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Estreito de Ormuz: Estrategicamente importante na tensão entre EUA e Irã

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Estreito de Ormuz: Estrategicamente importante na tensão entre EUA e Irã

Tensão entre EUA e Irã aumenta com declarações de Trump e planos de ataque.

12/07/2026 · 12h17
Estreito de Ormuz: Estrategicamente importante na tensão entre EUA e Irã

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Na madrugada do dia 11 de julho de 2026, o ex-presidente Donald Trump afirmou que ordenou às Forças Armadas dos Estados Unidos que estivessem preparadas para um possível ataque ao Irã, caso o governo iraniano tentasse assassiná-lo. Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump declarou que mil mísseis estão prontos para lançamento e direcionados ao Irã, caso Teerã cumpra com a ameaça de ataque.

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Fontes informaram que Israel compartilhou com Washington informações de inteligência que indicam que o Irã teria elaborado um novo plano para eliminar Trump. Contudo, outras autoridades norte-americanas sugeriram que essas informações poderiam ser uma estratégia de Israel para influenciar a decisão de Trump sobre uma possível intensificação das ações militares contra o Irã.

Poucas horas após as declarações de Trump, o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, prometeu vingança pelo assassinato de seu pai, o Ayatollah Ali Khamenei, que foi morto em ataques dos Estados Unidos e de Israel no início do conflito no Oriente Médio. O pronunciamento foi veiculado pela mídia estatal iraniana.

Em meio a essas tensões, Alexandre Coelho, professor de Relações Internacionais da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, avaliou que o programa nuclear do Irã pode ser discutido nas tratativas entre os dois países. Segundo ele, o Irã sempre afirmou que não tem intenção de produzir armas nucleares, destacando que seu programa é voltado apenas para fins pacíficos. “É possível discutir sim, até porque essa questão nuclear sempre foi colocada para o Irã não como um problema, mas sim como uma questão em que ele, Irã, sempre declarou que não vai produzir armas nucleares e que a questão nuclear é apenas para fins pacíficos”, afirmou Coelho.

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Coelho lembrou que, durante a liderança de Ali Khamenei, foi estabelecida uma diretriz religiosa que proíbe a produção de armas nucleares. Assim, o enriquecimento de urânio é justificado para fins pacíficos, como a geração de energia. As principais questões em negociação envolvem prazos para o enriquecimento de urânio, o destino do urânio já enriquecido e os mecanismos de controle internacional sobre essa produção.

Segundo o especialista, o verdadeiro ponto de tensão no conflito reside no controle do Estreito de Ormuz, que é responsável por cerca de 20% de toda a produção de petróleo mundial. “O grande ponto agora, de fato, é o controle do Estreito de Hormuz. Esse sim está sendo o ponto nevrálgico”, destacou Coelho. Ele argumentou que o Irã reconheceu, desde o início do conflito, que controlar o estreito lhe confere um poder de barganha e até financeiro muito superior ao que a questão nuclear poderia oferecer.

O impasse surge porque os Estados Unidos acreditam que navios e petroleiros devem transitar pelo estreito sem qualquer cobrança ou bloqueio por parte do Irã. Por outro lado, o Irã considera que tem o direito de administrar e cobrar pedágio, especialmente porque acredita que os petroleiros devem navegar pelas águas territoriais iranianas. “O Irã entende que os petroleiros, para passarem lá, devem obter, em primeiro lugar, permissão do Irã”, explicou Coelho, enfatizando que essa divergência tem motivado os recentes ataques.

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Coelho ainda avaliou que Trump pode ter subestimado a capacidade de resistência do Irã, fazendo comparações inadequadas com a situação na Venezuela. “A questão venezuelana e a captura do Maduro é uma realidade totalmente diferente em relação ao Irã”, comentou, apontando as vantagens geográficas do Irã no contexto do Estreito de Ormuz. O especialista também mencionou a interferência de Netanyahu para influenciar Trump a entrar no conflito, mas sem um objetivo claro para os EUA.

Com as eleições de meio de mandato se aproximando, um potencial conflito terrestre, que poderia resultar em mortes de soldados americanos e altos custos, poderia prejudicar a imagem política de Trump. Além disso, com a morte de Ali Khamenei, a Guarda Revolucionária agora exerce maior influência nas decisões políticas do Irã, adotando uma postura mais voltada para a imposição do que para a negociação. “Os Estados Unidos hoje se colocam numa posição de desvantagem estratégica”, concluiu Coelho.

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Na madrugada do dia 11 de julho de 2026, o ex-presidente Donald Trump afirmou que ordenou às Forças Armadas dos Estados Unidos que estivessem preparadas para um possível ataque ao Irã, caso o governo iraniano tentasse assassiná-lo. Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump declarou que mil mísseis estão prontos para lançamento e direcionados ao Irã, caso Teerã cumpra com a ameaça de ataque.

Fontes informaram que Israel compartilhou com Washington informações de inteligência que indicam que o Irã teria elaborado um novo plano para eliminar Trump. Contudo, outras autoridades norte-americanas sugeriram que essas informações poderiam ser uma estratégia de Israel para influenciar a decisão de Trump sobre uma possível intensificação das ações militares contra o Irã.

Poucas horas após as declarações de Trump, o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, prometeu vingança pelo assassinato de seu pai, o Ayatollah Ali Khamenei, que foi morto em ataques dos Estados Unidos e de Israel no início do conflito no Oriente Médio. O pronunciamento foi veiculado pela mídia estatal iraniana.

Em meio a essas tensões, Alexandre Coelho, professor de Relações Internacionais da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, avaliou que o programa nuclear do Irã pode ser discutido nas tratativas entre os dois países. Segundo ele, o Irã sempre afirmou que não tem intenção de produzir armas nucleares, destacando que seu programa é voltado apenas para fins pacíficos. “É possível discutir sim, até porque essa questão nuclear sempre foi colocada para o Irã não como um problema, mas sim como uma questão em que ele, Irã, sempre declarou que não vai produzir armas nucleares e que a questão nuclear é apenas para fins pacíficos”, afirmou Coelho.

Coelho lembrou que, durante a liderança de Ali Khamenei, foi estabelecida uma diretriz religiosa que proíbe a produção de armas nucleares. Assim, o enriquecimento de urânio é justificado para fins pacíficos, como a geração de energia. As principais questões em negociação envolvem prazos para o enriquecimento de urânio, o destino do urânio já enriquecido e os mecanismos de controle internacional sobre essa produção.

Segundo o especialista, o verdadeiro ponto de tensão no conflito reside no controle do Estreito de Ormuz, que é responsável por cerca de 20% de toda a produção de petróleo mundial. “O grande ponto agora, de fato, é o controle do Estreito de Hormuz. Esse sim está sendo o ponto nevrálgico”, destacou Coelho. Ele argumentou que o Irã reconheceu, desde o início do conflito, que controlar o estreito lhe confere um poder de barganha e até financeiro muito superior ao que a questão nuclear poderia oferecer.

O impasse surge porque os Estados Unidos acreditam que navios e petroleiros devem transitar pelo estreito sem qualquer cobrança ou bloqueio por parte do Irã. Por outro lado, o Irã considera que tem o direito de administrar e cobrar pedágio, especialmente porque acredita que os petroleiros devem navegar pelas águas territoriais iranianas. “O Irã entende que os petroleiros, para passarem lá, devem obter, em primeiro lugar, permissão do Irã”, explicou Coelho, enfatizando que essa divergência tem motivado os recentes ataques.

Coelho ainda avaliou que Trump pode ter subestimado a capacidade de resistência do Irã, fazendo comparações inadequadas com a situação na Venezuela. “A questão venezuelana e a captura do Maduro é uma realidade totalmente diferente em relação ao Irã”, comentou, apontando as vantagens geográficas do Irã no contexto do Estreito de Ormuz. O especialista também mencionou a interferência de Netanyahu para influenciar Trump a entrar no conflito, mas sem um objetivo claro para os EUA.

Com as eleições de meio de mandato se aproximando, um potencial conflito terrestre, que poderia resultar em mortes de soldados americanos e altos custos, poderia prejudicar a imagem política de Trump. Além disso, com a morte de Ali Khamenei, a Guarda Revolucionária agora exerce maior influência nas decisões políticas do Irã, adotando uma postura mais voltada para a imposição do que para a negociação. “Os Estados Unidos hoje se colocam numa posição de desvantagem estratégica”, concluiu Coelho.

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