Representantes da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) participaram do FPSO Expo 2026, no Rio de Janeiro, evento que reúne os principais atores da cadeia de óleo e gás e que, segundo a programação, segue até o dia 21. A presença do governo de Sergipe destacou a Bacia Sergipe-Alagoas como uma fronteira estratégica para a exploração offshore, com ênfase no projeto Sergipe Águas Profundas (Seap).
No encontro, foi explicado o papel das unidades FPSO (Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência — Floating Production, Storage and Offloading) na extração, processamento e armazenamento de petróleo e gás em alto mar. No âmbito do Seap, comandado pela Petrobras, estão previstos dois FPSOs: as plataformas P-81 e P-87, que atenderão aos módulos Seap I e Seap II, respectivamente.
O FPSO Expo é promovido pela revista digital Oil & Gas Brasil e reúne lideranças governamentais e empresariais para debater etapas que vão do projeto básico à entrada em operação. Entre os temas do evento estão modelos de financiamento, práticas de contratação e a incorporação de tecnologias voltadas a operações mais limpas, eficientes e resilientes.
Segundo o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, Sergipe ocupa posição relevante nas discussões sobre a implantação e operação de navios-plataforma no país. Ele ressaltou que, em um horizonte de dez anos, o Brasil deve incorporar entre 14 e 20 novos FPSOs, essenciais tanto para ampliar a produção quanto para compensar a queda de campos maduros. Barbosa informou que a contratação das plataformas para o Seap está em fase avançada com a Petrobras e a SBM Offshore.
Sobre o Seap, a Petrobras aprovou a decisão final de investimento (FID) do Seap I pouco mais de um mês atrás, enquanto o FID do módulo Seap II foi aprovado em dezembro de 2025. A assinatura dos contratos ficará condicionada ao cumprimento das etapas de governança e às aprovações dos parceiros envolvidos.

A SBM Offshore foi selecionada para construir os dois FPSOs, cuja capacidade conjunta pode chegar a 240 mil barris de óleo por dia e ao processamento de 22 milhões de metros cúbicos de gás por dia. O modelo de contratação adotado é o BOT. A previsão é de início da produção de óleo em 2030, com exportação de gás a partir de 2031.
Os investimentos totais do Seap superam R$ 60 bilhões, e os dois projetos estimam produção superior a 1 bilhão de barris de óleo equivalente (boe). O empreendimento inclui a perfuração e interligação de 32 poços e a construção de um gasoduto de escoamento com cerca de 134 km — sendo 111 km em trecho marítimo e 23 km em terra. Já está em curso a licitação para fornecimento de Árvores de Natal Molhadas (ANMs) e equipamentos submarinos, e outras concorrências para as demais infraestruturas devem ser abertas ainda em 2026.
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