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Ação Social

Estudo do FMI aponta que Bolsa Família não reduz participação feminina no trabalho, exceto entre mães de crianças pequenas

Um levantamento do Fundo Monetário Internacional (FMI) indica que o programa Bolsa Família não provoca queda generalizada na presença de mulheres no...

19/02/2026 · 10h36 · Atualizado às 18h23
Estudo do FMI aponta que Bolsa Família não reduz participação feminina no trabalho, exceto entre mães de crianças pequenas

Um levantamento do Fundo Monetário Internacional (FMI) indica que o programa Bolsa Família não provoca queda generalizada na presença de mulheres no mercado de trabalho, salvo no caso de mulheres com filhos de até seis anos.

Segundo o estudo, a saída do mercado por parte dessas mulheres está associada às demandas domésticas e ao cuidado da família. Essas responsabilidades acabam por reduzir a participação feminina entre trabalhadoras com crianças pequenas.

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Os dados do FMI mostram ainda que as mulheres dedicam, em média, dez horas a mais por semana a atividades domésticas não remuneradas do que os homens, o que contribui para essa diferença na inserção profissional.

O relatório também destaca a importância da presença feminina na força de trabalho para o desempenho econômico do país. De acordo com os pesquisadores, se a distância na taxa de participação entre homens e mulheres diminuísse de 20 para 10 pontos percentuais, o crescimento econômico até 2033 poderia avançar cerca de meio ponto percentual.

Além disso, a pesquisa aponta que as mulheres têm papel central na administração dos recursos familiares: quase 85% das famílias beneficiárias do Bolsa Família têm mulher à frente da casa.

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O estudo identifica os filhos pequenos como fator relevante para afastar as mães do emprego remunerado. Conforme o FMI, metade das mulheres deixa de trabalhar fora até dois anos após o nascimento do primeiro filho.

cabelo 1

Como alternativas para mitigar esse efeito, a pesquisa sugere ampliar o acesso a creches, criar incentivos para a participação no trabalho remunerado e atacar as diferenças salariais entre gêneros.

Essas recomendações visam facilitar a permanência ou o retorno das mulheres ao mercado de trabalho, sobretudo aquelas com responsabilidades de cuidado infantil, sem apontar mudanças específicas no desenho do programa Bolsa Família além das medidas citadas.

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Um levantamento do Fundo Monetário Internacional (FMI) indica que o programa Bolsa Família não provoca queda generalizada na presença de mulheres no mercado de trabalho, salvo no caso de mulheres com filhos de até seis anos.

Segundo o estudo, a saída do mercado por parte dessas mulheres está associada às demandas domésticas e ao cuidado da família. Essas responsabilidades acabam por reduzir a participação feminina entre trabalhadoras com crianças pequenas.

Os dados do FMI mostram ainda que as mulheres dedicam, em média, dez horas a mais por semana a atividades domésticas não remuneradas do que os homens, o que contribui para essa diferença na inserção profissional.

O relatório também destaca a importância da presença feminina na força de trabalho para o desempenho econômico do país. De acordo com os pesquisadores, se a distância na taxa de participação entre homens e mulheres diminuísse de 20 para 10 pontos percentuais, o crescimento econômico até 2033 poderia avançar cerca de meio ponto percentual.

Além disso, a pesquisa aponta que as mulheres têm papel central na administração dos recursos familiares: quase 85% das famílias beneficiárias do Bolsa Família têm mulher à frente da casa.

O estudo identifica os filhos pequenos como fator relevante para afastar as mães do emprego remunerado. Conforme o FMI, metade das mulheres deixa de trabalhar fora até dois anos após o nascimento do primeiro filho.

cabelo 1

Como alternativas para mitigar esse efeito, a pesquisa sugere ampliar o acesso a creches, criar incentivos para a participação no trabalho remunerado e atacar as diferenças salariais entre gêneros.

Essas recomendações visam facilitar a permanência ou o retorno das mulheres ao mercado de trabalho, sobretudo aquelas com responsabilidades de cuidado infantil, sem apontar mudanças específicas no desenho do programa Bolsa Família além das medidas citadas.

 

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