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Dívida pública ameaça juros e investimentos no próximo governo

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Dívida pública ameaça juros e investimentos no próximo governo

Economista analisa riscos fiscais e desafios para o próximo governo em entrevista.

20/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 13h52
Dívida pública ameaça juros e investimentos no próximo governo

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Economista aponta raízes estruturais na crise fiscal brasileira. Carga tributária acima de 34% do PIB dificulta queda dos juros e afasta investidores do país.

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Após o comunicado do Copom, que destacou os riscos fiscais do Brasil, o mercado voltou a discutir a trajetória da dívida pública e os desafios que o próximo governo enfrentará. O tema ganhou destaque, uma vez que o desequilíbrio das contas públicas continua dificultando a redução dos juros e a atração de investimentos.

Em entrevista ao CNN Money, o economista Arnaldo Lima, líder de relações institucionais da Polo Capital, explicou que o problema possui raízes estruturais. Desde o Plano Real, houve uma tendência de aumento da carga tributária, que atualmente supera 34% do PIB, percentual acima da média de países emergentes, que gira em torno de 24% a 25%.

“O que a gente precisa é abrir mais espaço fiscal, reduzindo a trajetória de crescimento das despesas obrigatórias para investir mais no futuro do que no passado”, afirmou Lima.

Lima também destacou que 93% das despesas do orçamento federal são obrigatórias, o que limita significativamente a margem de ajuste do governo. Ele argumentou que o ajuste fiscal tem recaído sobre as despesas, mas enfrenta resistência política e social.

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O especialista ressaltou que o arcabouço fiscal concentra o ajuste nas despesas discricionárias, que representam cerca de 7% do orçamento. Além disso, defendeu uma avaliação mais rigorosa da efetividade das políticas públicas, enfatizando que a política pública não deve ser avaliada apenas pelo volume de gastos, mas pela sua efetividade.

“A política pública não deve ser avaliada pelo quanto se gasta, mas por quão efetiva ela é”, disse.

Lima citou experiências internacionais de monitoramento e avaliação, como as implementadas em países como Nova Zelândia, Reino Unido e México, como referências a serem consideradas.

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Sobre os impactos do desequilíbrio fiscal na economia, o economista afirmou que o Brasil ainda consegue atrair capital estrangeiro, mas poderia atrair ainda mais com contas públicas mais equilibradas. Isso resultaria em inflação mais baixa e maior crescimento, beneficiando especialmente a população mais vulnerável.

Além disso, Lima destacou que o investimento público caiu de mais de 10% do PIB no passado para menos de 3% atualmente, o que abre espaço para maior participação do mercado de capitais em projetos de infraestrutura.

Por fim, ao comentar o comunicado do Copom, ele avaliou que a redução de 0,25 ponto percentual na Selic estava dentro das expectativas, mas o texto foi mais rigoroso do que o previsto. Segundo Lima, o Banco Central reforçou o diagnóstico de pressões inflacionárias, tanto do lado da oferta quanto da demanda, com ênfase na inflação de serviços, que acumula 5,9% em 12 meses. Na visão do economista, o horizonte de convergência da inflação para a meta foi projetado para o primeiro trimestre de 2028.

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Após o comunicado do Copom, que destacou os riscos fiscais do Brasil, o mercado voltou a discutir a trajetória da dívida pública e os desafios que o próximo governo enfrentará. O tema ganhou destaque, uma vez que o desequilíbrio das contas públicas continua dificultando a redução dos juros e a atração de investimentos.

Em entrevista ao CNN Money, o economista Arnaldo Lima, líder de relações institucionais da Polo Capital, explicou que o problema possui raízes estruturais. Desde o Plano Real, houve uma tendência de aumento da carga tributária, que atualmente supera 34% do PIB, percentual acima da média de países emergentes, que gira em torno de 24% a 25%.

“O que a gente precisa é abrir mais espaço fiscal, reduzindo a trajetória de crescimento das despesas obrigatórias para investir mais no futuro do que no passado”, afirmou Lima.

Lima também destacou que 93% das despesas do orçamento federal são obrigatórias, o que limita significativamente a margem de ajuste do governo. Ele argumentou que o ajuste fiscal tem recaído sobre as despesas, mas enfrenta resistência política e social.

O especialista ressaltou que o arcabouço fiscal concentra o ajuste nas despesas discricionárias, que representam cerca de 7% do orçamento. Além disso, defendeu uma avaliação mais rigorosa da efetividade das políticas públicas, enfatizando que a política pública não deve ser avaliada apenas pelo volume de gastos, mas pela sua efetividade.

“A política pública não deve ser avaliada pelo quanto se gasta, mas por quão efetiva ela é”, disse.

Lima citou experiências internacionais de monitoramento e avaliação, como as implementadas em países como Nova Zelândia, Reino Unido e México, como referências a serem consideradas.

Sobre os impactos do desequilíbrio fiscal na economia, o economista afirmou que o Brasil ainda consegue atrair capital estrangeiro, mas poderia atrair ainda mais com contas públicas mais equilibradas. Isso resultaria em inflação mais baixa e maior crescimento, beneficiando especialmente a população mais vulnerável.

Além disso, Lima destacou que o investimento público caiu de mais de 10% do PIB no passado para menos de 3% atualmente, o que abre espaço para maior participação do mercado de capitais em projetos de infraestrutura.

Por fim, ao comentar o comunicado do Copom, ele avaliou que a redução de 0,25 ponto percentual na Selic estava dentro das expectativas, mas o texto foi mais rigoroso do que o previsto. Segundo Lima, o Banco Central reforçou o diagnóstico de pressões inflacionárias, tanto do lado da oferta quanto da demanda, com ênfase na inflação de serviços, que acumula 5,9% em 12 meses. Na visão do economista, o horizonte de convergência da inflação para a meta foi projetado para o primeiro trimestre de 2028.

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