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El-Sayed vence primária democrata em Michigan e enfrentará Mike Rogers

Abdul El-Sayed é o candidato democrata ao Senado por Michigan, enfrentando desafios políticos.

13/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 10h04
El-Sayed vence primária democrata em Michigan e enfrentará Mike Rogers

Abdul El-Sayed superou Haley Stevens nas primárias e garantiu a chapa democrata para o Senado. Se eleito em novembro, pode virar o primeiro senador muçulmano dos EUA, mas precisa atrair moderados e indecisos.

As primárias democratas em Michigan definiram Abdul El-Sayed como o candidato do partido para enfrentar o republicano Mike Rogers na disputa pelo Senado dos Estados Unidos, marcada para novembro deste ano. El-Sayed fez história ao derrotar Haley Stevens, que contava com o apoio do establishment do Partido Democrata, e pode se tornar o primeiro muçulmano a ocupar uma cadeira no Senado americano.

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No entanto, o progressista terá o desafio de conquistar o apoio dos democratas moderados e dos eleitores indecisos de Michigan, buscando reverter a situação do estado nas próximas eleições.

Abdulrahman Mohamed El-Sayed, nascido em 1984 em Rochester Hills, é filho de um imigrante egípcio e se descreve como um “legítimo cidadão nascido e criado no Michigan”. Ele é bilíngue, dominando o árabe e o inglês, e formou-se em medicina pela Universidade Columbia, dedicando-se posteriormente a políticas públicas de saúde, atuando como diretor executivo do Departamento de Saúde de Detroit. Em 2018, El-Sayed tentou a candidatura ao governo, mas foi derrotado nas primárias pela democrata Gretchen Whitmer, que venceu as eleições gerais e atualmente cumpre seu segundo mandato.

Para as eleições de meio de mandato deste ano, sua campanha se baseia no slogan “Dinheiro fora da política, dinheiro no seu bolso, Medicare para todos”. El-Sayed defende o acesso gratuito à saúde pública, a descontinuação do ICE (Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira) e a suspensão do apoio militar dos Estados Unidos a Israel. Além disso, ele propõe a taxação de grandes fortunas, embora se distancie da ala socialista do partido, afirmando:

“Eu não sou socialista. Eu acredito no capitalismo, mas acredito que o capitalismo tem que ser regulado. Eu acredito que os bilionários deveriam pagar sua parte para que nossas crianças possam ir para boas escolas. Não é tão radical.”

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El-Sayed recebeu apoio do “Squad”, grupo de congressistas de esquerda na Câmara, mas também foi criticado por opositores, que o rotularam de “socialista radical de esquerda” e “ameaça direta à América”. Sua retórica assertiva e presença nas redes sociais têm contribuído para seu destaque, utilizando vídeos de treinos para se conectar com jovens que se sentem alheios à política tradicional. Em suas palavras:

“Parte do problema que enfrentamos é que as pessoas não se veem representadas na nossa política.”

Um dos temas mais polêmicos de sua campanha é a sua posição em relação a Israel, onde afirmou que o governo israelense cometeu genocídio durante a guerra na Faixa de Gaza e se opõe à ajuda militar dos Estados Unidos. Em suas palavras:

“Acredito em direitos iguais à paz, dignidade e autodeterminação tanto para judeus israelenses quanto para palestinos.”

El-Sayed enfatiza que os recursos públicos devem ser priorizados para melhorias internas em Michigan, e não para apoio a governos estrangeiros. Sua trajetória e propostas têm gerado debates tanto entre apoiadores quanto críticos, refletindo a polarização política atual.

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Abdul El-Sayed superou Haley Stevens nas primárias e garantiu a chapa democrata para o Senado. Se eleito em novembro, pode virar o primeiro senador muçulmano dos EUA, mas precisa atrair moderados e indecisos.

As primárias democratas em Michigan definiram Abdul El-Sayed como o candidato do partido para enfrentar o republicano Mike Rogers na disputa pelo Senado dos Estados Unidos, marcada para novembro deste ano. El-Sayed fez história ao derrotar Haley Stevens, que contava com o apoio do establishment do Partido Democrata, e pode se tornar o primeiro muçulmano a ocupar uma cadeira no Senado americano.

No entanto, o progressista terá o desafio de conquistar o apoio dos democratas moderados e dos eleitores indecisos de Michigan, buscando reverter a situação do estado nas próximas eleições.

Abdulrahman Mohamed El-Sayed, nascido em 1984 em Rochester Hills, é filho de um imigrante egípcio e se descreve como um “legítimo cidadão nascido e criado no Michigan”. Ele é bilíngue, dominando o árabe e o inglês, e formou-se em medicina pela Universidade Columbia, dedicando-se posteriormente a políticas públicas de saúde, atuando como diretor executivo do Departamento de Saúde de Detroit. Em 2018, El-Sayed tentou a candidatura ao governo, mas foi derrotado nas primárias pela democrata Gretchen Whitmer, que venceu as eleições gerais e atualmente cumpre seu segundo mandato.

Para as eleições de meio de mandato deste ano, sua campanha se baseia no slogan “Dinheiro fora da política, dinheiro no seu bolso, Medicare para todos”. El-Sayed defende o acesso gratuito à saúde pública, a descontinuação do ICE (Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira) e a suspensão do apoio militar dos Estados Unidos a Israel. Além disso, ele propõe a taxação de grandes fortunas, embora se distancie da ala socialista do partido, afirmando:

“Eu não sou socialista. Eu acredito no capitalismo, mas acredito que o capitalismo tem que ser regulado. Eu acredito que os bilionários deveriam pagar sua parte para que nossas crianças possam ir para boas escolas. Não é tão radical.”

El-Sayed recebeu apoio do “Squad”, grupo de congressistas de esquerda na Câmara, mas também foi criticado por opositores, que o rotularam de “socialista radical de esquerda” e “ameaça direta à América”. Sua retórica assertiva e presença nas redes sociais têm contribuído para seu destaque, utilizando vídeos de treinos para se conectar com jovens que se sentem alheios à política tradicional. Em suas palavras:

“Parte do problema que enfrentamos é que as pessoas não se veem representadas na nossa política.”

Um dos temas mais polêmicos de sua campanha é a sua posição em relação a Israel, onde afirmou que o governo israelense cometeu genocídio durante a guerra na Faixa de Gaza e se opõe à ajuda militar dos Estados Unidos. Em suas palavras:

“Acredito em direitos iguais à paz, dignidade e autodeterminação tanto para judeus israelenses quanto para palestinos.”

El-Sayed enfatiza que os recursos públicos devem ser priorizados para melhorias internas em Michigan, e não para apoio a governos estrangeiros. Sua trajetória e propostas têm gerado debates tanto entre apoiadores quanto críticos, refletindo a polarização política atual.

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