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Economia

Dólar se aproxima de R$ 5,25 com agravamento do conflito no Oriente Médio

O agravamento do conflito no Oriente Médio e uma inflação mensal acima do previsto no Brasil derrubaram a estabilidade do mercado nesta quinta-feira...

12/03/2026 · 20h29
Dólar se aproxima de R$ 5,25 com agravamento do conflito no Oriente Médio

O agravamento do conflito no Oriente Médio e uma inflação mensal acima do previsto no Brasil derrubaram a estabilidade do mercado nesta quinta-feira (12). O dólar subiu forte e fechou próximo de R$ 5,25, enquanto a bolsa interrompeu uma sequência de altas e recuou mais de 2%.

O dólar comercial encerrou a sessão desta quinta-feira vendido a R$ 5,242, com alta de R$ 0,084 (+1,62%). A cotação ficou próxima da estabilidade nos primeiros minutos de negociação e acelerou após a abertura do mercado nos Estados Unidos, encerrando perto da máxima do dia.

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O desempenho do real acompanhou o de outras moedas de países emergentes, como o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano. Com a valorização do dólar desta quinta, a moeda brasileira acumula perda de 4,42% no ano de 2026.

O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, da B3, fechou aos 179.284 pontos, com recuo de 2,55%, após três pregões consecutivos de alta.

Pressão internacional

O fator predominante para a volatilidade foi a forte alta do petróleo provocada pela escalada de tensões no Oriente Médio nas últimas 24 horas. O barril tipo Brent, referência nas negociações internacionais, fechou em US$ 101,26, com alta de mais de 8%, após o anúncio do novo líder no Irã, Aiatolá Mojtaba Khamenei, de que pretende manter o fechamento do Estreito de Ormuz — passagem de cerca de 20% da produção mundial de petróleo.

Na mesma jornada, o Irã incendiou dois petroleiros em águas iraquianas e atacou três navios no Golfo Pérsico, ações que agravaram o conflito e pressionaram os preços do petróleo.

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Fatores domésticos

Elementos internos também influenciaram os negócios. A inflação oficial de fevereiro apresentou variação de 0,7% no mês, acima da expectativa de 0,65% da maioria das instituições financeiras, embora o IPCA acumulado em 12 meses tenha recuado. A leitura de inflação acima do previsto reduz a probabilidade de o Banco Central reduzir a Taxa Selic em 0,5 ponto percentual na reunião deste mês, e taxas de juros mais altas tendem a favorecer aplicações de renda fixa em detrimento do mercado acionário.

As informações sobre o movimento dos mercados contam também com dados e reportagens internacionais que acompanharam o desdobrar do conflito no Oriente Médio.

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Com informações de Agência Brasil

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O agravamento do conflito no Oriente Médio e uma inflação mensal acima do previsto no Brasil derrubaram a estabilidade do mercado nesta quinta-feira (12). O dólar subiu forte e fechou próximo de R$ 5,25, enquanto a bolsa interrompeu uma sequência de altas e recuou mais de 2%.

O dólar comercial encerrou a sessão desta quinta-feira vendido a R$ 5,242, com alta de R$ 0,084 (+1,62%). A cotação ficou próxima da estabilidade nos primeiros minutos de negociação e acelerou após a abertura do mercado nos Estados Unidos, encerrando perto da máxima do dia.

O desempenho do real acompanhou o de outras moedas de países emergentes, como o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano. Com a valorização do dólar desta quinta, a moeda brasileira acumula perda de 4,42% no ano de 2026.

O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, da B3, fechou aos 179.284 pontos, com recuo de 2,55%, após três pregões consecutivos de alta.

Pressão internacional

O fator predominante para a volatilidade foi a forte alta do petróleo provocada pela escalada de tensões no Oriente Médio nas últimas 24 horas. O barril tipo Brent, referência nas negociações internacionais, fechou em US$ 101,26, com alta de mais de 8%, após o anúncio do novo líder no Irã, Aiatolá Mojtaba Khamenei, de que pretende manter o fechamento do Estreito de Ormuz — passagem de cerca de 20% da produção mundial de petróleo.

Na mesma jornada, o Irã incendiou dois petroleiros em águas iraquianas e atacou três navios no Golfo Pérsico, ações que agravaram o conflito e pressionaram os preços do petróleo.

2021 10 06t120841z 1 lynxmpeh950lf rtroptp 4 dolar abre

Fatores domésticos

Elementos internos também influenciaram os negócios. A inflação oficial de fevereiro apresentou variação de 0,7% no mês, acima da expectativa de 0,65% da maioria das instituições financeiras, embora o IPCA acumulado em 12 meses tenha recuado. A leitura de inflação acima do previsto reduz a probabilidade de o Banco Central reduzir a Taxa Selic em 0,5 ponto percentual na reunião deste mês, e taxas de juros mais altas tendem a favorecer aplicações de renda fixa em detrimento do mercado acionário.

As informações sobre o movimento dos mercados contam também com dados e reportagens internacionais que acompanharam o desdobrar do conflito no Oriente Médio.

Com informações de Agência Brasil

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