Ao adquirir um novo smartphone, uma das questões mais comuns do consumidor é sobre o nível de segurança do aparelho. Afinal, os smartphones armazenam uma quantidade crescente de dados pessoais e sensíveis dos usuários, sendo utilizados para transações financeiras, acesso a redes sociais e praticamente todas as atividades online. No entanto, surge a questão: é possível encontrar um smartphone verdadeiramente seguro no mercado?

Decerto, todos os fabricantes dirão que sim e se vangloriarão das características de segurança dos seus dispositivos. No entanto, é importante ter em mente que a segurança absoluta é um mito no mundo digital. A verdade é que, além das funcionalidades de cada aparelho, muito da segurança do usuário depende dele mesmo.

Mas como se proteger então? O primeiro passo é tomar ciência das principais ameaças cibernéticas que podem ser encontradas na rede. Conhecimento é poder, e estar atualizado nas tendências de golpes e arquivos maliciosos da internet é fundamental para uma proteção efetiva.

As maiores ameaças

Entre os tipos mais comuns de ameaças que os usuários encontraram em suas vidas digitais, 4 são os mais importantes:

1. Ataques de malware: O uso de softwares maliciosos, tais quais vírus, worms e cavalos de Troia são frequentemente usados para infectar smartphones e, assim, roubar informações confidenciais, rastrear a atividade do usuário ou até mesmo tornar o dispositivo inoperante. O meio mais comum de pegar esse tipo de infecção é por meio de downloads de aplicativos suspeitos, anexos de e-mails maliciosos ou acesso a sites comprometidos.

2. Ataques de phishing: Os golpes de phishing são esquemas que visam a enganar os usuários por meio de mensagens ou e-mails fajutos que fingem ser de uma fonte confiável ou conhecida. Por meio dessas comunicações falsificadas, os criminosos tentam extrair dos usuários informações pessoais, como credenciais de login ou detalhes financeiros. Esses ataques muitas vezes exploram sentimentos de urgência e confiança para manipular as vítimas e fazê-las entregar involuntariamente dados confidenciais ou mesmo realizar pagamentos.

3. Snooping de rede: Um dos maiores perigos das redes Wi-Fi públicas é fato de elas serem desprotegidas e possibilitarem que cibercriminosos interceptem os dados transmitidos entre os smartphones conectados a elas e a internet. Especialmente porque essa “detectação” do tráfego de rede pode expor nomes de usuários, senhas e outras informações confidenciais.

4. Roubo de dispositivo: Além de todo o transtorno, o roubo físico ou a perda de um smartphone pode também comprometer a segurança dos dados confidenciais armazenados no dispositivo. Sem métodos de proteção adequados, como criptografia ou recursos de limpeza remota, os criminosos podem facilmente acessar e usar indevidamente as informações contidas no aparelho.

Como se proteger

Como dito anteriormente, nenhum smartphone pode garantir imunidade total contra essas ameaças, mas os consumidores podem tomar medidas proativas e reforçar a segurança dos seus dispositivos. Exemplos dessas são:

1. Usar conexões seguras: Evitar conectar-se a redes Wi-Fi públicas ou adotar estratégias de proteção, como usar a VPN (rede virtual privada), para criptografar o tráfego da internet e proteger o aparelho contra violações de dados dentro da rede.

2. Escolher um sistema operacional seguro: Seja iOS ou Android, a escolha de um sistema conhecido e que receba atualizações e patches de segurança regularmente é fundamental para manter o dispositivo seguro e livre de vulnerabilidades conhecidas.

3. Mantenha o software atualizado: No mesmo sentido do item anterior, de nada adianta adotar um sistema confiável se ele não é atualizado. Assim, é recomendável verificar se há uma versão mais recente de maneira regular, pois essas atualizações costumam trazer correções para vulnerabilidades conhecidas e podem proteger contra as últimas ameaças descobertas.

4. Ativar bloqueio de dispositivo: Configurar métodos de autenticação fortes, como códigos PIN, senhas complexas ou identificadores biométricos (por exemplo, impressão digital ou reconhecimento facial) pode ajudar o usuário a evitar o acesso não autorizado ao dispositivo – mesmo em caso de roubo ou perda.

5. Ter cuidado com downloads – sobretudo de aplicativos: Especialistas recomendam que se baixem apenas aplicativos de fontes confiáveis, como a Apple App Store ou a Google Play Store. Deve-se também verificar as permissões dos aplicativos para minimizar o risco de software malicioso.

6. Ativar limpeza remota: Funções de limpeza remota são extremamente úteis para apagar remotamente dados do smartphone em caso de perda ou roubo. Isso permite ao usuário proteger suas informações confidenciais, evitando que caiam em mãos erradas.

7. Criptografar dados: Outro método de proteção dos dados armazenados no dispositivo é a criptografia. Com ela, todas as informações ficam “embaralhadas” e, portanto, ilegíveis aos olhos de potenciais criminosos, protegendo assim informações confidenciais contra acesso não autorizado.

Por fim, para responder à questão inicial: existem, sim, smartphones seguros, e os modelos mais recentes são muito bons nesse sentido. Mas é preciso entender que, em termos de segurança cibernética, a proatividade dos consumidores desempenha um papel vital. As medidas acima, portanto, não devem ser ignoradas.