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Aracaju, Terça-feira, 7 de julho de 2026
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DNA Antigo Revela Segredos do Enigmático ‘Homem de Ouro’

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DNA Antigo Revela Segredos do Enigmático ‘Homem de Ouro’

Estudo genético revela novas informações sobre o 'Homem de Ouro' e a elite cita.

07/07/2026 · 14h38
DNA Antigo Revela Segredos do Enigmático ‘Homem de Ouro’

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Os guerreiros nômades conhecidos como citas dominaram a estepe eurasiática a cavalo durante a Idade do Ferro. Uma elite poderosa entre eles mantinha o controle e celebrava seu status por meio de luxuosos sepultamentos. Dentre os mais notáveis dessa classe está o ‘Homem de Ouro’, que foi enterrado com armas de ferro, artefatos de bronze, uma tigela de prata e mais de 4.000 adornos de ouro.

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Recentemente, análises genéticas trouxeram novas revelações sobre as elites citas, indicando que indivíduos como o Homem de Ouro herdavam seu status elevado e compartilhavam o poder com seus parentes. Isso sugere um nível de estratificação social que não era evidente na região durante a Idade do Bronze. Cientistas, ao comparar o DNA de dezenas de indivíduos de diferentes sítios funerários, identificaram conexões familiares entre as elites citas, mesmo entre grupos geograficamente distantes. Essas descobertas oferecem a primeira evidência de que as elites citas estavam inter-relacionadas, refletindo a desigualdade social que emergia na época.

Além disso, a análise genética trouxe respostas para questões sobre o gênero do Homem de Ouro, cujo túmulo, conhecido como kurgan, data de aproximadamente 400 a.C. a 300 a.C. e foi escavado em 1969, em um sítio arqueológico no Cazaquistão. Embora o nome sugira um gênero masculino, os pesquisadores não tinham certeza sobre sua identidade de gênero. O novo estudo utilizou marcadores de DNA do genoma do Homem de Ouro, aplicando métodos estatísticos para corrigir lacunas nos dados genéticos. Os resultados indicaram que o Homem de Ouro era provavelmente masculino e pertencente a um subgrupo meridional dos citas, chamado Sacas.

“Este artigo faz um trabalho fantástico ao integrar descobertas genéticas, arqueológicas e textuais para apoiar suas interpretações sobre o status baseado em linhagem”, afirmou Alicia R. Ventresca-Miller, professora associada de antropologia na Universidade de Michigan.

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Para conduzir o estudo, os cientistas analisaram amostras de DNA de 85 indivíduos, sendo 38 de sepulturas de elite e 47 de não elites. De maneira geral, as populações da Idade do Ferro apresentavam uma diversidade genética maior em comparação com as da Idade do Bronze. Contudo, o DNA das elites revelava semelhanças genéticas, indicando ancestralidade comum. Os genomas dos indivíduos de alto status eram mais homogêneos, sugerindo a formação de um subgrupo genético que poderia ter contribuído para a continuidade genética durante um período de intensa miscigenação.

Os kurgans de elite, que eram enormes, chegavam a 15 metros de altura e 105 metros de diâmetro. Geralmente, esses túmulos incluíam corredores, catacumbas e câmaras laterais com restos mortais de animais ou de parentes. Os corpos encontrados frequentemente apresentavam sinais de mumificação ou trepanação post-mortem. Essas práticas podem ter sido essenciais para preservar os corpos, dado que os elaborados rituais funerários exigiam tempo de preparação.

Um exemplo notável de parentesco entre as elites foi observado em um caso em que os kurgans de um homem da elite e de seus netos foram descobertos em cemitérios diferentes, a mais de 100 quilômetros de distância. Essa conexão familiar, aliada a sepultamentos ricos, sugere um sistema dinástico que ligava parentes próximos ao status de elite. Uma das netas, que recebeu um enterro de destaque, tinha apenas um ano, o que fortalece a ideia de que o status era hereditário.

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Surpreendentemente, quase metade dos 38 indivíduos da elite analisados eram mulheres, o que levanta questões sobre o papel e a influência das mulheres na sociedade cita.

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Os guerreiros nômades conhecidos como citas dominaram a estepe eurasiática a cavalo durante a Idade do Ferro. Uma elite poderosa entre eles mantinha o controle e celebrava seu status por meio de luxuosos sepultamentos. Dentre os mais notáveis dessa classe está o ‘Homem de Ouro’, que foi enterrado com armas de ferro, artefatos de bronze, uma tigela de prata e mais de 4.000 adornos de ouro.

Recentemente, análises genéticas trouxeram novas revelações sobre as elites citas, indicando que indivíduos como o Homem de Ouro herdavam seu status elevado e compartilhavam o poder com seus parentes. Isso sugere um nível de estratificação social que não era evidente na região durante a Idade do Bronze. Cientistas, ao comparar o DNA de dezenas de indivíduos de diferentes sítios funerários, identificaram conexões familiares entre as elites citas, mesmo entre grupos geograficamente distantes. Essas descobertas oferecem a primeira evidência de que as elites citas estavam inter-relacionadas, refletindo a desigualdade social que emergia na época.

Além disso, a análise genética trouxe respostas para questões sobre o gênero do Homem de Ouro, cujo túmulo, conhecido como kurgan, data de aproximadamente 400 a.C. a 300 a.C. e foi escavado em 1969, em um sítio arqueológico no Cazaquistão. Embora o nome sugira um gênero masculino, os pesquisadores não tinham certeza sobre sua identidade de gênero. O novo estudo utilizou marcadores de DNA do genoma do Homem de Ouro, aplicando métodos estatísticos para corrigir lacunas nos dados genéticos. Os resultados indicaram que o Homem de Ouro era provavelmente masculino e pertencente a um subgrupo meridional dos citas, chamado Sacas.

“Este artigo faz um trabalho fantástico ao integrar descobertas genéticas, arqueológicas e textuais para apoiar suas interpretações sobre o status baseado em linhagem”, afirmou Alicia R. Ventresca-Miller, professora associada de antropologia na Universidade de Michigan.

Para conduzir o estudo, os cientistas analisaram amostras de DNA de 85 indivíduos, sendo 38 de sepulturas de elite e 47 de não elites. De maneira geral, as populações da Idade do Ferro apresentavam uma diversidade genética maior em comparação com as da Idade do Bronze. Contudo, o DNA das elites revelava semelhanças genéticas, indicando ancestralidade comum. Os genomas dos indivíduos de alto status eram mais homogêneos, sugerindo a formação de um subgrupo genético que poderia ter contribuído para a continuidade genética durante um período de intensa miscigenação.

Os kurgans de elite, que eram enormes, chegavam a 15 metros de altura e 105 metros de diâmetro. Geralmente, esses túmulos incluíam corredores, catacumbas e câmaras laterais com restos mortais de animais ou de parentes. Os corpos encontrados frequentemente apresentavam sinais de mumificação ou trepanação post-mortem. Essas práticas podem ter sido essenciais para preservar os corpos, dado que os elaborados rituais funerários exigiam tempo de preparação.

Um exemplo notável de parentesco entre as elites foi observado em um caso em que os kurgans de um homem da elite e de seus netos foram descobertos em cemitérios diferentes, a mais de 100 quilômetros de distância. Essa conexão familiar, aliada a sepultamentos ricos, sugere um sistema dinástico que ligava parentes próximos ao status de elite. Uma das netas, que recebeu um enterro de destaque, tinha apenas um ano, o que fortalece a ideia de que o status era hereditário.

Surpreendentemente, quase metade dos 38 indivíduos da elite analisados eram mulheres, o que levanta questões sobre o papel e a influência das mulheres na sociedade cita.

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