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Aracaju, Segunda-feira, 29 de junho de 2026
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Entenda os juros bancários: um guia prático com exemplos e dicas

Economia

Entenda os juros bancários: um guia prático com exemplos e dicas

Entenda como funcionam os juros bancários e dicas para compará-los ao contratar serviços.

29/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h19
Entenda os juros bancários: um guia prático com exemplos e dicas

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Os juros cobrados pelos bancos e instituições financeiras são fundamentais para diversos serviços financeiros, especialmente em relação ao crédito e investimento. Esses juros determinam rendimentos e taxas, sendo crucial entender este glossário básico para facilitar a negociação e a contratação de financiamentos, além de aplicações financeiras.

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A educação financeira é essencial não apenas para o planejamento das finanças pessoais, mas também para a construção e manutenção de patrimônio. Myrian Lund, professora de MBAs da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e especialista em finanças, explica que a definição dos juros começa pelo juro base da economia, que no Brasil é a Selic.

“A Selic é a base porque a instituição financeira capta dinheiro com essa taxa e, a partir daí, acrescenta imposto, custo operacional, risco de inadimplência e o lucro, gerando a taxa de juros”, afirma Lund.

Ela ainda ressalta que a ausência de garantias, como no caso do cheque especial e do cartão de crédito, resulta em juros mais altos devido ao maior spread bancário. Essa diferença é importante para compreender as variações entre um empréstimo pessoal e um financiamento imobiliário, por exemplo.

Na hora de comparar juros para empréstimos ou financiamentos, a professora da FGV oferece dicas valiosas. O primeiro passo é verificar as tarifas cobradas no mercado financeiro para o produto desejado. Myrian sugere o Banco Central como fonte de informações úteis e atualizadas:

  • Acesse o site do Banco Central;
  • No campo de busca, procure por taxa de juros;
  • Clique no primeiro item intitulado “Taxas de juros”;
  • Selecione o tipo de serviço para visualizar as taxas específicas.

Assim, é possível ter acesso às médias das taxas cobradas em serviços como cartão de crédito, cheque especial, crédito consignado e financiamento imobiliário. É importante destacar que essas taxas são médias, variando de acordo com a capacidade de pagamento de cada pessoa.

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“Isso aqui é uma média, tanto de quem é de alta renda quanto de baixa renda. E a diferença é que alta renda tem investimento, o que acaba deixando o crédito mais barato”, explica Lund.

Após reunir essas informações, o próximo passo é comparar as taxas oferecidas pelas instituições financeiras e, se necessário, negociar condições mais favoráveis.

Além da taxa de juros, a especialista destaca que é fundamental que a prestação caiba no orçamento. É preciso ter cuidado, especialmente ao contrair empréstimos para quitar outras dívidas. “Mesmo com uma taxa baixa, você pode ficar encalacrado. E aí como vai pagar as suas contas?”, alerta.

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Por fim, Lund recomenda que o ideal é contrair apenas a quantia necessária e pelo menor prazo possível, visando eliminar a dívida rapidamente.

Utilizar serviços financeiros requer familiaridade com um vocabulário específico. A compreensão de termos como taxa de juros é fundamental para o planejamento financeiro. A taxa de juros representa o preço cobrado pelo uso do dinheiro ao longo do tempo, sendo identificada como um percentual nos contratos. No caso de um financiamento, o valor extra pago é referente aos juros.

Por exemplo, ao solicitar R$ 1.000 como empréstimo a uma instituição financeira com uma taxa de 10% ao mês, no próximo mês, o total a ser pago será R$ 1.100, sendo R$ 100 referentes aos juros.

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Os juros cobrados pelos bancos e instituições financeiras são fundamentais para diversos serviços financeiros, especialmente em relação ao crédito e investimento. Esses juros determinam rendimentos e taxas, sendo crucial entender este glossário básico para facilitar a negociação e a contratação de financiamentos, além de aplicações financeiras.

A educação financeira é essencial não apenas para o planejamento das finanças pessoais, mas também para a construção e manutenção de patrimônio. Myrian Lund, professora de MBAs da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e especialista em finanças, explica que a definição dos juros começa pelo juro base da economia, que no Brasil é a Selic.

“A Selic é a base porque a instituição financeira capta dinheiro com essa taxa e, a partir daí, acrescenta imposto, custo operacional, risco de inadimplência e o lucro, gerando a taxa de juros”, afirma Lund.

Ela ainda ressalta que a ausência de garantias, como no caso do cheque especial e do cartão de crédito, resulta em juros mais altos devido ao maior spread bancário. Essa diferença é importante para compreender as variações entre um empréstimo pessoal e um financiamento imobiliário, por exemplo.

Na hora de comparar juros para empréstimos ou financiamentos, a professora da FGV oferece dicas valiosas. O primeiro passo é verificar as tarifas cobradas no mercado financeiro para o produto desejado. Myrian sugere o Banco Central como fonte de informações úteis e atualizadas:

  • Acesse o site do Banco Central;
  • No campo de busca, procure por taxa de juros;
  • Clique no primeiro item intitulado “Taxas de juros”;
  • Selecione o tipo de serviço para visualizar as taxas específicas.

Assim, é possível ter acesso às médias das taxas cobradas em serviços como cartão de crédito, cheque especial, crédito consignado e financiamento imobiliário. É importante destacar que essas taxas são médias, variando de acordo com a capacidade de pagamento de cada pessoa.

“Isso aqui é uma média, tanto de quem é de alta renda quanto de baixa renda. E a diferença é que alta renda tem investimento, o que acaba deixando o crédito mais barato”, explica Lund.

Após reunir essas informações, o próximo passo é comparar as taxas oferecidas pelas instituições financeiras e, se necessário, negociar condições mais favoráveis.

Além da taxa de juros, a especialista destaca que é fundamental que a prestação caiba no orçamento. É preciso ter cuidado, especialmente ao contrair empréstimos para quitar outras dívidas. “Mesmo com uma taxa baixa, você pode ficar encalacrado. E aí como vai pagar as suas contas?”, alerta.

Por fim, Lund recomenda que o ideal é contrair apenas a quantia necessária e pelo menor prazo possível, visando eliminar a dívida rapidamente.

Utilizar serviços financeiros requer familiaridade com um vocabulário específico. A compreensão de termos como taxa de juros é fundamental para o planejamento financeiro. A taxa de juros representa o preço cobrado pelo uso do dinheiro ao longo do tempo, sendo identificada como um percentual nos contratos. No caso de um financiamento, o valor extra pago é referente aos juros.

Por exemplo, ao solicitar R$ 1.000 como empréstimo a uma instituição financeira com uma taxa de 10% ao mês, no próximo mês, o total a ser pago será R$ 1.100, sendo R$ 100 referentes aos juros.

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