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Saúde

Doomscrolling: Entenda o Impacto das Más Notícias na Saúde Mental

O doomscrolling é o hábito de consumir notícias negativas e pode afetar a saúde mental.

19/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 19h05
Doomscrolling: Entenda o Impacto das Más Notícias na Saúde Mental

O fenômeno conhecido como doomscrolling se caracteriza pelo hábito de consumir, de forma repetitiva e involuntária, notícias negativas que provocam desconforto, medo ou angústia. Muitas vezes, esse comportamento ocorre mesmo quando a pessoa já decidiu que é hora de interromper a rolagem pela tela do smartphone.

O termo doomscrolling une as palavras em inglês ‘doom’, que remete a catástrofe, e ‘scrolling’, que se refere ao ato de deslizar o dedo pela tela. Esse comportamento se intensificou durante a pandemia de Covid-19, quando a população passou a acompanhar em tempo real os números de contágios e mortes. Desde então, o consumo compulsivo de notícias ruins não se restringiu apenas a temas pandêmicos, mas se expandiu para crises internacionais, desastres climáticos e problemas econômicos.

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O que torna o doomscrolling tão difícil de interromper é a maneira como o cérebro humano reage a informações negativas. Historicamente, a habilidade de identificar rapidamente ameaças foi uma vantagem evolutiva. Contudo, esse mecanismo não foi projetado para lidar com um fluxo incessante de más notícias. Isso resulta em uma sensação constante de alerta, mesmo quando as informações não apresentam um risco imediato.

A dinâmica das redes sociais também contribui para a perpetuação do doomscrolling. Os algoritmos priorizam conteúdos que geram maior engajamento, e as notícias negativas tendem a provocar reações mais intensas. Títulos alarmantes criam um senso de urgência, aumentando a probabilidade de cliques e, consequentemente, a circulação desse tipo de conteúdo.

Os efeitos do doomscrolling na saúde mental já foram amplamente estudados. A exposição constante a notícias negativas está relacionada ao aumento da ansiedade e sintomas depressivos, especialmente em pessoas predispostas a esses problemas. O acúmulo de informações alarmantes reforça uma visão pessimista do mundo, criando um ciclo vicioso: quanto mais ansiosa a pessoa se sente, mais busca informações, o que, por sua vez, aumenta a ansiedade.

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Esse comportamento também impacta a vida social, já que o tempo gasto consumindo notícias frequentemente substitui momentos de interação com outras pessoas, reduzindo o suporte emocional das relações. Além disso, o doomscrolling, muitas vezes realizado à noite, prejudica a qualidade do sono, resultando em cansaço e irritabilidade no dia seguinte.

Pesquisas indicam que os jovens são os mais afetados por esse fenômeno. Um estudo publicado na revista Current Psychology revelou que o doomscrolling está associado a maior sofrimento psicológico e menor satisfação com a vida entre os jovens, além de uma dependência mais acentuada das redes sociais. Os pesquisadores identificaram uma conexão entre esse comportamento e traços de personalidade como o neuroticismo e o medo de perder eventos importantes, conhecido como FOMO (Fear of Missing Out).

Para mitigar os efeitos do doomscrolling, especialistas em saúde mental recomendam a implementação de mudanças simples na rotina. Estabelecer limites de tempo para checar notícias, substituir parte desse tempo por atividades que promovam relaxamento e refletir sobre como o humor muda durante a rolagem são estratégias eficazes para interromper o ciclo. Reconhecer esse padrão é o primeiro passo para um uso mais consciente das telas, evitando que a busca por informações se torne uma fonte adicional de desgaste emocional.

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O termo doomscrolling une as palavras em inglês ‘doom’, que remete a catástrofe, e ‘scrolling’, que se refere ao ato de deslizar o dedo pela tela. Esse comportamento se intensificou durante a pandemia de Covid-19, quando a população passou a acompanhar em tempo real os números de contágios e mortes. Desde então, o consumo compulsivo de notícias ruins não se restringiu apenas a temas pandêmicos, mas se expandiu para crises internacionais, desastres climáticos e problemas econômicos.

O que torna o doomscrolling tão difícil de interromper é a maneira como o cérebro humano reage a informações negativas. Historicamente, a habilidade de identificar rapidamente ameaças foi uma vantagem evolutiva. Contudo, esse mecanismo não foi projetado para lidar com um fluxo incessante de más notícias. Isso resulta em uma sensação constante de alerta, mesmo quando as informações não apresentam um risco imediato.

A dinâmica das redes sociais também contribui para a perpetuação do doomscrolling. Os algoritmos priorizam conteúdos que geram maior engajamento, e as notícias negativas tendem a provocar reações mais intensas. Títulos alarmantes criam um senso de urgência, aumentando a probabilidade de cliques e, consequentemente, a circulação desse tipo de conteúdo.

Os efeitos do doomscrolling na saúde mental já foram amplamente estudados. A exposição constante a notícias negativas está relacionada ao aumento da ansiedade e sintomas depressivos, especialmente em pessoas predispostas a esses problemas. O acúmulo de informações alarmantes reforça uma visão pessimista do mundo, criando um ciclo vicioso: quanto mais ansiosa a pessoa se sente, mais busca informações, o que, por sua vez, aumenta a ansiedade.

Esse comportamento também impacta a vida social, já que o tempo gasto consumindo notícias frequentemente substitui momentos de interação com outras pessoas, reduzindo o suporte emocional das relações. Além disso, o doomscrolling, muitas vezes realizado à noite, prejudica a qualidade do sono, resultando em cansaço e irritabilidade no dia seguinte.

Pesquisas indicam que os jovens são os mais afetados por esse fenômeno. Um estudo publicado na revista Current Psychology revelou que o doomscrolling está associado a maior sofrimento psicológico e menor satisfação com a vida entre os jovens, além de uma dependência mais acentuada das redes sociais. Os pesquisadores identificaram uma conexão entre esse comportamento e traços de personalidade como o neuroticismo e o medo de perder eventos importantes, conhecido como FOMO (Fear of Missing Out).

Para mitigar os efeitos do doomscrolling, especialistas em saúde mental recomendam a implementação de mudanças simples na rotina. Estabelecer limites de tempo para checar notícias, substituir parte desse tempo por atividades que promovam relaxamento e refletir sobre como o humor muda durante a rolagem são estratégias eficazes para interromper o ciclo. Reconhecer esse padrão é o primeiro passo para um uso mais consciente das telas, evitando que a busca por informações se torne uma fonte adicional de desgaste emocional.

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