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Aracaju, Quinta-feira, 15 de outubro de 2026
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Política

Lula amplia ensino integral; Flávio aposta em escolas cívico-militares

No segundo turno, Lula prioriza educação integral e creches; Flávio promove escolas cívico-militares, voucher-creche e reforma do ensino técnico.

15/10/2026 · 15h47
Lula amplia ensino integral; Flávio aposta em escolas cívico-militares

O tema volta ao centro da campanha para o segundo turno em 25 de outubro, com propostas distintas para escolas e creches. Lula vê o tempo integral como motor de mobilidade social; Flávio defende cívico-militares e voucher-creche.

O debate sobre modelos educacionais voltará a ser tema central na disputa entre os dois candidatos que vão ao segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro. Neste ano, a educação teve menos destaque no debate público em razão do contexto político e do escândalo do caso Master, mas os planos de governo mantêm propostas distintas para o setor.

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No documento de campanha, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula Silva coloca a educação como instrumento principal de transformação e mobilidade social, com metas e programas voltados à ampliação do ensino em tempo integral, à construção de creches e ao fortalecimento da formação docente.

“A educação é um pacto inegociável com o futuro, um investimento essencial para o desenvolvimento sustentável, inclusivo e soberano do Brasil”

Já o plano do senador e candidato Flávio Bolsonaro insere a educação no contexto do fortalecimento das famílias e do mercado de trabalho, defendendo a centralidade da família na definição de valores e propondo mudanças no ensino técnico e na gestão do ensino superior.

“Uma escola que ensina, e não que doutrina, respeitando os valores que os pais passam em casa”

Educação infantil

Sobre alfabetização, o plano de Flávio vai priorizar o método fônico, focado na associação entre sons e letras. Lula tem a meta de alcançar 80% das crianças alfabetizadas na idade certa, até 2030, dentro da estratégia do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada.

Em relação às creches, Flávio quer ampliar a oferta em período integral, com alimentação de qualidade e foco no desenvolvimento das crianças, e propõe o voucher-creche que será oferecido à família quando não houver vaga pública. O plano não detalha, entretanto, de onde viriam os recursos para financiar o voucher.

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Lula planeja dar continuidade à construção de 3.562 creches e pré-escolas em 2.360 municípios por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), com mais recursos a estados e municípios, e reforça a retomada de obras de equipamentos de educação que estavam paralisadas.

Financiamento

No plano de Flávio, os repasses de verbas do orçamento para estados e municípios estarão condicionados a resultados, com o cumprimento de metas de aprendizagem. Lula quer manter a política de reajuste do Piso Nacional do Magistério, referência para o vencimento-base inicial da carreira de professor, calculado com base na Lei 15.437/26.

Aprendizagem

Lula vai instituir a estratégia nacional permanente de recomposição e aceleração das aprendizagens, com atenção especial aos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e ao ensino médio. O plano prevê também aumento do acervo da biblioteca digital da plataforma MEC Livros e a inclusão de novas línguas no MEC Idiomas para aprendizado sem custos.

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O plano de Flávio registra a criação do Programa Acolher, em que alunos com bom desempenho receberão remuneração para oferecer reforço a colegas com dificuldades.

Escolas e professores

Flávio defende a expansão das escolas cívico-militares e a transferência do ensino superior para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O plano também prevê aplicação efetiva da política nacional para atendimento a alunos com altas habilidades.

Lula destaca medidas de apoio à formação docente, como o Pé-de-Meia Licenciatura, e o reforço do programa Bolsa Mais Professores para atrair e manter docentes em redes públicas de educação básica e em áreas com carência de profissionais. Flávio reforça que a capacitação continuada de professores será baseada em evidências científicas, sem detalhar as propostas.

Ambos os planos apresentam propostas que irão influenciar a agenda da educação caso um dos candidatos assuma o próximo mandato, com prioridades diferentes sobre infraestrutura, formação e gestão escolar.

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O tema volta ao centro da campanha para o segundo turno em 25 de outubro, com propostas distintas para escolas e creches. Lula vê o tempo integral como motor de mobilidade social; Flávio defende cívico-militares e voucher-creche.

O debate sobre modelos educacionais voltará a ser tema central na disputa entre os dois candidatos que vão ao segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro. Neste ano, a educação teve menos destaque no debate público em razão do contexto político e do escândalo do caso Master, mas os planos de governo mantêm propostas distintas para o setor.

No documento de campanha, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula Silva coloca a educação como instrumento principal de transformação e mobilidade social, com metas e programas voltados à ampliação do ensino em tempo integral, à construção de creches e ao fortalecimento da formação docente.

“A educação é um pacto inegociável com o futuro, um investimento essencial para o desenvolvimento sustentável, inclusivo e soberano do Brasil”

Já o plano do senador e candidato Flávio Bolsonaro insere a educação no contexto do fortalecimento das famílias e do mercado de trabalho, defendendo a centralidade da família na definição de valores e propondo mudanças no ensino técnico e na gestão do ensino superior.

“Uma escola que ensina, e não que doutrina, respeitando os valores que os pais passam em casa”

Educação infantil

Sobre alfabetização, o plano de Flávio vai priorizar o método fônico, focado na associação entre sons e letras. Lula tem a meta de alcançar 80% das crianças alfabetizadas na idade certa, até 2030, dentro da estratégia do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada.

Em relação às creches, Flávio quer ampliar a oferta em período integral, com alimentação de qualidade e foco no desenvolvimento das crianças, e propõe o voucher-creche que será oferecido à família quando não houver vaga pública. O plano não detalha, entretanto, de onde viriam os recursos para financiar o voucher.

Lula planeja dar continuidade à construção de 3.562 creches e pré-escolas em 2.360 municípios por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), com mais recursos a estados e municípios, e reforça a retomada de obras de equipamentos de educação que estavam paralisadas.

Financiamento

No plano de Flávio, os repasses de verbas do orçamento para estados e municípios estarão condicionados a resultados, com o cumprimento de metas de aprendizagem. Lula quer manter a política de reajuste do Piso Nacional do Magistério, referência para o vencimento-base inicial da carreira de professor, calculado com base na Lei 15.437/26.

Aprendizagem

Lula vai instituir a estratégia nacional permanente de recomposição e aceleração das aprendizagens, com atenção especial aos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e ao ensino médio. O plano prevê também aumento do acervo da biblioteca digital da plataforma MEC Livros e a inclusão de novas línguas no MEC Idiomas para aprendizado sem custos.

O plano de Flávio registra a criação do Programa Acolher, em que alunos com bom desempenho receberão remuneração para oferecer reforço a colegas com dificuldades.

Escolas e professores

Flávio defende a expansão das escolas cívico-militares e a transferência do ensino superior para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O plano também prevê aplicação efetiva da política nacional para atendimento a alunos com altas habilidades.

Lula destaca medidas de apoio à formação docente, como o Pé-de-Meia Licenciatura, e o reforço do programa Bolsa Mais Professores para atrair e manter docentes em redes públicas de educação básica e em áreas com carência de profissionais. Flávio reforça que a capacitação continuada de professores será baseada em evidências científicas, sem detalhar as propostas.

Ambos os planos apresentam propostas que irão influenciar a agenda da educação caso um dos candidatos assuma o próximo mandato, com prioridades diferentes sobre infraestrutura, formação e gestão escolar.

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