de 40 para 44 horas, os registros de acidentes e enfermidades aumentam significativamente, passando de 1,4 milhão para mais de 6 milhões. As mulheres são destacadas como as mais afetadas por transtornos mentais decorrentes da sobrecarga e pelos acúmulos de tarefas domésticas não remuneradas — o Dieese estima que elas cheguem a uma jornada média de 55 horas semanais — enquanto os homens aparecem com maior incidência de acidentes de trabalho.

O Dieese observa que mais de 75% dos trabalhadores formalizados cumprem jornadas acima de 40 horas semanais; os setores com maior volume de pessoas que seriam beneficiadas incluem comércio, agricultura, agropecuária, construção civil e trabalho doméstico remunerado.

Ao finalizar sua participação, a coordenadora do Dieese pediu diálogo com os senadores e deputados federais de Sergipe para saber como cada parlamentar pretende votar sobre o tema, dada a relevância da pauta para a vida da população.

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O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e representantes de centrais sindicais discutiram, em 14 de maio, a proposta de extinguir a escala 6×1 por meio do Projeto de Lei 1838/2026. A proposta prevê reduzir a jornada de trabalho sem diminuição salarial e garantir dois dias consecutivos de descanso remunerado para a maioria da classe trabalhadora brasileira.

O tema foi tratado durante a Jornada Nacional de Debates realizada pelo Dieese em parceria com centrais sindicais, cuja pauta central foi “Disputar renda, reduzir a jornada e o trabalho no centro do desenvolvimento”. A coordenadora e economista do Dieese, Flávia Rodrigues, apresentou dados que embasam a defesa da mudança na organização do trabalho.

Lideranças sindicais presentes avaliam que a pauta é estratégica. A vice-presidenta da Central Única dos Trabalhadores em Sergipe (CUT-SE), Carol Rejane, afirmou que a extinção da escala 6×1 sem redução salarial é relevante para todos os trabalhadores, inclusive para quem já tem escala 5×2. Déa Jacobino, que representou a CTB, ressaltou que o Dieese tem fornecido subsídios técnicos ao debate e enfatizou a importância de garantir lazer e convivência familiar, qualificando a jornada 6×1 como exaustiva.

Para Fernando Santos, dirigente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), a construção coletiva entre centrais e sociedade é fundamental para aprovar o fim da escala.

Riscos político-legislativos e argumentos econômicos

Flávia Rodrigues alertou que a aprovação do fim da escala 6×1 ainda não está garantida. Segundo ela, deputados federais têm apresentado emendas ao PL 1838/2026 que podem postergar a implantação da nova escala ou reduzir o alcance da conquista trabalhista. A economista também destacou que a apropriação de riqueza pelo grande capital não impede a adoção da redução de jornada sem corte de salários, afirmando que ganhos de produtividade decorrentes de tecnologia, inovação e organização do trabalho permitem combinar menor tempo de trabalho com manutenção da lucratividade.

Impactos sobre emprego, saúde e produtividade

O Dieese sustenta que o fim da escala 6×1 pode estimular a criação de vagas, elevar a renda e impulsionar o consumo, sem comprometer a economia. A instituição aponta que a produtividade não depende exclusivamente do aumento do esforço físico, mas também de investimentos em infraestrutura e qualificação profissional.

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Em termos de saúde, o departamento indica crescimento do adoecimento relacionado ao trabalho: quando a jornada semanal sobe de 40 para 44 horas, os registros de acidentes e enfermidades aumentam significativamente, passando de 1,4 milhão para mais de 6 milhões. As mulheres são destacadas como as mais afetadas por transtornos mentais decorrentes da sobrecarga e pelos acúmulos de tarefas domésticas não remuneradas — o Dieese estima que elas cheguem a uma jornada média de 55 horas semanais — enquanto os homens aparecem com maior incidência de acidentes de trabalho.

O Dieese observa que mais de 75% dos trabalhadores formalizados cumprem jornadas acima de 40 horas semanais; os setores com maior volume de pessoas que seriam beneficiadas incluem comércio, agricultura, agropecuária, construção civil e trabalho doméstico remunerado.

Ao finalizar sua participação, a coordenadora do Dieese pediu diálogo com os senadores e deputados federais de Sergipe para saber como cada parlamentar pretende votar sobre o tema, dada a relevância da pauta para a vida da população.

 

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