Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Sábado, 4 de julho de 2026
Pular para o conteúdo

Entenda o processo de independência dos Estados Unidos da América

Blog

Entenda o processo de independência dos Estados Unidos da América

Entenda o processo de independência dos Estados Unidos e suas repercussões históricas.

04/07/2026 · 17h48
Entenda o processo de independência dos Estados Unidos da América

Publicidade

Celebrado anualmente em 4 de julho, o Dia da Independência marca o surgimento dos Estados Unidos como uma nação soberana. Durante os séculos XVII e XVIII, o território americano era composto por 13 colônias sob o domínio britânico:

Publicidade

Publicidade

Connecticut, Delaware, Geórgia, Maryland, Massachusetts, New Hampshire, New Jersey, New York, North Carolina, Pennsylvania, Rhode Island, South Carolina e Virginia.

Apesar das diferenças econômicas, essas colônias gozavam de uma relativa autonomia administrativa até meados do século XVIII. No entanto, essa situação mudou a partir de 1763, quando a Inglaterra decidiu aumentar a arrecadação nas colônias americanas. Segundo o pesquisador Leonardo Paz, do Núcleo de Prospecção e Inteligência Internacional da FGV, essa mudança foi uma resposta aos custos acumulados pela Coroa britânica devido a conflitos militares contínuos.

“Dados os custos dos conflitos e das guerras que a Inglaterra estava enfrentando na época, eles ‘pesaram a mão’ do ponto de vista das taxas impostas às colônias americanas. Então, tudo começa com essa lógica de taxas e falta de representação das colônias lá em Westminster, no parlamento britânico em Londres”, explicou.

Para aumentar a arrecadação, a Coroa britânica aprovou medidas que restringiam a autonomia das colônias e aumentavam a carga tributária. Entre essas medidas estavam a Lei do Açúcar, que elevava impostos sobre produtos como açúcar e vinho; a Lei da Moeda, que proibia a emissão de papel-moeda nas colônias; e a Lei do Selo, que criava uma taxa sobre documentos oficiais.

Essas medidas provocaram uma forte reação entre os colonos, que passaram a contestar a cobrança de tributos sem representação no Parlamento britânico. Um dos episódios mais emblemáticos ocorreu em 1773, quando manifestantes lançaram ao mar carregamentos de chá da Companhia das Índias Orientais, no evento conhecido como Festa do Chá de Boston.

De acordo com Paz, a repressão violenta das tropas britânicas aos colonos consolidou o movimento separatista. “A independência acaba ganhando corpo na medida em que há o sentimento de união das pessoas, dos americanos, agora reprimidos por alguém. Esse alguém é o outro, o inglês”, disse.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Após os protestos, a Inglaterra endureceu sua política com as colônias, adotando as chamadas Leis Intoleráveis, que incluíam o fechamento do porto de Boston, a suspensão de reuniões políticas, a ocupação militar de Massachusetts e a obrigatoriedade de os colonos hospedarem soldados britânicos.

A escalada da tensão levou à realização do Primeiro Congresso Continental em Filadélfia, em 1774, onde representantes de quase todas as colônias ainda buscavam negociar com o rei britânico e reivindicavam a revogação das medidas punitivas. Sem acordo, os confrontos armados começaram, e em 1776, o 2º Congresso Continental aprovou a Declaração de Independência, redigida principalmente por Thomas Jefferson, e publicada em 4 de julho de 1776.

A Inglaterra, no entanto, não reconheceu essa decisão e deu início à Guerra de Independência, que se estendeu de 1776 a 1783. Embora os futuros Estados Unidos tenham organizado um exército próprio, liderado por George Washington, a ajuda internacional foi crucial para a vitória.

Publicidade

Leonardo Paz explica que o apoio da França e da Espanha estava inserido na disputa entre as grandes potências europeias pela hegemonia internacional, com ambas tentando enfraquecer a Inglaterra.

A participação francesa foi especialmente importante na campanha que culminou na Batalha de Yorktown, em 1781, considerada decisiva para a derrota britânica. Em 1783, o Tratado de Paris reconheceu oficialmente a independência dos Estados Unidos.

Para o pesquisador, a independência norte-americana serviu como modelo para outros países do continente. “Não é surpresa que, na América Latina, só tenha repúblicas presidencialistas. Não tem um país parlamentarista na região e isso tem muita influência do modelo americano”, conclui Paz.

O 4 de julho é um dos pilares da identidade nacional dos EUA e reforça a ideia do país como referência política e institucional, visto que “eles realmente se veem como referência, como um farol para o mundo em termos de valores, de modelo, de governança”, afirma.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
4 min de leitura

Publicidade

Celebrado anualmente em 4 de julho, o Dia da Independência marca o surgimento dos Estados Unidos como uma nação soberana. Durante os séculos XVII e XVIII, o território americano era composto por 13 colônias sob o domínio britânico:

Connecticut, Delaware, Geórgia, Maryland, Massachusetts, New Hampshire, New Jersey, New York, North Carolina, Pennsylvania, Rhode Island, South Carolina e Virginia.

Apesar das diferenças econômicas, essas colônias gozavam de uma relativa autonomia administrativa até meados do século XVIII. No entanto, essa situação mudou a partir de 1763, quando a Inglaterra decidiu aumentar a arrecadação nas colônias americanas. Segundo o pesquisador Leonardo Paz, do Núcleo de Prospecção e Inteligência Internacional da FGV, essa mudança foi uma resposta aos custos acumulados pela Coroa britânica devido a conflitos militares contínuos.

“Dados os custos dos conflitos e das guerras que a Inglaterra estava enfrentando na época, eles ‘pesaram a mão’ do ponto de vista das taxas impostas às colônias americanas. Então, tudo começa com essa lógica de taxas e falta de representação das colônias lá em Westminster, no parlamento britânico em Londres”, explicou.

Para aumentar a arrecadação, a Coroa britânica aprovou medidas que restringiam a autonomia das colônias e aumentavam a carga tributária. Entre essas medidas estavam a Lei do Açúcar, que elevava impostos sobre produtos como açúcar e vinho; a Lei da Moeda, que proibia a emissão de papel-moeda nas colônias; e a Lei do Selo, que criava uma taxa sobre documentos oficiais.

Essas medidas provocaram uma forte reação entre os colonos, que passaram a contestar a cobrança de tributos sem representação no Parlamento britânico. Um dos episódios mais emblemáticos ocorreu em 1773, quando manifestantes lançaram ao mar carregamentos de chá da Companhia das Índias Orientais, no evento conhecido como Festa do Chá de Boston.

De acordo com Paz, a repressão violenta das tropas britânicas aos colonos consolidou o movimento separatista. “A independência acaba ganhando corpo na medida em que há o sentimento de união das pessoas, dos americanos, agora reprimidos por alguém. Esse alguém é o outro, o inglês”, disse.

Após os protestos, a Inglaterra endureceu sua política com as colônias, adotando as chamadas Leis Intoleráveis, que incluíam o fechamento do porto de Boston, a suspensão de reuniões políticas, a ocupação militar de Massachusetts e a obrigatoriedade de os colonos hospedarem soldados britânicos.

A escalada da tensão levou à realização do Primeiro Congresso Continental em Filadélfia, em 1774, onde representantes de quase todas as colônias ainda buscavam negociar com o rei britânico e reivindicavam a revogação das medidas punitivas. Sem acordo, os confrontos armados começaram, e em 1776, o 2º Congresso Continental aprovou a Declaração de Independência, redigida principalmente por Thomas Jefferson, e publicada em 4 de julho de 1776.

A Inglaterra, no entanto, não reconheceu essa decisão e deu início à Guerra de Independência, que se estendeu de 1776 a 1783. Embora os futuros Estados Unidos tenham organizado um exército próprio, liderado por George Washington, a ajuda internacional foi crucial para a vitória.

Leonardo Paz explica que o apoio da França e da Espanha estava inserido na disputa entre as grandes potências europeias pela hegemonia internacional, com ambas tentando enfraquecer a Inglaterra.

A participação francesa foi especialmente importante na campanha que culminou na Batalha de Yorktown, em 1781, considerada decisiva para a derrota britânica. Em 1783, o Tratado de Paris reconheceu oficialmente a independência dos Estados Unidos.

Para o pesquisador, a independência norte-americana serviu como modelo para outros países do continente. “Não é surpresa que, na América Latina, só tenha repúblicas presidencialistas. Não tem um país parlamentarista na região e isso tem muita influência do modelo americano”, conclui Paz.

O 4 de julho é um dos pilares da identidade nacional dos EUA e reforça a ideia do país como referência política e institucional, visto que “eles realmente se veem como referência, como um farol para o mundo em termos de valores, de modelo, de governança”, afirma.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA