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Aracaju, Quarta-feira, 10 de junho de 2026
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Estamos correndo para chegar onde?

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Estamos correndo para chegar onde?

Publicidade Hoje, durante um treinamento no trabalho, o gerente de marketing fez uma pergunta: Publicidade -Quem aqui não tem ansiedade? Levanta a mão. Leia também CAPIAL DO CAMINHÃO EM FESTA E eu levantei. Sozinha.Por alguns segundos, me senti uma atração turística. Mas aquilo ficou martelando na minha cabeça. Vivemos em uma época em que a […]

10/06/2026 · 17h30
Estamos correndo para chegar onde?

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Hoje, durante um treinamento no trabalho, o gerente de marketing fez uma pergunta:

-Quem aqui não tem ansiedade? Levanta a mão.

E eu levantei. Sozinha.
Por alguns segundos, me senti uma atração turística. Mas aquilo ficou martelando na minha cabeça.

Vivemos em uma época em que a ansiedade virou quase um sobrenome. E talvez exista uma razão para isso.

Esses dias ouvi a história de um pescador que voltava do mar com a rede cheia de peixes, suficiente para alimentar sua família e ainda dividir com os vizinhos.
Um empresário que estava passando férias na região, observou a cena e perguntou quanto tempo demorou para pescar aquela quantidade.
O pescador respondeu: -Não muito tempo.

O empresário logo em seguida disse: -Se você trabalhasse mais horas, poderia pegar mais peixes, vendê-los, comprar até um barco maior, escalonar o negócio, contratar até pessoas para trabalhar para você.

O pescador ouvindo atentamente respondeu: -E depois disso?
O empresário: -Depois disso você pode ficar rico, vender a sua empresa e aposentar.
O pescador mais uma vez: -E depois disso?
O empresário: -Depois disso você pode morar perto da praia, passar mais tempo com a sua família, encontrar os amigos, pescar por prazer e aproveitar a vida.

O pescador sorriu e disse: -Mas isso é exatamente o que eu já faço.

A história termina aí, mas a reflexão não! Porque nós fomos ensinados a acreditar que o melhor estar sempre por vir. Vivemos na espera dos “quandos”. Quando eu for rico; Quando eu souber dançar; Quando eu trocar de carro; Quando eu tiver mais tempo…

Claro que sonhar é importante e ter metas também. Mas não podemos viver em função de um futuro e viver refém dele.
E se daqui a uma hora você perdesse os movimentos do seu corpo? O que realmente teria importância nessa correria toda?

Precisamos celebrar mais os peixes que já estão na rede. Agradecer mais pelo que já existe. Porque o futuro é uma promessa e o Agora é um presente.

No fim das contas, nunca foi sobre pescar mais.

Obs: Acho melhor meu chefe não ler as coisas que ando escrevendo kkkkk.

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Hoje, durante um treinamento no trabalho, o gerente de marketing fez uma pergunta:

-Quem aqui não tem ansiedade? Levanta a mão.

E eu levantei. Sozinha.
Por alguns segundos, me senti uma atração turística. Mas aquilo ficou martelando na minha cabeça.

Vivemos em uma época em que a ansiedade virou quase um sobrenome. E talvez exista uma razão para isso.

Esses dias ouvi a história de um pescador que voltava do mar com a rede cheia de peixes, suficiente para alimentar sua família e ainda dividir com os vizinhos.
Um empresário que estava passando férias na região, observou a cena e perguntou quanto tempo demorou para pescar aquela quantidade.
O pescador respondeu: -Não muito tempo.

O empresário logo em seguida disse: -Se você trabalhasse mais horas, poderia pegar mais peixes, vendê-los, comprar até um barco maior, escalonar o negócio, contratar até pessoas para trabalhar para você.

O pescador ouvindo atentamente respondeu: -E depois disso?
O empresário: -Depois disso você pode ficar rico, vender a sua empresa e aposentar.
O pescador mais uma vez: -E depois disso?
O empresário: -Depois disso você pode morar perto da praia, passar mais tempo com a sua família, encontrar os amigos, pescar por prazer e aproveitar a vida.

O pescador sorriu e disse: -Mas isso é exatamente o que eu já faço.

A história termina aí, mas a reflexão não! Porque nós fomos ensinados a acreditar que o melhor estar sempre por vir. Vivemos na espera dos “quandos”. Quando eu for rico; Quando eu souber dançar; Quando eu trocar de carro; Quando eu tiver mais tempo…

Claro que sonhar é importante e ter metas também. Mas não podemos viver em função de um futuro e viver refém dele.
E se daqui a uma hora você perdesse os movimentos do seu corpo? O que realmente teria importância nessa correria toda?

Precisamos celebrar mais os peixes que já estão na rede. Agradecer mais pelo que já existe. Porque o futuro é uma promessa e o Agora é um presente.

No fim das contas, nunca foi sobre pescar mais.

Obs: Acho melhor meu chefe não ler as coisas que ando escrevendo kkkkk.

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