Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Economia

Estudos indicam que energia solar em Itaipu pode dobrar capacidade da usina

O espelho d'água da usina de Itaipu, na fronteira entre Brasil e Paraguai, concentra potencial para ampliar significativamente a geração elétrica por...

21/04/2026 · 20h48 · Atualizado às 19h05
Estudos indicam que energia solar em Itaipu pode dobrar capacidade da usina

O espelho d’água da usina de Itaipu, na fronteira entre Brasil e Paraguai, concentra potencial para ampliar significativamente a geração elétrica por meio de painéis solares flutuantes, segundo testes em andamento realizados pela binacional. O reservatório da usina apresenta cerca de 1,3 mil quilômetros quadrados (km²) de perímetro, quase 170 km de extensão entre a barragem e a margem oposta, e largura média de 7 km entre as margens.

Como parte do experimento, foram instalados 1.584 painéis fotovoltaicos ocupando menos de 10 mil metros quadrados (m²) sobre o lago, a aproximadamente 15 metros da margem paraguaia, em área com cerca de 7 metros de profundidade. A planta piloto tem capacidade de 1 megawatt-pico (MWp), equivalente ao consumo de cerca de 650 residências, e destina-se ao uso interno da usina, sem comercialização nem conexão direta com a geração hidrelétrica.

Publicidade

O projeto funciona como um laboratório para avaliar viabilidade técnica e ambiental de usinas solares sobre a água. Técnicos investigam a interação dos módulos com o ecossistema — impactos sobre peixes e algas e eventuais alterações na temperatura da água — além de medir a influência do vento no desempenho, a estabilidade das estruturas flutuantes e a ancoragem ao fundo.

Segundo o superintendente de Energias Renováveis da Itaipu Binacional, Rogério Meneghetti, um cálculo teórico mostra que cobrir 10% do reservatório com painéis poderia gerar energia equivalente a outra usina de Itaipu. Ele ressaltou, porém, que essa possibilidade não está em planejamento imediato, dependente de estudos adicionais e de grande área ocupada.

Estimativas preliminares apontam que seriam necessários pelo menos quatro anos de instalação para alcançar 3.000 megawatts (MW) de geração solar, cifra aproximada a 20% da capacidade atual da hidrelétrica. O investimento do piloto foi de US$ 854,5 mil (aproximadamente R$ 4,3 milhões), e a obra foi executada por um consórcio binacional formado pelas empresas Sunlution, do Brasil, e Luxacril, do Paraguai.

Diversificação energética e pesquisa

A ampliação do uso de fontes renováveis em Itaipu não se limita ao solar. No complexo tecnológico Itaipu Parquetec, criado para pesquisa e inovação, há projetos com hidrogênio verde e sistemas de armazenamento por baterias. O centro de tecnologia de hidrogênio desenvolve processos de eletrólise da água para produzir hidrogênio sem emissão de CO₂, servindo como plataforma para testes de aplicações industriais e de transporte.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID
rbr1721

O gerente do Centro de Tecnologia de Hidrogênio, Daniel Cantani, descreve o local como um espaço para validar protótipos, incluindo veículos movidos a hidrogênio. Em outro eixo de trabalho, um centro de gestão energética vem desenvolvendo células e protótipos de baterias para armazenamento estacionário.

Além disso, a usina investe na produção de biogás a partir de resíduos orgânicos de restaurantes do complexo e de materiais apreendidos em fiscalizações de fronteira, transformando esses resíduos em biometano e biogás para uso interno. A unidade de demonstração de biocombustíveis, gerida pelo Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), já processou mais de 720 toneladas de resíduos orgânicos, gerando biomethane suficiente para percorrer cerca de 480 mil quilômetros. O local também desenvolve, em caráter experimental, um óleo sintético (bio-syncrude) com potencial uso na produção de SAF (combustível sustentável de aviação).

A gestão de Itaipu destaca que a expansão de tecnologias como hidrogênio, biometano e SAF deve ganhar espaço nos próximos anos, especialmente com regulamentações futuras sobre combustíveis.

Publicidade

Com informações de Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
4 min de leitura

O espelho d’água da usina de Itaipu, na fronteira entre Brasil e Paraguai, concentra potencial para ampliar significativamente a geração elétrica por meio de painéis solares flutuantes, segundo testes em andamento realizados pela binacional. O reservatório da usina apresenta cerca de 1,3 mil quilômetros quadrados (km²) de perímetro, quase 170 km de extensão entre a barragem e a margem oposta, e largura média de 7 km entre as margens.

Como parte do experimento, foram instalados 1.584 painéis fotovoltaicos ocupando menos de 10 mil metros quadrados (m²) sobre o lago, a aproximadamente 15 metros da margem paraguaia, em área com cerca de 7 metros de profundidade. A planta piloto tem capacidade de 1 megawatt-pico (MWp), equivalente ao consumo de cerca de 650 residências, e destina-se ao uso interno da usina, sem comercialização nem conexão direta com a geração hidrelétrica.

O projeto funciona como um laboratório para avaliar viabilidade técnica e ambiental de usinas solares sobre a água. Técnicos investigam a interação dos módulos com o ecossistema — impactos sobre peixes e algas e eventuais alterações na temperatura da água — além de medir a influência do vento no desempenho, a estabilidade das estruturas flutuantes e a ancoragem ao fundo.

Segundo o superintendente de Energias Renováveis da Itaipu Binacional, Rogério Meneghetti, um cálculo teórico mostra que cobrir 10% do reservatório com painéis poderia gerar energia equivalente a outra usina de Itaipu. Ele ressaltou, porém, que essa possibilidade não está em planejamento imediato, dependente de estudos adicionais e de grande área ocupada.

Estimativas preliminares apontam que seriam necessários pelo menos quatro anos de instalação para alcançar 3.000 megawatts (MW) de geração solar, cifra aproximada a 20% da capacidade atual da hidrelétrica. O investimento do piloto foi de US$ 854,5 mil (aproximadamente R$ 4,3 milhões), e a obra foi executada por um consórcio binacional formado pelas empresas Sunlution, do Brasil, e Luxacril, do Paraguai.

Diversificação energética e pesquisa

A ampliação do uso de fontes renováveis em Itaipu não se limita ao solar. No complexo tecnológico Itaipu Parquetec, criado para pesquisa e inovação, há projetos com hidrogênio verde e sistemas de armazenamento por baterias. O centro de tecnologia de hidrogênio desenvolve processos de eletrólise da água para produzir hidrogênio sem emissão de CO₂, servindo como plataforma para testes de aplicações industriais e de transporte.

rbr1721

O gerente do Centro de Tecnologia de Hidrogênio, Daniel Cantani, descreve o local como um espaço para validar protótipos, incluindo veículos movidos a hidrogênio. Em outro eixo de trabalho, um centro de gestão energética vem desenvolvendo células e protótipos de baterias para armazenamento estacionário.

Além disso, a usina investe na produção de biogás a partir de resíduos orgânicos de restaurantes do complexo e de materiais apreendidos em fiscalizações de fronteira, transformando esses resíduos em biometano e biogás para uso interno. A unidade de demonstração de biocombustíveis, gerida pelo Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), já processou mais de 720 toneladas de resíduos orgânicos, gerando biomethane suficiente para percorrer cerca de 480 mil quilômetros. O local também desenvolve, em caráter experimental, um óleo sintético (bio-syncrude) com potencial uso na produção de SAF (combustível sustentável de aviação).

A gestão de Itaipu destaca que a expansão de tecnologias como hidrogênio, biometano e SAF deve ganhar espaço nos próximos anos, especialmente com regulamentações futuras sobre combustíveis.

Com informações de Agência Brasil

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA