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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Saúde

Exames para rastrear câncer de intestino triplicaram no SUS na última década, mostra levantamento

O número de exames para detecção precoce do câncer de intestino realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou de forma expressiva na última década, de acordo com levantamento divulgado no âmbito da campanha Março Azul. Tanto os testes de pesquisa de sangue oculto nas fezes quanto as colonoscopias registraram crescimento significativo entre 2016 e 2025.

23/03/2026 · 13h03 · Atualizado às 18h44
Exames para rastrear câncer de intestino triplicaram no SUS na última década, mostra levantamento

O número de exames para detecção precoce do câncer de intestino realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou de forma expressiva na última década, de acordo com levantamento divulgado no âmbito da campanha Março Azul. Tanto os testes de pesquisa de sangue oculto nas fezes quanto as colonoscopias registraram crescimento significativo entre 2016 e 2025.

Segundo os dados, a pesquisa de sangue oculto nas fezes passou de 1.146.998 procedimentos em 2016 para 3.336.561 em 2025, um incremento de aproximadamente 190%. No mesmo intervalo, as colonoscopias subiram de 261.214 para 639.924, o que representa avanço de cerca de 145%.

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Distribuição por estados

Em 2025, o maior volume de testes de sangue oculto nas fezes foi registrado em São Paulo, com 1.174.403 exames, seguido por Minas Gerais, com 693.289, e Santa Catarina, com 310.391. Os menores números foram observados no Amapá (1.356), no Acre (1.558) e em Roraima (2.984).

Fatores e mobilização

O presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), Eduardo Guimarães Hourneaux, atribuiu a expansão à intensificação de ações de conscientização e ao engajamento de entidades médicas. “A campanha Março Azul tem transformado o medo em atitude e esperança”, afirmou. Em outro trecho, destacou que mais pessoas procuram serviços de saúde para realizar exames, especialmente durante março, quando ocorrem mutirões e ações públicas.

Hourneaux ressaltou ainda que a adesão de autoridades em diferentes esferas e a realização de campanhas — como iluminação de prédios e atividades em escolas e unidades de saúde — contribuíram para a maior procura por rastreamento.

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Casos públicos e impacto

O levantamento observa que acontecimentos envolvendo personalidades públicas tendem a aumentar a atenção da população para a doença. A análise preliminar da campanha aponta que a trajetória do câncer enfrentado pela cantora Preta Gil coincidiu com elevação nos números de exames: entre a divulgação do diagnóstico da artista, em 2023, e a morte dela, dois anos depois, houve aumento de 18% nas pesquisas de sangue oculto nas fezes e de 23% nas colonoscopias no SUS.

sus 1

Segundo Hourneaux, depoimentos de figuras públicas como Preta Gil, Chadwick Boseman e Roberto Dinamite servem como lembretes sobre sinais, sintomas e a importância de não adiar a investigação médica.

Organização da campanha e projeções

Promovida nacionalmente desde 2021, a campanha Março Azul é coordenada pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) e pela Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG). Em 2026, a iniciativa conta com apoio institucional da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA), da Associação Médica Brasileira (AMB) e do Conselho Federal de Medicina (CFM), entre outras sociedades médicas.

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O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que as mortes prematuras por câncer de intestino (antes dos 70 anos) devam aumentar até 2030, citando como fatores o envelhecimento da população, o crescimento da incidência entre jovens, o diagnóstico tardio e a baixa cobertura de exames de rastreamento.

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O número de exames para detecção precoce do câncer de intestino realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou de forma expressiva na última década, de acordo com levantamento divulgado no âmbito da campanha Março Azul. Tanto os testes de pesquisa de sangue oculto nas fezes quanto as colonoscopias registraram crescimento significativo entre 2016 e 2025.

Segundo os dados, a pesquisa de sangue oculto nas fezes passou de 1.146.998 procedimentos em 2016 para 3.336.561 em 2025, um incremento de aproximadamente 190%. No mesmo intervalo, as colonoscopias subiram de 261.214 para 639.924, o que representa avanço de cerca de 145%.

Distribuição por estados

Em 2025, o maior volume de testes de sangue oculto nas fezes foi registrado em São Paulo, com 1.174.403 exames, seguido por Minas Gerais, com 693.289, e Santa Catarina, com 310.391. Os menores números foram observados no Amapá (1.356), no Acre (1.558) e em Roraima (2.984).

Fatores e mobilização

O presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), Eduardo Guimarães Hourneaux, atribuiu a expansão à intensificação de ações de conscientização e ao engajamento de entidades médicas. “A campanha Março Azul tem transformado o medo em atitude e esperança”, afirmou. Em outro trecho, destacou que mais pessoas procuram serviços de saúde para realizar exames, especialmente durante março, quando ocorrem mutirões e ações públicas.

Hourneaux ressaltou ainda que a adesão de autoridades em diferentes esferas e a realização de campanhas — como iluminação de prédios e atividades em escolas e unidades de saúde — contribuíram para a maior procura por rastreamento.

Casos públicos e impacto

O levantamento observa que acontecimentos envolvendo personalidades públicas tendem a aumentar a atenção da população para a doença. A análise preliminar da campanha aponta que a trajetória do câncer enfrentado pela cantora Preta Gil coincidiu com elevação nos números de exames: entre a divulgação do diagnóstico da artista, em 2023, e a morte dela, dois anos depois, houve aumento de 18% nas pesquisas de sangue oculto nas fezes e de 23% nas colonoscopias no SUS.

sus 1

Segundo Hourneaux, depoimentos de figuras públicas como Preta Gil, Chadwick Boseman e Roberto Dinamite servem como lembretes sobre sinais, sintomas e a importância de não adiar a investigação médica.

Organização da campanha e projeções

Promovida nacionalmente desde 2021, a campanha Março Azul é coordenada pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) e pela Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG). Em 2026, a iniciativa conta com apoio institucional da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA), da Associação Médica Brasileira (AMB) e do Conselho Federal de Medicina (CFM), entre outras sociedades médicas.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que as mortes prematuras por câncer de intestino (antes dos 70 anos) devam aumentar até 2030, citando como fatores o envelhecimento da população, o crescimento da incidência entre jovens, o diagnóstico tardio e a baixa cobertura de exames de rastreamento.

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