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Aracaju, Quinta-feira, 16 de julho de 2026
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Escapulários e infância: um pedaço da minha história

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Escapulários e infância: um pedaço da minha história

Nos dias que antecedem a comemoração do dia de Nossa Senhora do Carmo, lembrei-me da época em que vendia escapulários aos arredores da Paróquia de Santo Antônio e Almas em Itabaiana

16/07/2026 · 20h08
Escapulários e infância: um pedaço da minha história

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Em 16 de julho, é comemorado o dia de Nossa Senhora do Carmo, a Santa do escapulário. Essa denominação surgiu em 1251, ano em que a Virgem Maria apareceu a São Simão Stock e lhe entregou um escapulário, de acordo com o Vaticano. No escapulário, vêm duas imagens, sendo uma de Nossa Senhora e a outra do Sagrado Coração de Jesus Cristo. As duas imagens são unidas por um cordão e são utilizadas em volta do pescoço, de forma a envolver integralmente os ombros de quem faz o seu uso. Na religião cristã, o escapulário é considerado sagrado e com extremo poder de proteção.

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Nos dias que antecedem a comemoração do dia de Nossa Senhora do Carmo, lembrei-me da época em que vendia escapulários aos arredores da Paróquia de Santo Antônio e Almas em Itabaiana, especificamente na calçada da Praça Fausto Cardoso, já que o padre não permitia que fosse vendido dentro da igreja. Foi no início da década de 70, eu tinha uns 9 ou 10 anos e com a permissão de meus pais, eu pegava os escapulários com o empresário Arrojado, que tinha uma loja situada na esquina da Rua Barão do Rio Branco com a Rua 13 de Maio, onde hoje fica a Sorveteria Kiola.

Eu vendia junto com meu irmão Antônio, cada um ficava com duas bolsas, uma de escapulário de pano, que era mais barato, e na outra o de plástico, que era mais caro. No dia de Nossa Senhora do Carmo, tinha 3 missas, das 6, 9 e 16 horas. As pessoas compravam o escapulário e o levavam à missa, onde era abençoado pelo sacerdote. Algumas pessoas compravam vários escapulários, acredito que era para dar aos familiares que não podiam ir à missa. Por eu ser menor e mais novo que meu irmão na época, conseguia vender mais escapulários que ele. Ao final da tarde, íamos até a loja do Arrojado prestar as contas e receber pelos escapulários vendidos.

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Posteriormente, o Arrojado parou de fornecer os escapulários e passamos a vender para Paulo Barnabé, que tinha um familiar que morava em outro estado e mandava para ele. Inclusive, Paulo também vendia os escapulários, mas como ele era adulto, as pessoas preferiam comprar de mim e de meu irmão. Alguns anos depois nós paramos de vender os escapulários.

Em 2001, com a inauguração da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo em Itabaiana, sob a administração dos frades carmelitas, a festa de Nossa Senhora do Carmo passou a ser realizada lá, com uma vasta programação para comemorar o dia da Padroeira. A paróquia fica situada na Praça Frei Fidélis, no Bairro São Cristóvão. Atualmente, no período da festa, a paróquia distribui escapulários aos fiéis.

Que Nossa Senhora do Carmo continue a nos proteger e aos nossos familiares hoje e sempre, amém!

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Por Professor José Costa

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Em 16 de julho, é comemorado o dia de Nossa Senhora do Carmo, a Santa do escapulário. Essa denominação surgiu em 1251, ano em que a Virgem Maria apareceu a São Simão Stock e lhe entregou um escapulário, de acordo com o Vaticano. No escapulário, vêm duas imagens, sendo uma de Nossa Senhora e a outra do Sagrado Coração de Jesus Cristo. As duas imagens são unidas por um cordão e são utilizadas em volta do pescoço, de forma a envolver integralmente os ombros de quem faz o seu uso. Na religião cristã, o escapulário é considerado sagrado e com extremo poder de proteção.

Nos dias que antecedem a comemoração do dia de Nossa Senhora do Carmo, lembrei-me da época em que vendia escapulários aos arredores da Paróquia de Santo Antônio e Almas em Itabaiana, especificamente na calçada da Praça Fausto Cardoso, já que o padre não permitia que fosse vendido dentro da igreja. Foi no início da década de 70, eu tinha uns 9 ou 10 anos e com a permissão de meus pais, eu pegava os escapulários com o empresário Arrojado, que tinha uma loja situada na esquina da Rua Barão do Rio Branco com a Rua 13 de Maio, onde hoje fica a Sorveteria Kiola.

Eu vendia junto com meu irmão Antônio, cada um ficava com duas bolsas, uma de escapulário de pano, que era mais barato, e na outra o de plástico, que era mais caro. No dia de Nossa Senhora do Carmo, tinha 3 missas, das 6, 9 e 16 horas. As pessoas compravam o escapulário e o levavam à missa, onde era abençoado pelo sacerdote. Algumas pessoas compravam vários escapulários, acredito que era para dar aos familiares que não podiam ir à missa. Por eu ser menor e mais novo que meu irmão na época, conseguia vender mais escapulários que ele. Ao final da tarde, íamos até a loja do Arrojado prestar as contas e receber pelos escapulários vendidos.

Posteriormente, o Arrojado parou de fornecer os escapulários e passamos a vender para Paulo Barnabé, que tinha um familiar que morava em outro estado e mandava para ele. Inclusive, Paulo também vendia os escapulários, mas como ele era adulto, as pessoas preferiam comprar de mim e de meu irmão. Alguns anos depois nós paramos de vender os escapulários.

Em 2001, com a inauguração da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo em Itabaiana, sob a administração dos frades carmelitas, a festa de Nossa Senhora do Carmo passou a ser realizada lá, com uma vasta programação para comemorar o dia da Padroeira. A paróquia fica situada na Praça Frei Fidélis, no Bairro São Cristóvão. Atualmente, no período da festa, a paróquia distribui escapulários aos fiéis.

Que Nossa Senhora do Carmo continue a nos proteger e aos nossos familiares hoje e sempre, amém!

Por Professor José Costa

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Sobre o autor José Costa

osé costa, itabaianense, professor, escritor, blogueiro. Nasceu em 07 de julho de 1961, filho de Josias Costa e Maria da Graça Costa, estudou o primário no Grupo Escolar Guilhermino Bezerra, o ensino…

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