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Saúde

Excesso de álcool e energético no Carnaval pode provocar arritmia conhecida como “coração festeiro”

O período carnavalesco, marcado por longas jornadas de festa, consumo elevado de bebidas alcoólicas e poucas horas de sono, pode desencadear a chamada síndrome do coração festeiro, afirma o cardiologista Edson Elviro Alves, da rede Hapvida. A condição corresponde a arritmias que surgem após abusos típicos da folia e que, segundo o médico, ocorrem com […]

11/02/2026 · 22h06
Excesso de álcool e energético no Carnaval pode provocar arritmia conhecida como “coração festeiro”

O período carnavalesco, marcado por longas jornadas de festa, consumo elevado de bebidas alcoólicas e poucas horas de sono, pode desencadear a chamada síndrome do coração festeiro, afirma o cardiologista Edson Elviro Alves, da rede Hapvida. A condição corresponde a arritmias que surgem após abusos típicos da folia e que, segundo o médico, ocorrem com mais frequência do que se imagina.

Como o problema surge

De acordo com Alves, o álcool em grandes quantidades interfere no sistema elétrico cardíaco. O efeito pode ser potencializado pela ingestão de energéticos e outras substâncias estimulantes, comuns em festas. O coração, que depende de impulsos elétricos para manter o batimento regular, sofre alterações que favorecem arritmias, principalmente a fibrilação atrial.

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Quadro geralmente temporário, mas não inofensivo

A interrupção do consumo de álcool, aliada à hidratação adequada, costuma normalizar o ritmo cardíaco. Contudo, se as arritmias persistirem por mais de 24 horas, o especialista recomenda buscar avaliação médica, pois podem ser necessárias intervenções específicas.

Quem corre mais risco

Embora a maioria associe o problema a pacientes cardíacos, jovens sem histórico de doenças também podem apresentar a síndrome após noites de sono reduzidas, altas temperaturas e mistura de álcool com energético. Idosos, hipertensos, diabéticos, pessoas com arritmia prévia, histórico familiar de doença cardíaca ou uso contínuo de medicamentos precisam de vigilância extra.

Sintomas de atenção

Palpitações, sensação de batimento acelerado ou irregular, falta de ar, tontura, cansaço intenso, dor no peito e desmaios são os sinais mais comuns. “Palpitação após beber não deve ser considerada normal, principalmente se vier acompanhada de outros sintomas”, alerta o cardiologista.

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Medidas de prevenção

Para desfrutar a festa sem comprometer a saúde, Alves recomenda equilíbrio: hidratar-se bem, evitar excesso de álcool, não misturar bebida alcoólica com energético, manter alimentação adequada e respeitar os limites do corpo. Alternar doses de bebida com água ajuda a reduzir a sobrecarga cardíaca, e quem usa medicamentos regularmente deve redobrar a cautela, pois o álcool pode interferir na ação dos remédios.

O médico reforça que a folia pode ser aproveitada com responsabilidade e lembra que “o coração também sente os excessos”.

 

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O período carnavalesco, marcado por longas jornadas de festa, consumo elevado de bebidas alcoólicas e poucas horas de sono, pode desencadear a chamada síndrome do coração festeiro, afirma o cardiologista Edson Elviro Alves, da rede Hapvida. A condição corresponde a arritmias que surgem após abusos típicos da folia e que, segundo o médico, ocorrem com mais frequência do que se imagina.

Como o problema surge

De acordo com Alves, o álcool em grandes quantidades interfere no sistema elétrico cardíaco. O efeito pode ser potencializado pela ingestão de energéticos e outras substâncias estimulantes, comuns em festas. O coração, que depende de impulsos elétricos para manter o batimento regular, sofre alterações que favorecem arritmias, principalmente a fibrilação atrial.

Quadro geralmente temporário, mas não inofensivo

A interrupção do consumo de álcool, aliada à hidratação adequada, costuma normalizar o ritmo cardíaco. Contudo, se as arritmias persistirem por mais de 24 horas, o especialista recomenda buscar avaliação médica, pois podem ser necessárias intervenções específicas.

Quem corre mais risco

Embora a maioria associe o problema a pacientes cardíacos, jovens sem histórico de doenças também podem apresentar a síndrome após noites de sono reduzidas, altas temperaturas e mistura de álcool com energético. Idosos, hipertensos, diabéticos, pessoas com arritmia prévia, histórico familiar de doença cardíaca ou uso contínuo de medicamentos precisam de vigilância extra.

Sintomas de atenção

Palpitações, sensação de batimento acelerado ou irregular, falta de ar, tontura, cansaço intenso, dor no peito e desmaios são os sinais mais comuns. “Palpitação após beber não deve ser considerada normal, principalmente se vier acompanhada de outros sintomas”, alerta o cardiologista.

Medidas de prevenção

Para desfrutar a festa sem comprometer a saúde, Alves recomenda equilíbrio: hidratar-se bem, evitar excesso de álcool, não misturar bebida alcoólica com energético, manter alimentação adequada e respeitar os limites do corpo. Alternar doses de bebida com água ajuda a reduzir a sobrecarga cardíaca, e quem usa medicamentos regularmente deve redobrar a cautela, pois o álcool pode interferir na ação dos remédios.

O médico reforça que a folia pode ser aproveitada com responsabilidade e lembra que “o coração também sente os excessos”.

 

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