Em entrevista ao SE2 nesta quinta (17), o candidato do PSOL disse que pretende devolver a Deso ao setor público e reduzir a jornada dos servidores estaduais. A entrevista foi conduzida por Lyderwan Santos.
O candidato ao governo de Sergipe pelo PSOL, Dr. Helton, afirmou nesta quinta-feira (17) que pretende reestatizar a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) e reduzir a carga horária dos servidores públicos estaduais, durante entrevista ao programa SE2.
O SE2 iniciou na última segunda-feira uma série de entrevistas ao vivo com os candidatos ao governo. Cada candidato teve 10 minutos para apresentar propostas e responder perguntas sobre temas do estado. As entrevistas foram conduzidas pelo jornalista Lyderwan Santos.
Sobre o indeferimento do registro da Federação PSOL/REDE por conta da prestação de contas do partido aliado, o candidato disse que a campanha recorreu da decisão e pediu a nulidade do processo. Ele declarou que a equipe está segura quanto ao recurso e que os candidatos do partido permanecem nas ruas com suas agendas de campanha.
“Nós estamos tranquilos. Primeiro que nós já recorremos desta decisão, inclusive pedindo nulidade desse processo, porque o relator do processo aqui em Sergipe usou as jurisprudências que não existem para relatar o voto dele. Então nós estamos seguros”.
Ao comentar sua experiência administrativa, Dr. Helton afirmou que a atuação no Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed), com finanças e fiscalização, o habilita para a gestão estadual, apesar de não ter ocupado cargo executivo ou mandato parlamentar anteriormente. Ele citou exemplos de dirigentes sindicais que ocuparam cargos públicos antes de governar.
Questionado sobre o projeto de acabar com organizações sociais na saúde e reestatizar serviços sem provocar descontinuidade, o candidato afirmou que convocará aprovados em concursos vigentes, ampliará cadastro de reserva e assumirá a gestão dos hospitais. Ele reiterou a intenção de reestatizar a Deso e disse ter visitado localidades onde moradores pagam taxa de esgoto sem ter coleta adequada.
“Pra gente essa é uma pauta de honra porque eu estive, por exemplo, em Ilha das Flores, e vi gente pagando taxa de esgoto com esgoto na porta de casa. Isso não é possível, então a gente pode sim suspender imediatamente esse contrato”.
Sobre a reversão da concessão da Deso, Dr. Helton afirmou que é possível assumir contratos e empréstimos feitos com a Caixa e o BNDES, e citou que os dez maiores devedores ao Fisco de Sergipe somam R$ 2 bilhões como fonte de recursos para a retomada da estatal.
Na área do funcionalismo, defendeu reduzir a jornada para 30 horas semanais sem redução salarial e ampliar concursos públicos. Segundo ele, o regime jurídico único já previa essa possibilidade e o estado teria margem financeira — citou quase R$ 800 milhões até o limite prudencial — para equilibrar as contas e contratar servidores efetivos.
“No regime jurídico único já previa isso lá atrás nos planos de carreira, que as pessoas poderiam trabalhar 40 horas semanais ou 30. E o estado para ser eficiente não precisa que as pessoas trabalhem 40 horas”.
Sobre a proposta de tarifa zero no transporte público, o candidato afirmou que pretende negociar subsídios, realocar gastos com passe-escolar e vale-transporte e articular o projeto com o governo federal, que estaria estudando medidas semelhantes.
Nas considerações finais, reforçou sua condição de médico, servidor público e presidente do Sindicato dos Médicos, e disse que o PSOL apresenta uma alternativa de governo em Sergipe com foco nos mais carentes, trabalhadores e movimentos sindicais.
Próximas entrevistas
- 18/09: Emanuel Cacho (PSDB)
- 19/09: Taty Cristina de Jesus (Democracia Cristã)
Entrevistas já realizadas
- 14/09: Ricardo Marques (PL)
- 15/09: Valmir de Francisquinho (Republicanos)
- 16/09: Fábio (PSD)

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