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07 de maio de 2026

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Publicado em 07 de maio de 2026

Dólar fecha em leve alta a R$ 4,921 e bolsa avança pelo segundo dia seguido

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O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (6) em alta modesta, enquanto a bolsa paulista registrou seu segundo pregão positivo consecutivo. A moeda norte-americana fechou vendida a R$ 4,921, alta de R$ 0,009 (+0,17%), após atingir máxima intradiária de R$ 4,93 por volta das 11h30 (Brasília UTC-3).

A valorização do dólar no dia foi influenciada pela atuação do Banco Central, que realizou uma intervenção no mercado cambial. O BC ofertou US$ 500 milhões em contratos de swap cambial reverso, operação que equivale à compra de dólares no mercado futuro e que tem efeito de pressionar a cotação para cima. Analistas apontam que o banco aproveitou a cotação mais baixa para reduzir o estoque de operações cambiais, majoritariamente composto por swaps cambiais tradicionais (venda de dólares no mercado futuro).

Outra pressão sobre o real veio da forte queda nos preços do petróleo no mercado internacional, que nos últimos dias vinha sustentando o desempenho da moeda brasileira. Apesar do recuo no dia, o saldo do dólar continua negativo no curto e no ano: queda de 0,63% na semana e recuo de 10,34% no ano.

Bolsa

O principal índice da B3, o Ibovespa, acompanhou a melhora no apetite por risco dos mercados externos e teve ganho pelo segundo dia seguido. O índice fechou em alta de 0,50%, aos 187.690 pontos, após oscilar entre mínima de 186.762 e máxima de 188.674 pontos. O volume financeiro negociado ficou em R$ 29,2 bilhões.

O comportamento do pregão foi liderado por ações de mineradoras e de empresas do setor de consumo, que se valorizaram, enquanto papéis do setor de petróleo recuaram, seguindo a forte queda da commodity. As ações ordinárias da Petrobras caíram 3,77% e as preferenciais recuaram 2,86%, sendo as ações da estatal as mais negociadas no Ibovespa.

No exterior, bolsas de Nova York registraram ganhos superiores a 1%, com novos recordes no S&P 500 e no Nasdaq, o que contribuiu para um ambiente mais favorável a ativos de risco.

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Petróleo

Os preços do petróleo tiveram perdas acentuadas, pressionando câmbio e bolsa. O barril Brent caiu 7,83%, para US$ 101,27, e o WTI recuou 7,03%, a US$ 95,08.

A baixa nos preços ocorreu após sinais de redução das tensões no Oriente Médio: o Irã indicou que o Estreito de Ormuz está aberto para navegação segura e autoridades dos Estados Unidos mencionaram avanços nas negociações com o país. A menor percepção de risco de interrupção no fornecimento global reduziu o prêmio de risco sobre a commodity, puxando os preços para baixo, ainda que o conflito mantenha a possibilidade de volatilidade.

Com informações de Agência Brasil

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