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Aracaju, Terça-feira, 3 de novembro de 2026
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ELEIÇÕES 2026

Eleições nos EUA: eleitores decidem nesta terça controle do Congresso

Americanos votam na terça (3) em meio de mandato: 435 deputados, 35 vagas no Senado e 36 governadores; pesquisas apontam disputa acirrada.

03/11/2026 · 09h22
Eleições nos EUA: eleitores decidem nesta terça controle do Congresso

Milhões de norte-americanos vão às urnas para renovar parte do Legislativo e eleger governadores. Estão em disputa todas as 435 vagas da Câmara e 35 do Senado, com pesquisas apontando possível virada.

Os norte-americanos votam nesta terça-feira (3) nas eleições de meio de mandato que vão definir o controle do Congresso nos dois anos finais da presidência de Donald Trump. Hoje, os republicanos têm a maioria nas duas casas. As pesquisas de opinião indicam uma possível virada na Câmara e uma disputa acirrada pelo Senado.

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Estima-se que cerca de 210 milhões de eleitores participarão do pleito para escolher todos os 435 deputados da Câmara, 35 das 100 vagas do Senado e governadores em 36 dos 50 estados. O resultado vai influenciar o ritmo da agenda legislativa e a capacidade do Executivo de aprovar medidas nos próximos dois anos.

Segundo especialistas ouvidos, a primeira hipótese é que o Partido Democrata conquiste a maioria na Câmara, sem, no entanto, obter a maioria no Senado. Se a vantagem na Câmara for pequena — até 20 deputados —, os democratas poderão abrir caminhos para inquéritos e audiências com intimações, mas terão dificuldades para aprovar mudanças amplas nas políticas públicas. Nessas circunstâncias, o debate sobre o teto da dívida pode abalar os mercados e aumentar a incerteza entre investidores, enquanto o presidente poderia buscar avanços por meio de ordens executivas.

Se a maioria democrata na Câmara for maior, entre 21 e 40 deputados, projetos destinados a restringir poderes do presidente terão mais chance de tramitar na Câmara, embora possam ser barrados no Senado ou pelo veto presidencial. O embate em torno do teto da dívida continuará sendo um dos pontos mais prováveis de confronto entre Executivo e Legislativo.

“Essa política externa dos Estados Unidos para a América Latina, ela pode ser conduzida fortemente por decretos e ordens executivas? Em alguns casos, até sim, mas haverá um controle maior em relação a Donald Trump e as políticas que ele vem, que eles vem desenvolvendo. O impacto das pautas multilaterais, no caso do Brasil, como o comércio e o meio ambiente, elas também podem sofrer um freio”

O trecho acima foi dito por Robson Carvalho, doutor em Ciência Política pela Universidade de Brasília, ao comentar os possíveis reflexos para a política externa em caso de mudanças no Congresso.

“Porque hoje você encontra no país diversos protestos. O custo de vida nos Estados Unidos também tem aumentado. Então, são políticas que tem sido ruins não só para países como o Brasil, mas também para o próprio país de Donald Trump, né? E é justamente isso que tá nas urnas com essa tendência de refletir eh uma reversão nas duas casas, na Câmara e no Senado americano”

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Robson Carvalho acrescentou que, se os democratas conquistarem as duas casas, poderão frear nomeações feitas pelo presidente, ampliando o controle sobre a agenda administrativa. Na hipótese de uma maioria ampla no Senado, os democratas teriam mais espaço para aprovar projetos sobre tarifas e temas sociais e fiscais.

Na última semana, Donald Trump repetiu a hipótese de fraudes nas eleições e afirmou que respeitará os resultados,

“se forem eleições honestas”

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Sem, porém, apresentar evidências para sustentar a alegação. Há registros de que grupos alinhados ao presidente apresentaram mais de 60 ações judiciais contestando a derrota de 2020, sem sucesso até o momento.

No âmbito administrativo, surgiram outras questões eleitorais: na Califórnia, o Departamento de Justiça tentou anular votos enviados por correio de cerca de 20 mil eleitores que não seriam cidadãos norte-americanos. No Alasca, o departamento intensificou investigação para apurar se um candidato ao Senado entrou na disputa com o mesmo nome de outro concorrente com o objetivo de confundir eleitores.

As urnas desta terça (3) vão mostrar como ficará o equilíbrio de forças entre Executivo e Legislativo nos Estados Unidos e quais limitações ou avanços serão possíveis na agenda do presidente nos próximos dois anos.

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Milhões de norte-americanos vão às urnas para renovar parte do Legislativo e eleger governadores. Estão em disputa todas as 435 vagas da Câmara e 35 do Senado, com pesquisas apontando possível virada.

Os norte-americanos votam nesta terça-feira (3) nas eleições de meio de mandato que vão definir o controle do Congresso nos dois anos finais da presidência de Donald Trump. Hoje, os republicanos têm a maioria nas duas casas. As pesquisas de opinião indicam uma possível virada na Câmara e uma disputa acirrada pelo Senado.

Estima-se que cerca de 210 milhões de eleitores participarão do pleito para escolher todos os 435 deputados da Câmara, 35 das 100 vagas do Senado e governadores em 36 dos 50 estados. O resultado vai influenciar o ritmo da agenda legislativa e a capacidade do Executivo de aprovar medidas nos próximos dois anos.

Segundo especialistas ouvidos, a primeira hipótese é que o Partido Democrata conquiste a maioria na Câmara, sem, no entanto, obter a maioria no Senado. Se a vantagem na Câmara for pequena — até 20 deputados —, os democratas poderão abrir caminhos para inquéritos e audiências com intimações, mas terão dificuldades para aprovar mudanças amplas nas políticas públicas. Nessas circunstâncias, o debate sobre o teto da dívida pode abalar os mercados e aumentar a incerteza entre investidores, enquanto o presidente poderia buscar avanços por meio de ordens executivas.

Se a maioria democrata na Câmara for maior, entre 21 e 40 deputados, projetos destinados a restringir poderes do presidente terão mais chance de tramitar na Câmara, embora possam ser barrados no Senado ou pelo veto presidencial. O embate em torno do teto da dívida continuará sendo um dos pontos mais prováveis de confronto entre Executivo e Legislativo.

“Essa política externa dos Estados Unidos para a América Latina, ela pode ser conduzida fortemente por decretos e ordens executivas? Em alguns casos, até sim, mas haverá um controle maior em relação a Donald Trump e as políticas que ele vem, que eles vem desenvolvendo. O impacto das pautas multilaterais, no caso do Brasil, como o comércio e o meio ambiente, elas também podem sofrer um freio”

O trecho acima foi dito por Robson Carvalho, doutor em Ciência Política pela Universidade de Brasília, ao comentar os possíveis reflexos para a política externa em caso de mudanças no Congresso.

“Porque hoje você encontra no país diversos protestos. O custo de vida nos Estados Unidos também tem aumentado. Então, são políticas que tem sido ruins não só para países como o Brasil, mas também para o próprio país de Donald Trump, né? E é justamente isso que tá nas urnas com essa tendência de refletir eh uma reversão nas duas casas, na Câmara e no Senado americano”

Robson Carvalho acrescentou que, se os democratas conquistarem as duas casas, poderão frear nomeações feitas pelo presidente, ampliando o controle sobre a agenda administrativa. Na hipótese de uma maioria ampla no Senado, os democratas teriam mais espaço para aprovar projetos sobre tarifas e temas sociais e fiscais.

Na última semana, Donald Trump repetiu a hipótese de fraudes nas eleições e afirmou que respeitará os resultados,

“se forem eleições honestas”

Sem, porém, apresentar evidências para sustentar a alegação. Há registros de que grupos alinhados ao presidente apresentaram mais de 60 ações judiciais contestando a derrota de 2020, sem sucesso até o momento.

No âmbito administrativo, surgiram outras questões eleitorais: na Califórnia, o Departamento de Justiça tentou anular votos enviados por correio de cerca de 20 mil eleitores que não seriam cidadãos norte-americanos. No Alasca, o departamento intensificou investigação para apurar se um candidato ao Senado entrou na disputa com o mesmo nome de outro concorrente com o objetivo de confundir eleitores.

As urnas desta terça (3) vão mostrar como ficará o equilíbrio de forças entre Executivo e Legislativo nos Estados Unidos e quais limitações ou avanços serão possíveis na agenda do presidente nos próximos dois anos.

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