Alunos da Escola Primária Mahayahay vivenciaram momentos de pânico quando o telhado cedeu; tremor na região de Mindanao já deixou ao menos 19 mortos e provocou alertas de tsunami.
Um forte terremoto de magnitude 7,8 atingiu a região de Mindanao, no sul das Filipinas, na manhã desta segunda-feira, 8 de junho. O abalo sísmico causou o desabamento do telhado de uma escola primária e gerou pânico generalizado na população, deixando um rastro de destruição que já contabiliza mais de uma dúzia de mortes em todo o arquipélago.
Imagens registradas no interior da Escola Primária Mahayahay, localizada na cidade de Digos, flagraram o momento em que os alunos foram sacudidos violentamente pelo tremor antes de a estrutura do telhado ceder completamente. Nos registros, é possível ouvir os gritos de crianças aterrorizadas que tentavam se proteger em grupos enquanto o solo tremia. Funcionários do colégio agiram rapidamente para acalmar os estudantes e realizar a evacuação segura do prédio. Apesar do susto e dos danos estruturais, não foram reportados mortos ou feridos especificamente no perímetro da escola.
A agência de notícias Reuters realizou a checagem das imagens e confirmou a autenticidade da localização cruzando detalhes arquitetônicos — como escadas, reservatório de água e a planta do colégio — com arquivos de satélite. A data do incidente também foi validada pelas autoridades locais filipinas.
Alertas de tsunami e mobilização do governo
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o terremoto ocorreu por volta das 7h37 (horário local), a uma profundidade estimada em 35 quilômetros, sendo classificado pelos técnicos como um tremor “notável”.
Diante do forte impacto na costa sul da ilha, alertas de tsunami foram emitidos imediatamente para as Filipinas, para a vizinha Indonésia e também pelo Sistema de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos. Moradores que residem em áreas litorâneas receberam orientações expressas de evacuação para se deslocarem com urgência em direção a pontos geograficamente mais altos.
O presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., determinou a mobilização imediata de múltiplas agências governamentais para dar suporte logístico às ações de socorro, resgate de moradores ilhados e início dos trabalhos de recuperação das áreas afetadas.
Vítimas fatais e o histórico geológico na região
Até o momento, o balanço oficial reportado pela agência Associated Press, com base nas declarações da porta-voz do Escritório de Defesa Civil, Junie Castillo, aponta que pelo menos 19 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas em decorrência dos desabamentos de prédios e outros incidentes causados pelo sismo. Entre as fatalidades confirmadas pelas autoridades de gestão de desastres, 13 mortes foram provocadas por um grande deslizamento de terra na província de Sarangani.
As Filipinas, a Indonésia e o Japão sofrem frequentemente com a instabilidade do solo por estarem geograficamente posicionados sobre o chamado Círculo de Fogo, um arco de falhas geológicas que circunda a Bacia do Pacífico altamente propenso a erupções vulcânicas e terremotos severos. No ano passado, o país enfrentou o terremoto mais mortal em mais de uma década, quando 74 pessoas perderam a vida na ilha central de Cebu.
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