Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Segunda-feira, 8 de junho de 2026
Pular para o conteúdo

Israel suspende ataques ao Irã a pedido de Trump, afirma autoridade israelense

Internacional

Israel suspende ataques ao Irã a pedido de Trump, afirma autoridade israelense

Teerã também anunciou interrupção de operações, mas ameaça retomar ofensivas caso ações no sul do Líbano continuem; líderes conversaram duas vezes em menos de 24 horas.

08/06/2026 · 10h38
Israel suspende ataques ao Irã a pedido de Trump, afirma autoridade israelense

Publicidade

Teerã também anunciou interrupção de operações, mas ameaça retomar ofensivas caso ações no sul do Líbano continuem; líderes conversaram duas vezes em menos de 24 horas.

Israel suspendeu temporariamente os ataques militares contra o Irã atendendo a um pedido direto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação foi revelada nesta segunda-feira, 8 de junho, por uma autoridade graduada do governo israelense à emissora local Channel 12.

Publicidade

Publicidade

Apesar do recuo estratégico em relação ao território iraniano, a fonte do governo de Israel alertou que os ataques no sul do Líbano continuarão com força total nos próximos dias. Além disso, o país garantiu que voltará a bombardear os subúrbios do sul de Beirute caso o Hezbollah mantenha os ataques contra localidades israelenses.

Em contrapartida, o Irã também confirmou a suspensão momentânea de suas operações militares contra Israel. Em comunicado divulgado pela agência de notícias Tasnim, o Exército iraniano declarou ter dado uma “resposta contundente” em apoio ao povo do Líbano, mas avisou que adotará medidas muito mais severas e repressivas caso as agressões e os atos hostis persistam, inclusive em solo libanês.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Bastidores diplomáticos: as ligações de Trump e Netanyahu

A decisão de frear a escalada militar ocorre após uma intensa movimentação diplomática entre Washington e Tel Aviv. Fontes confirmaram à CNN que Donald Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conversaram por telefone duas vezes em um intervalo de menos de 24 horas.

  • Primeiro contato (Domingo, 7): Trump instruiu expressamente o premiê israelense a adiar o lançamento de um ataque retaliatório planejado contra o Irã. O presidente americano busca abrir espaço nas negociações para costurar um acordo que ponha fim à guerra na região.
  • Segundo contato (Segunda, 8): Os líderes voltaram a se falar, embora os detalhes específicos deste último diálogo não tenham sido detalhados publicamente. Netanyahu tem se mantido em silêncio sobre a crise com Teerã.

Antes dos telefonemas, o tom de Trump com o aliado já havia subido. Em declarações ao jornal Financial Times, o líder norte-americano minimizou o impacto das hostilidades nas rodadas de negociação de seu governo e disparou que Netanyahu “não manda em tudo”. “Quem manda sou eu. Eu tomo todas as decisões. Ele (Netanyahu) não manda em nada”, enfatizou o presidente dos EUA.

Instalação petroquímica atingida e nova ameaça no Mar Vermelho

Apesar da ordem de suspensão, as forças armadas de Israel confirmaram nesta segunda-feira (8) que atingiram uma planta petroquímica no sudoeste do Irã, além de outros alvos militares, antes que o recuo fosse consolidado. O ataque ao complexo petroquímico de Mahshahr causou danos parciais à estrutura e quebrou o padrão de não agressão a instalações de energia que vinha sendo mantido desde o cessar-fogo de 8 de abril.

A situação na região ganhou mais um elemento de instabilidade com a entrada dos rebeldes Houthis do Iêmen no circuito. Alinhado a Teerã, o grupo reivindicou a autoria do primeiro ataque com mísseis disparado contra Israel desde o último cessar-fogo, forçando a ativação dos sistemas de defesa aérea israelenses. Em nota oficial, os Houthis prometeram bloquear a navegação marítima de Israel no Mar Vermelho e afirmaram considerar todos os movimentos inimigos como alvos militares legítimos.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
3 min de leitura

Publicidade

Teerã também anunciou interrupção de operações, mas ameaça retomar ofensivas caso ações no sul do Líbano continuem; líderes conversaram duas vezes em menos de 24 horas.

Israel suspendeu temporariamente os ataques militares contra o Irã atendendo a um pedido direto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação foi revelada nesta segunda-feira, 8 de junho, por uma autoridade graduada do governo israelense à emissora local Channel 12.

Apesar do recuo estratégico em relação ao território iraniano, a fonte do governo de Israel alertou que os ataques no sul do Líbano continuarão com força total nos próximos dias. Além disso, o país garantiu que voltará a bombardear os subúrbios do sul de Beirute caso o Hezbollah mantenha os ataques contra localidades israelenses.

Em contrapartida, o Irã também confirmou a suspensão momentânea de suas operações militares contra Israel. Em comunicado divulgado pela agência de notícias Tasnim, o Exército iraniano declarou ter dado uma “resposta contundente” em apoio ao povo do Líbano, mas avisou que adotará medidas muito mais severas e repressivas caso as agressões e os atos hostis persistam, inclusive em solo libanês.

Bastidores diplomáticos: as ligações de Trump e Netanyahu

A decisão de frear a escalada militar ocorre após uma intensa movimentação diplomática entre Washington e Tel Aviv. Fontes confirmaram à CNN que Donald Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conversaram por telefone duas vezes em um intervalo de menos de 24 horas.

  • Primeiro contato (Domingo, 7): Trump instruiu expressamente o premiê israelense a adiar o lançamento de um ataque retaliatório planejado contra o Irã. O presidente americano busca abrir espaço nas negociações para costurar um acordo que ponha fim à guerra na região.
  • Segundo contato (Segunda, 8): Os líderes voltaram a se falar, embora os detalhes específicos deste último diálogo não tenham sido detalhados publicamente. Netanyahu tem se mantido em silêncio sobre a crise com Teerã.

Antes dos telefonemas, o tom de Trump com o aliado já havia subido. Em declarações ao jornal Financial Times, o líder norte-americano minimizou o impacto das hostilidades nas rodadas de negociação de seu governo e disparou que Netanyahu “não manda em tudo”. “Quem manda sou eu. Eu tomo todas as decisões. Ele (Netanyahu) não manda em nada”, enfatizou o presidente dos EUA.

Instalação petroquímica atingida e nova ameaça no Mar Vermelho

Apesar da ordem de suspensão, as forças armadas de Israel confirmaram nesta segunda-feira (8) que atingiram uma planta petroquímica no sudoeste do Irã, além de outros alvos militares, antes que o recuo fosse consolidado. O ataque ao complexo petroquímico de Mahshahr causou danos parciais à estrutura e quebrou o padrão de não agressão a instalações de energia que vinha sendo mantido desde o cessar-fogo de 8 de abril.

A situação na região ganhou mais um elemento de instabilidade com a entrada dos rebeldes Houthis do Iêmen no circuito. Alinhado a Teerã, o grupo reivindicou a autoria do primeiro ataque com mísseis disparado contra Israel desde o último cessar-fogo, forçando a ativação dos sistemas de defesa aérea israelenses. Em nota oficial, os Houthis prometeram bloquear a navegação marítima de Israel no Mar Vermelho e afirmaram considerar todos os movimentos inimigos como alvos militares legítimos.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA