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Ciência e Espaço

Estudo: Sol pode expulsar planetas e desestabilizar o Sistema Solar

Estudo aponta instabilidades: Mercúrio tem 1% de chance de sair em 5 milhões de anos; Sol vai virar gigante vermelha e pode dispersar o sistema.

21/10/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h42
Estudo: Sol pode expulsar planetas e desestabilizar o Sistema Solar

Pesquisa aponta que a atual ordem do Sistema Solar pode durar apenas mais alguns bilhões de anos. Mercúrio tem 1% de chance de ser expulso em 5 milhões de anos e pode colidir com Vênus, Terra ou Marte; gigantes também podem ter órbitas alteradas.

O Sistema Solar atual pode permanecer nesta configuração por apenas “alguns” bilhões de anos, segundo um novo estudo que aponta para instabilidades além das já previstas com o fim do Sol. A pesquisa traz estimativas de riscos para planetas internos e alterações profundas nas órbitas dos gigantes gasosos.

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De acordo com os resultados, Mercúrio tem 1% de chance de deixar o Sistema Solar nos próximos 5 milhões de anos; caso isso aconteça, é provável que o planeta acabe colidindo com Vênus, com a Terra ou até com Marte. Júpiter, Saturno, Urano e Netuno também podem sofrer perturbações, embora previstas para escalas de tempo muito maiores: em um milhão de trilhão de anos, alterações nas posições desses planetas poderão ocorrer.

Mesmo que essas saídas ou colisões não ocorram, o cenário futuro permanece grave para os planetas internos. Quando o Sol esgotar seu combustível de fusão nuclear e se tornar uma gigante vermelha, ele vai expandir suas camadas e devorar Vênus. É possível, aliás, que nem a Terra — o chamado “pálido ponto azul” — escape desse processo. O novo estudo acrescenta caminhos alternativos para o destino final do sistema planetário que habitamos.

Fim do Sistema Solar

Os autores observam que, embora muitos cientistas considerem que o Sol deva perder massa de modo relativamente tranquilo, observações de anãs brancas sugerem que esse comportamento pode não ser sempre suave. Assim, quando o Sol chegar à etapa final de seu ciclo, é bem provável que a Terra já tenha deixado de existir há muito tempo e que Urano e Netuno acabem trocando de lugar em suas respectivas órbitas.

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A instabilidade prevista pelo estudo abriria vários cenários: antes mesmo de o Sol se transformar em uma estrela anã branca, as condições seriam tão caóticas que Urano pode muito bem acabar expulso do Sistema Solar. Netuno e Saturno podem também encontrar destinos semelhantes, dependendo de como ocorrerem as perdas de massa e as interações gravitacionais no sistema.

“Nossos resultados trazem a dissolução do Sistema Solar de volta a um território familiar da astrofísica e redefinem sua causa: não é o lento avanço do caos, nem o encontro fortuito com uma estrela que passa, mas o próprio Sol, que, ao morrer, não se limita a ampliar o sistema planetário que construiu — ele o afeta e, na maioria das vezes, o dispersa. A instabilidade prevista por Newton é, afinal, real. Ele se enganou apenas quanto ao responsável”.

Escreveram os autores que os achados colocam o papel do Sol como agente central da instabilidade e não apenas como vítima do ambiente estelar externo. O artigo com esses resultados foi publicado na The Astrophysical Journal Letters.

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O estudo reforça que a configuração atual do Sistema Solar é temporária em escalas cósmicas e que tanto eventos relativamente próximos, como a perda de Mercúrio, quanto transformações em escalas de tempo enormes, envolvendo os gigantes gasosos, estarão sujeitos a processos complexos conduzidos pelo próprio Sol.

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Pesquisa aponta que a atual ordem do Sistema Solar pode durar apenas mais alguns bilhões de anos. Mercúrio tem 1% de chance de ser expulso em 5 milhões de anos e pode colidir com Vênus, Terra ou Marte; gigantes também podem ter órbitas alteradas.

O Sistema Solar atual pode permanecer nesta configuração por apenas “alguns” bilhões de anos, segundo um novo estudo que aponta para instabilidades além das já previstas com o fim do Sol. A pesquisa traz estimativas de riscos para planetas internos e alterações profundas nas órbitas dos gigantes gasosos.

De acordo com os resultados, Mercúrio tem 1% de chance de deixar o Sistema Solar nos próximos 5 milhões de anos; caso isso aconteça, é provável que o planeta acabe colidindo com Vênus, com a Terra ou até com Marte. Júpiter, Saturno, Urano e Netuno também podem sofrer perturbações, embora previstas para escalas de tempo muito maiores: em um milhão de trilhão de anos, alterações nas posições desses planetas poderão ocorrer.

Mesmo que essas saídas ou colisões não ocorram, o cenário futuro permanece grave para os planetas internos. Quando o Sol esgotar seu combustível de fusão nuclear e se tornar uma gigante vermelha, ele vai expandir suas camadas e devorar Vênus. É possível, aliás, que nem a Terra — o chamado “pálido ponto azul” — escape desse processo. O novo estudo acrescenta caminhos alternativos para o destino final do sistema planetário que habitamos.

Fim do Sistema Solar

Os autores observam que, embora muitos cientistas considerem que o Sol deva perder massa de modo relativamente tranquilo, observações de anãs brancas sugerem que esse comportamento pode não ser sempre suave. Assim, quando o Sol chegar à etapa final de seu ciclo, é bem provável que a Terra já tenha deixado de existir há muito tempo e que Urano e Netuno acabem trocando de lugar em suas respectivas órbitas.

A instabilidade prevista pelo estudo abriria vários cenários: antes mesmo de o Sol se transformar em uma estrela anã branca, as condições seriam tão caóticas que Urano pode muito bem acabar expulso do Sistema Solar. Netuno e Saturno podem também encontrar destinos semelhantes, dependendo de como ocorrerem as perdas de massa e as interações gravitacionais no sistema.

“Nossos resultados trazem a dissolução do Sistema Solar de volta a um território familiar da astrofísica e redefinem sua causa: não é o lento avanço do caos, nem o encontro fortuito com uma estrela que passa, mas o próprio Sol, que, ao morrer, não se limita a ampliar o sistema planetário que construiu — ele o afeta e, na maioria das vezes, o dispersa. A instabilidade prevista por Newton é, afinal, real. Ele se enganou apenas quanto ao responsável”.

Escreveram os autores que os achados colocam o papel do Sol como agente central da instabilidade e não apenas como vítima do ambiente estelar externo. O artigo com esses resultados foi publicado na The Astrophysical Journal Letters.

O estudo reforça que a configuração atual do Sistema Solar é temporária em escalas cósmicas e que tanto eventos relativamente próximos, como a perda de Mercúrio, quanto transformações em escalas de tempo enormes, envolvendo os gigantes gasosos, estarão sujeitos a processos complexos conduzidos pelo próprio Sol.

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