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Excesso de oferta de leite adia recuperação dos preços até o fim de 2026

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Excesso de oferta de leite adia recuperação dos preços até o fim de 2026

Mercado global de leite enfrentará pressão até o fim de 2026, conforme relatório da StoneX.

09/07/2026 · 19h04
Excesso de oferta de leite adia recuperação dos preços até o fim de 2026

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O mercado global de leite e derivados deve enfrentar um período de pressão ao longo do terceiro trimestre de 2026, devido a um desequilíbrio entre oferta e demanda. Essa previsão está contida no relatório Perspectivas 2026, da StoneX, que analisa as tendências do setor sob a liderança de Nate Donnay. O estudo aponta que a recuperação dos preços dos lácteos será mais lenta do que o esperado.

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No final de 2025, a oferta global de leite aumentou cerca de 5,5% em comparação ao ano anterior, um ritmo considerado elevado para os padrões do setor. Mesmo com a queda das cotações internacionais, os produtores não reduziram rapidamente a produção. Essa decisão foi influenciada pela diminuição dos custos de alimentação animal e pela ampliação da capacidade de processamento.

A análise da StoneX indica que o excesso de oferta prolongará o período de ajuste e atrasará o reequilíbrio do mercado, que deverá ocorrer apenas no fim de 2026. Com a maior disponibilidade de leite, os preços internacionais devem permanecer pressionados durante grande parte do terceiro trimestre.

Nos Estados Unidos, um dos principais fornecedores, a queda nos preços de produtos como manteiga e queijo já está afetando as margens dos produtores, que estão abaixo do ponto de equilíbrio, gerando preocupações sobre a rentabilidade das fazendas. Na União Europeia, os preços do leite também apresentaram queda significativa, o que impactará os pagamentos aos produtores nos próximos meses. Apesar disso, um ciclo tardio de partos deve manter a produção europeia em alta até meados de 2026, dificultando uma redução mais rápida da oferta.

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A Nova Zelândia, principal exportadora mundial de lácteos, reportou um crescimento de 4,2% na produção nos primeiros meses da temporada, mesmo enfrentando desafios climáticos. Este aumento foi acompanhado por um uso recorde de palm kernel expeller na alimentação dos animais, indicando que os produtores locais estão se esforçando para manter os volumes e abastecer o mercado global.

No Brasil, o cenário externo influencia as expectativas de preços e as oportunidades de exportação. A maior oferta global de leite tende a limitar uma recuperação mais robusta dos preços internacionais, enquanto os produtores permanecem atentos aos custos de produção e ao comportamento do consumo interno. A StoneX prevê que o mercado passará por uma fase prolongada de ajuste, com o equilíbrio entre oferta e demanda sendo restabelecido somente próximo ao final de 2026. Até lá, o setor deverá lidar com preços pressionados e margens mais estreitas para os produtores em várias regiões do mundo.

Em relação ao consumo, a demanda por queijo na Europa, que era um dos principais sustentáculos do mercado, perdeu força recentemente. Esse padrão também é observado em produtos como manteiga e gordura anidra de leite (AMF). Além disso, as importações globais de leite em pó desnatado têm mostrado uma tendência de queda nos últimos dois anos, refletindo estoques confortáveis ou uma necessidade reduzida de compras por parte dos principais importadores.

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Por fim, o setor também está atento às tensões geopolíticas que impactam as cadeias de abastecimento. Aproximadamente 6% do comércio internacional de lácteos passa pelo Estreito de Ormuz, uma rota estratégica afetada por tensões envolvendo o Irã. A instabilidade na região eleva os custos logísticos, impactando principalmente os países do Golfo Pérsico, onde o consumo de lácteos foi prejudicado. A interrupção das exportações iranianas de leite em pó retirou parte da oferta disponível no mercado internacional, funcionando como um fator de compensação parcial diante da redução da demanda regional.

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No final de 2025, a oferta global de leite aumentou cerca de 5,5% em comparação ao ano anterior, um ritmo considerado elevado para os padrões do setor. Mesmo com a queda das cotações internacionais, os produtores não reduziram rapidamente a produção. Essa decisão foi influenciada pela diminuição dos custos de alimentação animal e pela ampliação da capacidade de processamento.

A análise da StoneX indica que o excesso de oferta prolongará o período de ajuste e atrasará o reequilíbrio do mercado, que deverá ocorrer apenas no fim de 2026. Com a maior disponibilidade de leite, os preços internacionais devem permanecer pressionados durante grande parte do terceiro trimestre.

Nos Estados Unidos, um dos principais fornecedores, a queda nos preços de produtos como manteiga e queijo já está afetando as margens dos produtores, que estão abaixo do ponto de equilíbrio, gerando preocupações sobre a rentabilidade das fazendas. Na União Europeia, os preços do leite também apresentaram queda significativa, o que impactará os pagamentos aos produtores nos próximos meses. Apesar disso, um ciclo tardio de partos deve manter a produção europeia em alta até meados de 2026, dificultando uma redução mais rápida da oferta.

A Nova Zelândia, principal exportadora mundial de lácteos, reportou um crescimento de 4,2% na produção nos primeiros meses da temporada, mesmo enfrentando desafios climáticos. Este aumento foi acompanhado por um uso recorde de palm kernel expeller na alimentação dos animais, indicando que os produtores locais estão se esforçando para manter os volumes e abastecer o mercado global.

No Brasil, o cenário externo influencia as expectativas de preços e as oportunidades de exportação. A maior oferta global de leite tende a limitar uma recuperação mais robusta dos preços internacionais, enquanto os produtores permanecem atentos aos custos de produção e ao comportamento do consumo interno. A StoneX prevê que o mercado passará por uma fase prolongada de ajuste, com o equilíbrio entre oferta e demanda sendo restabelecido somente próximo ao final de 2026. Até lá, o setor deverá lidar com preços pressionados e margens mais estreitas para os produtores em várias regiões do mundo.

Em relação ao consumo, a demanda por queijo na Europa, que era um dos principais sustentáculos do mercado, perdeu força recentemente. Esse padrão também é observado em produtos como manteiga e gordura anidra de leite (AMF). Além disso, as importações globais de leite em pó desnatado têm mostrado uma tendência de queda nos últimos dois anos, refletindo estoques confortáveis ou uma necessidade reduzida de compras por parte dos principais importadores.

Por fim, o setor também está atento às tensões geopolíticas que impactam as cadeias de abastecimento. Aproximadamente 6% do comércio internacional de lácteos passa pelo Estreito de Ormuz, uma rota estratégica afetada por tensões envolvendo o Irã. A instabilidade na região eleva os custos logísticos, impactando principalmente os países do Golfo Pérsico, onde o consumo de lácteos foi prejudicado. A interrupção das exportações iranianas de leite em pó retirou parte da oferta disponível no mercado internacional, funcionando como um fator de compensação parcial diante da redução da demanda regional.

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