O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre uma série de produtos brasileiros. A oficialização da medida ocorreu na noite de quarta-feira (15). Além da tarifa, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) divulgou uma lista de produtos que ficaram isentos da nova cobrança.
Segundo o USTR, a investigação revelou que certas medidas adotadas pelo Brasil em seis áreas restringem os negócios de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores americanos. As áreas citadas incluem comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais consideradas desleais, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.
“Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé”, afirmou o senador Marco Rubio.
Em resposta, o governo brasileiro classificou o novo tarifaço como um “marco lastimável”, afirmando que adotará medidas de reciprocidade. Os Estados Unidos, por sua vez, sinalizaram que, em caso de retaliação, poderão rever suas ações relacionadas à tarifa.
A lista de isenções é extensa e abrange itens cruciais para a economia brasileira, como carne bovina, café, petróleo, laranjas, suco de laranja, minério de ferro, aeronaves civis e peças para aeronaves civis. Também estão isentos produtos que já enfrentam tarifas da Seção 232, como aço, alumínio e cobre.
Ao todo, mais de 1,6 mil códigos tarifários foram excluídos da nova cobrança. Essa decisão foi pautada por critérios que identificam produtos sensíveis para a economia americana, como matérias-primas que poderiam causar desabastecimento interno, itens cuja tarifação poderia provocar crises econômicas, e bens que não são produzidos em quantidade suficiente nos EUA.
Entre os produtos que não sofrerão a nova tarifa estão:
- Carne bovina — todas as formas: carcaças, cortes com e sem osso, frescos, resfriados e congelados;
- Café — grão verde, torrado e café solúvel;
- Laranja e suco de laranja — suco congelado e não congelado, além da fruta fresca;
- Pescados — atum, cavala, espadarte, tilápia e lagosta;
- Castanhas — castanha-do-pará e castanha de caju;
- Algumas frutas tropicais — manga, mamão e goiaba;
- Petróleo bruto e gás natural;
- Minérios estratégicos — minério de ferro, manganês, estanho e titânio;
- Aeronaves civis e seus componentes;
- Antiguidades e obras de arte.
Embora a medida represente um desafio para o comércio exterior brasileiro, a isenção de produtos-chave pode contribuir para minimizar os impactos econômicos.
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