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Educação

Estudantes adotam IA nos estudos: saiba riscos e benefícios

Estudantes brasileiros usam IA para estudar, mas cuidado com dados pessoais e informações erradas.

25/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 18h21
Estudantes adotam IA nos estudos: saiba riscos e benefícios

A IA generativa virou rotina entre estudantes, auxiliando em dúvidas, resumos e revisão de redações. O advogado Fernando Manfrin alerta para o risco de aceitar informações sem checagem e de expor dados pessoais.

O uso de inteligência artificial generativa já se tornou parte do cotidiano de muitos estudantes brasileiros, que a utilizam para esclarecer dúvidas, resumir textos ou revisar redações. Contudo, essa facilidade de obter respostas rápidas trouxe também o risco de aceitar informações sem a devida verificação e de compartilhar dados pessoais com ferramentas desconhecidas.

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Fernando Manfrin, advogado especialista em compliance e proteção de dados, analisa os benefícios e riscos da utilização da IA como apoio pedagógico. Ele destaca que, apesar de a personalização ser um grande ganho, é importante ter limites no uso dessa tecnologia.

A IA é como um professor 24 horas, capaz de resumir textos densos, criar exercícios sob medida e simular provas. Diferentemente de uma sala de aula, no chat da inteligência artificial, o aluno pode se sentir mais confortável em perguntar quantas vezes for preciso, sem medo de julgamento.

Entre os erros mais comuns cometidos por estudantes que usam IA, Manfrin aponta o tratamento das respostas como verdades absolutas. Isso se deve ao fato de que uma resposta bem redigida não necessariamente significa que ela está correta, incluindo os erros conhecidos como alucinações, que a ferramenta pode apresentar com confiança.

Outro problema identificado é a tendência de “terceirizar o raciocínio”, onde os estudantes não tentam resolver as questões por conta própria. O terceiro erro, menos perceptível, é a inserção de dados pessoais, como nome e fotos, na ferramenta sem a consciência dos riscos envolvidos.

Desconfiar é sempre a melhor solução. O ideal é pedir a fonte da informação, verificar se ela é verídica e buscar pontos divergentes, o que também ajuda a estimular o raciocínio.

Manfrin recomenda que, ao utilizar IA, é essencial buscar a fonte original quando a ferramenta cita dados, números ou leis, observando a data das informações, pois muitos modelos de linguagem não atualizam automaticamente seus conhecimentos.

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A IA pode ser valiosa para explicar conceitos, dar exemplos e organizar ideias, mas não deve substituir fontes primárias. Se o tema é uma legislação, é fundamental consultar o texto da lei; se um artigo científico, deve-se ler o estudo original; e, para informações atuais, a checagem deve ser realizada em fontes confiáveis.

O especialista ainda sugere que a forma como os estudantes formulam suas perguntas pode impactar a qualidade das respostas obtidas. Um bom prompt deve ser mais como uma conversa do que um comando. Perguntar o que é um conceito pode resultar em uma resposta genérica, enquanto fornecer contexto e solicitar exemplos pode gerar um aprendizado significativo.

Sobre o uso excessivo da IA, estudos já indicam um impacto negativo na memória e no pensamento crítico, fenômeno conhecido como descarga cognitiva. Manfrin alerta que, ao delegar o pensamento a uma máquina, o “músculo do raciocínio atrofia”. A chave está no uso colaborativo, onde o estudante pensa junto com a ferramenta.

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A ética nesse contexto não é decorar um código de conduta, mas ser transparente sobre o uso, porque esconder é o que transforma ajuda em fraude.

Para lidar com os desafios impostos pela IA, o especialista defende a necessidade de regras claras entre escolas, pais e estudantes. É fundamental que tutores se familiarizem com a tecnologia, visto que proibições são, em geral, ineficazes.

Em suma, a inteligência artificial pode ser uma aliada no processo de aprendizagem, desde que utilizada de maneira consciente e crítica, evitando-se a dependência e a falta de verificação das informações.

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A IA generativa virou rotina entre estudantes, auxiliando em dúvidas, resumos e revisão de redações. O advogado Fernando Manfrin alerta para o risco de aceitar informações sem checagem e de expor dados pessoais.

O uso de inteligência artificial generativa já se tornou parte do cotidiano de muitos estudantes brasileiros, que a utilizam para esclarecer dúvidas, resumir textos ou revisar redações. Contudo, essa facilidade de obter respostas rápidas trouxe também o risco de aceitar informações sem a devida verificação e de compartilhar dados pessoais com ferramentas desconhecidas.

Fernando Manfrin, advogado especialista em compliance e proteção de dados, analisa os benefícios e riscos da utilização da IA como apoio pedagógico. Ele destaca que, apesar de a personalização ser um grande ganho, é importante ter limites no uso dessa tecnologia.

A IA é como um professor 24 horas, capaz de resumir textos densos, criar exercícios sob medida e simular provas. Diferentemente de uma sala de aula, no chat da inteligência artificial, o aluno pode se sentir mais confortável em perguntar quantas vezes for preciso, sem medo de julgamento.

Entre os erros mais comuns cometidos por estudantes que usam IA, Manfrin aponta o tratamento das respostas como verdades absolutas. Isso se deve ao fato de que uma resposta bem redigida não necessariamente significa que ela está correta, incluindo os erros conhecidos como alucinações, que a ferramenta pode apresentar com confiança.

Outro problema identificado é a tendência de “terceirizar o raciocínio”, onde os estudantes não tentam resolver as questões por conta própria. O terceiro erro, menos perceptível, é a inserção de dados pessoais, como nome e fotos, na ferramenta sem a consciência dos riscos envolvidos.

Desconfiar é sempre a melhor solução. O ideal é pedir a fonte da informação, verificar se ela é verídica e buscar pontos divergentes, o que também ajuda a estimular o raciocínio.

Manfrin recomenda que, ao utilizar IA, é essencial buscar a fonte original quando a ferramenta cita dados, números ou leis, observando a data das informações, pois muitos modelos de linguagem não atualizam automaticamente seus conhecimentos.

A IA pode ser valiosa para explicar conceitos, dar exemplos e organizar ideias, mas não deve substituir fontes primárias. Se o tema é uma legislação, é fundamental consultar o texto da lei; se um artigo científico, deve-se ler o estudo original; e, para informações atuais, a checagem deve ser realizada em fontes confiáveis.

O especialista ainda sugere que a forma como os estudantes formulam suas perguntas pode impactar a qualidade das respostas obtidas. Um bom prompt deve ser mais como uma conversa do que um comando. Perguntar o que é um conceito pode resultar em uma resposta genérica, enquanto fornecer contexto e solicitar exemplos pode gerar um aprendizado significativo.

Sobre o uso excessivo da IA, estudos já indicam um impacto negativo na memória e no pensamento crítico, fenômeno conhecido como descarga cognitiva. Manfrin alerta que, ao delegar o pensamento a uma máquina, o “músculo do raciocínio atrofia”. A chave está no uso colaborativo, onde o estudante pensa junto com a ferramenta.

A ética nesse contexto não é decorar um código de conduta, mas ser transparente sobre o uso, porque esconder é o que transforma ajuda em fraude.

Para lidar com os desafios impostos pela IA, o especialista defende a necessidade de regras claras entre escolas, pais e estudantes. É fundamental que tutores se familiarizem com a tecnologia, visto que proibições são, em geral, ineficazes.

Em suma, a inteligência artificial pode ser uma aliada no processo de aprendizagem, desde que utilizada de maneira consciente e crítica, evitando-se a dependência e a falta de verificação das informações.

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